Polícia apreende carro blindado com metralhadora .50 usado em mega-assalto a Araçatuba

Dois civis mortos (personal trainer Márcio Victor e comerciante Renato Bortolucci), cinco feridos incluindo homem de 25 anos com ambos os pés amputados por explosivo, e dezenas de moradores usados como reféns durante o ataque.
Arma de guerra capaz de derrubar helicópteros, disparada de dentro de um carro blindado
Descrição da metralhadora calibre .50 encontrada adaptada em um dos veículos usados pelos criminosos.
Mark

Como um grupo consegue entrar em uma cidade inteira com esse tipo de armamento sem ser interceptado antes?

Mimi

Eles usaram drones para monitorar a polícia em tempo real, incendiaram veículos para bloquear as rotas de acesso e tinham um plano de fuga pela zona rural. A coordenação foi extremamente precisa.

Luke

Mas a polícia não tinha informações prévias? Três agências bancárias em uma cidade pequena — isso não deveria ter algum nível de vigilância?

Mark

O que torna essa metralhadora .50 tão significativa?

Mimi

É uma arma de guerra, restrita às Forças Armadas. Consegue derrubar helicópteros. O fato de estar montada em um tripé dentro de um carro blindado mostra que eles estavam preparados para um confronto de alto nível com a polícia.

Luke

Mas ela foi usada? Ou era apenas intimidação?

Mark

Como moradores comuns acabam como reféns em algo assim?

Mimi

Foram rendidos durante o ataque e colocados sobre os veículos como escudos humanos. Isso mantinha a polícia hesitante em atirar.

Luke

Quantas pessoas foram usadas dessa forma? A reportagem não especifica o número.

Mark

O que significa que um explosivo tinha sensor de proximidade?

Mimi

Significa que detonava quando alguém se aproximava demais. Por isso as ruas precisaram ser interditadas — qualquer pessoa passando perto poderia ativar as bombas.

Luke

Mas um rapaz de 25 anos foi ferido mesmo com as ruas interditadas. Ele estava em uma área que deveria estar bloqueada?

Mark

Por que a vacinação foi cancelada?

Mimi

Araçatuba sedia o Departamento Regional de Saúde. Quando fecharam o ponto de vacinação da cidade, não houve distribuição de vacinas para a região inteira, então Birigui teve que cancelar também.

Luke

Isso afetou quantas pessoas? Quantas doses deixaram de ser aplicadas?

Mark

Três suspeitos foram presos rápido. Isso significa que vão resolver o caso?

Mimi

Três foram presos até as 10h30, mas até as 18h45 nenhum criminoso havia sido localizado. Provavelmente havia mais pessoas envolvidas que ainda estavam foragidas.

Luke

Então os três presos podem ter sido apenas parte da operação — talvez os que ficaram para trás ou foram capturados em fuga.

  • Uma quadrilha de altíssima sofisticação tomou Araçatuba à meia-noite, rendendo moradores e transformando-os em escudos humanos sobre veículos em movimento enquanto saqueava cofres bancários.
  • O arsenal empregado — metralhadora .50 capaz de derrubar helicópteros, drones de monitoramento e 40 explosivos espalhados em 20 pontos — paralisou a cidade por horas e matou dois civis, incluindo um homem que perdeu os dois pés ao acionar um artefato.
  • A polícia encontrou sete veículos abandonados em mata entre municípios, entre eles um carro blindado com metralhadora adaptada no vidro e um Porsche, revelando a escala financeira e logística do grupo.
  • Com ruas interditadas, escolas fechadas, vacinação suspensa e transporte alterado, Araçatuba viveu um colapso urbano completo — e até o fim do dia nenhum dos principais criminosos havia sido localizado.

Na madrugada de uma segunda-feira, Araçatuba acordou ocupada. Uma quadrilha armada com tecnologia de guerra — drones, metralhadora calibre .50, dezenas de explosivos — tomou o centro da cidade, saqueou três bancos e usou moradores como escudos humanos antes de desaparecer na zona rural. Dois civis morreram, cinco ficaram feridos, e a cidade inteira parou: um lembrete brutal de que a fronteira entre crime organizado e conflito armado pode ser mais tênue do que as instituições preferem admitir.

Na madrugada de segunda-feira, uma quadrilha fortemente armada chegou a Araçatuba por volta da meia-noite e executou um ataque coordenado contra três agências bancárias. O grupo rendeu moradores e os utilizou como escudos humanos sobre os veículos durante o saque. Dois civis não sobreviveram: o personal trainer Márcio Victor e o comerciante Renato Bortolucci. Cinco pessoas ficaram feridas, entre elas um homem de 25 anos que perdeu os dois pés ao acionar um explosivo deixado pelos criminosos.

O que distinguiu o ataque foi sua sofisticação militar. Drones monitoraram toda a operação, da chegada ao centro até a fuga pela zona rural. Quarenta explosivos foram distribuídos em 20 pontos da cidade, equipados com sensores de proximidade que mantiveram ruas interditadas durante todo o dia. Veículos foram incendiados para bloquear o acesso policial, e um ônibus carregado com tambores de gasolina foi encontrado próximo ao pedágio de Glicério. Em duas das três agências, os criminosos tiveram sucesso total — uma delas funcionava como tesouraria regional, com cofre subterrâneo acessado.

