Polícia aponta morte de jogador como crime premeditado; defesa nega participação de ex-namorada

Jogador de futebol de 19 anos foi morto a tiros, esquartejado e seu corpo descartado em rio, deixando família e comunidade enlutadas.
Identificamos a participação da Rubia como coautora do delito praticado
O delegado Marcos Werneck apresenta a acusação central contra a ex-namorada do jogador morto.

Aos 19 anos, Hugo Vinícius Skulny Pedrosa saiu de uma festa na fronteira entre Brasil e Paraguai e não voltou mais. Seu corpo, encontrado esquartejado no Rio Iguatemi sete dias depois, tornou-se o centro de uma investigação que a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul classifica como homicídio premeditado — um crime que, segundo os investigadores, envolveu traição e dissimulação por parte de pessoas próximas à vítima. Enquanto a comunidade prestava sua última homenagem ao jovem jogador de futebol, a Justiça ainda busca o principal suspeito, foragido na região de fronteira.

  • Um jovem de 19 anos desapareceu após uma festa no Paraguai e foi encontrado esquartejado em um rio brasileiro sete dias depois, chocando a comunidade local.
  • A polícia classifica o crime como premeditado, apontando a ex-namorada da vítima como coautora e um segundo suspeito ainda foragido como autor dos disparos.
  • A defesa da ex-namorada presa nega qualquer participação no homicídio, criando uma disputa jurídica que se desenrolará ao longo do processo.
  • Dezessete pessoas foram interrogadas, seis mandados de busca cumpridos e crimes conexos identificados, mas o principal suspeito segue solto em uma região de fácil fuga para o Paraguai.
  • A comunidade inteira foi às ruas para o cortejo fúnebre, aplaudindo o rapaz que não voltaria para casa, enquanto a investigação segue em segredo de justiça.

Hugo Vinícius Skulny Pedrosa tinha 19 anos e jogava futebol quando, na madrugada de 25 de junho, desapareceu após uma festa na cidade paraguaia de Pindoty Porá. Sete dias depois, seu corpo foi encontrado esquartejado no Rio Iguatemi, em Sete Quedas, Mato Grosso do Sul. No dia 7 de julho, ele foi sepultado com a cidade inteira nas ruas, aplaudindo o rapaz que não voltaria para casa.

A Polícia Civil classificou o crime como premeditado, com base no artigo 121 do Código Penal, que trata de homicídios cometidos mediante traição ou dissimulação. A ex-namorada de Hugo, Rubia Joice de Oliver Luvisetto, 21 anos, foi apontada como coautora, ao lado de Danilo Alves Vieira da Silva, 19, ainda foragido. Rubia havia sido presa em 3 de junho e indiciada por ocultação de cadáver; seu advogado nega qualquer envolvimento dela no homicídio.

Segundo o depoimento de Rubia, Hugo apareceu de surpresa em sua casa após a festa, encontrou-a com Silva e foi morto a tiros pelo suspeito. Um terceiro rapaz, Maninho, teria sido coagido a ajudar no sumiço do corpo, carregando Hugo até um sítio na divisa com Tacuru, de onde Silva teria descartado o corpo no rio. Maninho participou da reconstituição do crime e foi descrito pela polícia como peça-chave na investigação, embora permaneça solto.

A investigação já ouviu 17 pessoas e cumpriu seis mandados de busca e apreensão. Crimes conexos foram identificados, e a Polícia Nacional do Paraguai auxilia nas buscas por Silva, que segue foragido em uma região de fronteira com fácil acesso ao lado paraguaio. O inquérito corre em segredo de justiça, enquanto a família de Hugo tenta compreender como um jovem de 19 anos se viu no centro de uma morte tão violenta.

Hugo Vinícius Skulny Pedrosa tinha 19 anos e jogava futebol. Na madrugada de 25 de junho, saiu de uma festa na cidade paraguaia de Pindoty Porá e desapareceu. Sete dias depois, seu corpo foi encontrado esquartejado no Rio Iguatemi, em Sete Quedas, Mato Grosso do Sul, perto da fronteira. Na sexta-feira 7 de julho, ele foi sepultado. A cidade inteira saiu às ruas para acompanhar o cortejo — pessoas aplaudindo, prestando homenagem ao rapaz que não voltaria para casa.

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul classificou o crime como premeditado. Segundo o delegado Marcos Werneck, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira, há elementos que comprovam isso. A ex-namorada de Hugo, Rubia Joice de Oliver Luvisetto, 21 anos, foi apontada como coautora do homicídio, junto com Danilo Alves Vieira da Silva, 19, que ainda está foragido. Werneck citou o artigo 121 do Código Penal, que trata de homicídios cometidos mediante traição, emboscada ou dissimulação — recursos que dificultam ou tornam impossível a defesa da vítima. "Identificamos a participação da Rubia como coautora do delito praticado", afirmou o delegado.

