Em Candelária, no Vale do Rio Pardo, o assassinato de uma mãe e sua filha adolescente — mortas a facadas enquanto dormiam — coloca em movimento a lenta e meticulosa engrenagem da justiça. Patrícia Cristina Pereira, 31 anos, e Karolayne Cristina Costa, 13 anos, foram encontradas por quem deveria cuidar delas, numa casa que deveria ser refúgio. A investigação avança entre silêncios, imagens borradas pela chuva e celulares apreendidos, enquanto a hipótese de feminicídio permanece sobre a mesa — lembrando que a violência doméstica raramente chega sem história.
Polícia apreende carro e celulares em investigação de duplo homicídio em Candelária
Seguimos em busca de provas e colhendo depoimentos
Por que a polícia apreendeu especificamente celulares e um carro? Há algo que os conecte aos suspeitos?
Os aparelhos podem conter registros de comunicação, localização, mensagens — qualquer coisa que mostre quem estava onde naquela madrugada. O carro pode ter sido usado na fuga ou estar ligado a um dos suspeitos.
Mas o delegado não disse nada disso. Ele só confirmou que apreendeu. Não sabemos se esses itens pertencem aos suspeitos ou se foram apreendidos de outras pessoas para comparação.
Três suspeitos identificados, mas ninguém preso. O que isso significa?
Significa que a polícia tem pistas, nomes, pessoas de interesse, mas ainda não tem provas suficientes para uma prisão. Precisam dos resultados da perícia, dos depoimentos, das imagens das câmeras.
E também significa que a investigação está em um ponto frágil. Se não encontrarem provas nos celulares ou no carro, podem ficar sem direção.
A hipótese de feminicídio — por que ainda está aberta?
Porque não descartam nada. Pode ter sido crime passional, violência doméstica, ou algo completamente diferente. O fato de ser mãe e filha, ambas mulheres, mortas de forma violenta, mantém essa possibilidade em aberto.
Mas também não há confirmação de que seja feminicídio. É apenas uma linha de investigação entre outras.
O Pulso
- Mãe e filha foram assassinadas a facadas enquanto dormiam, na madrugada de 28 de setembro, sem que nenhum pertence fosse levado — o que aponta para um crime motivado por algo além do roubo.
- A babá que cuidava dos outros filhos de Patrícia chegou à casa no dia seguinte e encontrou os corpos, acionando imediatamente a polícia.
- Três suspeitos foram identificados, mas ninguém foi preso; a polícia apreendeu sete celulares e um carro para perícia, e dez pessoas já prestaram depoimento.
- Câmeras de segurança próximas à residência registraram a estrada, mas a chuva comprometeu a qualidade das imagens, dificultando a identificação de movimentos na madrugada do crime.
- A hipótese de feminicídio não foi descartada, e a investigação carrega um peso adicional: os pais do irmão de Patrícia foram assassinados em 2012 pelo ex-companheiro dela.
Em Candelária, no Vale do Rio Pardo, o assassinato de uma mãe e sua filha adolescente — mortas a facadas enquanto dormiam — coloca em movimento a lenta e meticulosa engrenagem da justiça. Patrícia Cristina Pereira, 31 anos, e Karolayne Cristina Costa, 13 anos, foram encontradas por quem deveria cuidar delas, numa casa que deveria ser refúgio. A investigação avança entre silêncios, imagens borradas pela chuva e celulares apreendidos, enquanto a hipótese de feminicídio permanece sobre a mesa — lembrando que a violência doméstica raramente chega sem história.
No fim de setembro, em Candelária, no Vale do Rio Pardo, uma mãe e sua filha adolescente foram encontradas mortas no quarto onde dormiam. Patrícia Cristina Pereira tinha 31 anos; Karolayne Cristina Costa, 13. Ambas foram assassinadas a facadas na madrugada de 28 de setembro, em uma casa na localidade de Passa Sete. A polícia acredita que o atacante arrombou a porta da cozinha e fugiu pelo mesmo caminho. Nenhum pertence foi levado, o que afasta o latrocínio como motivação.