A polícia encontrou sete veículos abandonados em uma mata entre Bilac e Gabriel Monteiro. O mais revelador era um carro blindado com o vidro do passageiro furado para permitir o disparo de uma metralhadora calibre .50 de dentro — arma restrita às Forças Armadas, conhecida por derrubar helicópteros. Munições de diferentes calibres e até um Porsche estavam entre os itens apreendidos. Três dos veículos haviam sido roubados de moradores durante a fuga.

As consequências se espalharam por toda a cidade. O prefeito suspendeu as aulas municipais e estaduais, o transporte público desviou rotas, um ponto de vacinação fechou e a distribuição regional de vacinas foi interrompida, levando o município vizinho de Birigui a cancelar sua campanha naquele dia. A Prefeitura disponibilizou atendimento psicológico para vítimas e reféns.

Até as 18h45, nenhum dos principais criminosos havia sido localizado. Três suspeitos foram levados à Polícia Federal, e um suspeito morreu em confronto com a polícia. O helicóptero Águia da PM de São José do Rio Preto continuava auxiliando as buscas enquanto a investigação federal tentava compreender como um grupo conseguiu coordenar um ataque de tal magnitude no coração de uma cidade brasileira.

Na madrugada de segunda-feira, uma quadrilha fortemente armada invadiu Araçatuba e executou um ataque coordenado contra três agências bancárias, deixando a cidade inteira em estado de choque. O grupo chegou por volta da meia-noite, rendeu moradores e os usou como escudos humanos sobre os veículos enquanto saqueavam os cofres. Dois civis morreram — o personal trainer Márcio Victor e o comerciante Renato Bortolucci — e cinco pessoas ficaram feridas, incluindo um homem de 25 anos que perdeu os dois pés ao acionar um explosivo deixado pelos criminosos.

O que tornou o ataque particularmente sofisticado foi o arsenal e a tática empregados. A quadrilha utilizou drones para monitorar toda a operação, desde a chegada na região central até a fuga pela zona rural. Espalharam 40 explosivos em 20 pontos diferentes da cidade, equipados com sensores de proximidade que mantiveram ruas inteiras interditadas durante todo o dia. Veículos foram incendiados em vários locais para bloquear o acesso da polícia, e um ônibus abandonado próximo ao pedágio de Glicério foi encontrado carregado com tambores de gasolina, supostamente usado para atear fogo nas rodovias.

Em duas das agências, os criminosos tiveram sucesso total. Uma funcionava como tesouraria regional, e conseguiram acessar o cofre subterrâneo. Na segunda, atacaram os caixas eletrônicos. A terceira agência foi apenas danificada. Quando a polícia militar e civil chegou ao local, encontrou sete veículos abandonados em uma mata entre os municípios de Bilac e Gabriel Monteiro. Entre eles estava um carro blindado de grande porte com uma adaptação letal: o vidro do passageiro havia sido furado para permitir que uma metralhadora calibre .50 fosse disparada de dentro, protegendo os atiradores. Esse tipo de arma é restrito às Forças Armadas e conhecido por sua capacidade de derrubar helicópteros. A polícia encontrou munições de .50, .762 e .556 no interior dos veículos, além de um Porsche entre os carros recuperados. Três dos sete veículos haviam sido roubados de moradores durante a fuga.

O capitão da Polícia Militar Alexandre Tropaldi descreveu a sofisticação do armamento: o calibre .50 estava possivelmente fixado em um tripé, com o cano passando pelo buraco no vidro. Os bandidos conseguiam atirar de dentro do carro, permanecendo protegidos pela blindagem. Até as 18h45 de segunda-feira, nenhum criminoso havia sido localizado, embora três suspeitos tivessem sido presos e levados à delegacia da Polícia Federal até as 10h30. Um suspeito morreu em troca de tiros com a polícia, mas sua identidade não foi divulgada.

A cidade inteira foi paralisada pelas consequências do ataque. O prefeito Dilador Borges suspendeu as aulas nas escolas municipais, e as escolas estaduais também fecharam. O transporte público operou com rotas alteradas para evitar o centro. Um ponto de vacinação contra a Covid-19 permaneceu fechado, e como Araçatuba sedia o Departamento Regional de Saúde, a distribuição de vacinas foi interrompida, levando o município vizinho de Birigui a cancelar sua campanha de vacinação naquele dia.

Os feridos apresentavam quadros variados. Um homem de 28 anos foi baleado no abdome com quadro estável. Outro de 31 anos recebeu disparos nos braços e rosto, em condição grave. Um terceiro, de 38 anos, foi atingido nas pernas, braços e de raspão na cabeça, também grave. O homem de 26 anos ferido pelo explosivo teve ambos os pés amputados e permanecia em estado grave. Um quinto ferido, de 45 anos, foi baleado na região dos glúteos, recebeu medicação e teve alta.

A Prefeitura de Araçatuba disponibilizou atendimento psicológico para as famílias das vítimas e para os moradores que foram usados como reféns durante o ataque. O Centro de Referência e Apoio à Vítima também ofereceu suporte. Enquanto isso, o helicóptero Águia da Polícia Militar de São José do Rio Preto continuava auxiliando as buscas para localizar os criminosos foragidos, e a investigação federal prosseguia para desvendar como um grupo conseguiu coordenar um ataque de tal magnitude em pleno perímetro urbano.

O veículo é de grande porte. Possivelmente, eles deixaram um calibre .50, que é uma arma de guerra, fixado em um tripé. O buraco serve para colocar o cano da arma para o lado de fora.
— Capitão da PM Alexandre Tropaldi
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