Rubia foi presa em 3 de junho e indiciada preliminarmente por ocultação de cadáver. Seu advogado, Felipe Azuma, nega qualquer envolvimento dela no homicídio e promete provar sua inocência ao longo do processo. A polícia, porém, segue investigando. Até agora, 17 pessoas foram interrogadas. Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos, focando em aparelhos celulares e instrumentos cortantes. O inquérito está em segredo de justiça, mas o delegado disse que já há um "panorama seguro da dinâmica do delito".

Os detalhes do que aconteceu naquela noite emergem do depoimento de Rubia. Segundo ela, saiu da festa com Silva e outro rapaz, Cleber Torres Vobeto, conhecido como Maninho, e voltou para sua casa para dormir. Hugo apareceu de surpresa, entrou na casa e a chamou de vagabunda porque ela estava no quarto com Silva. Rubia diz que o empurrou para fora, mas Silva atirou no jogador. Os tiros acordaram Maninho, que dormia em outro quarto. Ambos afirmam que foram ameaçados por Silva a ajudar no sumiço do corpo.

Rubia limpou os vestígios de sangue da porta. Maninho carregou Hugo na carroceria de um carro e levou até o sítio de Silva, na divisa com Tacuru. Lá, Silva teria removido o corpo da carroceria, disparado mais dois tiros no jogador e o jogado no rio. A polícia não explicou quando o esquartejamento ocorreu. Maninho não foi preso e participou da reconstituição do crime, realizada no dia do sepultamento. O delegado o descreveu como uma "peça-chave" na investigação, pois apontou onde o corpo foi descartado, mas não explicou por que ele permanece solto.

Silva, o autor dos disparos, continua foragido. A região onde o crime ocorreu fica a poucos minutos de Corpus Christi, no lado paraguaio, oferecendo fácil acesso para fuga. A Polícia Nacional do Paraguai está auxiliando nas buscas. A polícia também identificou crimes conexos — ocultação de cadáver e fraude processual — e continua mapeando outros envolvidos. O inquérito segue em andamento, em segredo, enquanto a família de Hugo enterra seu filho e a comunidade tenta compreender como um rapaz de 19 anos se viu envolvido em uma morte tão violenta.

Será provado, no decorrer do processo, que a cliente não teve participação alguma no homicídio
— Felipe Azuma, advogado da ex-namorada
Identificamos a qualificadora do recurso que dificultou, tornou impossível a defesa da vítima e identificamos a participação da Rubia como coautora do delito praticado
— Delegado Marcos Werneck, Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que a polícia classifica isso como crime premeditado se a versão de Rubia sugere que tudo começou com uma discussão impulsiva?

Model

A qualificadora não está necessariamente no planejamento anterior. Está em como o crime foi executado — o uso de traição, emboscada, dissimulação. A polícia vê nesses elementos a premeditação. Rubia saiu da festa com Silva e Maninho, voltou para casa. Hugo apareceu. A sequência sugere algo que foi preparado, não apenas um acidente.

Inventor

Mas Rubia diz que foi ameaçada a ajudar. Como isso a torna coautora?

Model

Porque coautoria não exige que você puxe o gatilho. Exige participação no crime. Ela limpou o sangue. Ela estava lá. A lei vê isso como participação. A defesa dela argumentará que a ameaça a coagiu, que ela não tinha escolha. Isso é diferente de inocência.

Inventor

E Maninho? Por que ele não foi preso se ajudou a transportar o corpo?

Model

Essa é a pergunta que ninguém consegue responder. Ele é descrito como uma "peça-chave" — foi quem apontou onde o corpo estava. Talvez ele tenha feito um acordo. Talvez a polícia ainda esteja construindo o caso. Mas sim, é estranho que ele esteja livre enquanto Rubia está presa.

Inventor

Silva está foragido há quanto tempo?

Model

Desde a madrugada de 25 de junho. Mais de uma semana. Ele está perto — a região é de fronteira, fácil acesso ao Paraguai. A polícia paraguaia está ajudando, mas fronteiras são porosas. Ele pode estar em qualquer lugar.

Inventor

O que a comunidade sabe que a polícia ainda está descobrindo?

Model

A polícia diz que há outros envolvidos em crimes conexos. Dezessete pessoas foram interrogadas. Seis mandados de busca foram cumpridos. Isso sugere uma rede maior do que parece — não apenas um crime passional, mas algo com mais ramificações. A comunidade provavelmente sabe mais do que está sendo dito publicamente.

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