Foi a babá que cuidava dos outros filhos de Patrícia quem encontrou os corpos, por volta das 16 horas do dia seguinte. A última mensagem registrada no WhatsApp de Patrícia era das 1h54 da madrugada. Desde então, dez pessoas prestaram depoimento, entre elas uma colega de trabalho de Patrícia em um bar e o irmão dela — cujos pais foram assassinados em 2012 pelo ex-companheiro e ex-sogro de Patrícia, um detalhe que empresta ao caso uma sombra de história familiar trágica.
A investigação envolve a Polícia Civil, a Brigada Militar de Candelária e a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Santa Cruz do Sul. Na semana seguinte ao crime, foram cumpridos mandados de busca e apreensão: sete celulares e um carro foram recolhidos para perícia. O delegado Paulo César Schirrmann confirmou as apreensões sem revelar detalhes, afirmando que a autoria ainda não foi definida e que ninguém foi preso. Câmeras de segurança próximas à residência registraram a estrada, mas a chuva comprometeu as imagens. Três suspeitos foram identificados. A hipótese de feminicídio permanece em aberto.
No final de setembro, em Candelária, no Vale do Rio Pardo, uma mãe e sua filha foram encontradas mortas dentro do quarto onde dormiam. Patrícia Cristina Pereira tinha 31 anos. Karolayne Cristina Costa tinha 13. Ambas foram assassinadas a facadas na madrugada entre domingo e segunda-feira, dia 28 de setembro, em uma casa na localidade de Passa Sete.
A polícia acredita que o atacante arrombou a porta da cozinha e fugiu pelo mesmo caminho. Não havia sinais de roubo — nenhum pertence foi levado, o que afasta a possibilidade de latrocínio. A última atividade registrada de Patrícia no WhatsApp ocorreu às 1h54 da madrugada. No dia seguinte, por volta das 16 horas, uma mulher que trabalhava como babá das crianças e cuidava dos outros filhos de Patrícia chegou à casa e encontrou os corpos. Ela acionou a polícia imediatamente.
Desde então, a investigação tem se movido em duas frentes paralelas. A Polícia Civil, a Brigada Militar de Candelária e a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Santa Cruz do Sul trabalham juntas. Até a sexta-feira anterior ao anúncio da apreensão, dez pessoas já tinham prestado depoimento. Entre elas estava a mulher que descobriu os corpos, uma colega de trabalho de Patrícia que atuava em um bar, e o irmão de Patrícia — cujos pais tinham sido assassinados em abril de 2012 pelo ex-companheiro e ex-sogro de Patrícia.
Entre segunda e sexta-feira da semana anterior, a polícia cumpriu novos mandados de busca e apreensão. Foram recolhidos sete celulares e um carro, todos encaminhados para perícia. O delegado Paulo César Schirrmann, responsável pelo caso na Delegacia de Polícia de Candelária, confirmou as apreensões mas não divulgou detalhes sobre os modelos dos aparelhos ou características do veículo. "Cumprimos mandados e apreendemos celulares e um carro, que serão encaminhados para perícia. Ainda não temos autoria definitiva nem prisões, mas seguimos em busca de provas e colhendo depoimentos", afirmou.
A investigação também analisa imagens de câmeras de segurança de casas localizadas a menos de um quilômetro da residência das vítimas. As gravações mostram a estrada, mas a qualidade é prejudicada pela chuva que caía no período. Três suspeitos foram identificados, mas ninguém foi preso até o momento. A polícia não descarta a hipótese de feminicídio. O caso segue aberto, com a autoria ainda por ser definida.
Citações Notáveis
Cumprimos mandados e apreendemos celulares e um carro, que serão encaminhados para perícia. Ainda não temos autoria definitiva nem prisões, mas seguimos em busca de provas e colhendo depoimentos— Paulo César Schirrmann, delegado responsável pelo caso