Phil Collins, aos 75 anos, revelou que em abril de 2024 esteve à beira da morte em um hospital suíço, com falência renal e de múltiplos órgãos decorrente de consumo excessivo de álcool — um limiar tão grave que seus cinco filhos foram convocados para uma despedida que ele próprio não consegue recordar. Sua sobrevivência não apagou as marcas: diabetes, nervos danificados e bengalas agora compõem o retrato cotidiano de um dos músicos mais celebrados do século XX. A história que ele escolheu contar, dois anos depois, é menos sobre a fama e mais sobre o que significa voltar — e reconhecer que se v
Phil Collins revela visita dos filhos durante falência de órgãos em 2024
Eu não me lembro de elas terem vindo, eu não fazia ideia
Quando você lê que os filhos foram chamados para se despedir, o que isso realmente significa? Eles sabiam que ele poderia morrer?
Sim. Os médicos estavam dizendo que era possível que ele não sobrevivesse. Quando múltiplos órgãos falham, não há garantias. Então a família foi chamada para aquele momento final que poderia ser final.
Mas ele estava inconsciente. Então a despedida era para ele ou para eles?
Para os dois, suponho. Para eles, era a chance de estar ali. Para ele, se acordasse, seria saber que eles tinham estado ali.
Ele não se lembra de nada disso?
Não. Ele estava inconsciente. Não tem memória da visita dos filhos, não sabe o que foi dito.
Então a história que ele conta agora é baseada no que os outros lhe contaram depois, não em sua própria experiência.
Exatamente. Ele está reconstruindo aquele período através das histórias de outras pessoas.
E quanto aos problemas de saúde que ele ainda tem? Isso é permanente?
Parece que sim. Diabetes tipo 2, danos nos nervos das mãos, precisa de bengalas para caminhar. Essas são sequelas que ele carrega agora.
Ele disse que o episódio foi causado por consumo elevado de álcool. Isso é importante para a história?
Acho que é. Significa que isso não foi apenas um acidente médico aleatório. Havia escolhas envolvidas.
Mas ele sobreviveu. E agora tem momentos como aquele no Mandarin Oriental com a filha.
Sim. Aquele momento parece ter sido transformador para ele. Estar vivo com as pessoas que o amam.
Der Puls
- Em abril de 2024, os rins de Collins pararam e outros órgãos começaram a falhar em sequência, colocando médicos e família diante de decisões sobre manutenção de suporte vital.
- Seus cinco filhos foram chamados às pressas para se despedir de um pai inconsciente que talvez não acordasse — uma cena que Collins não guarda na memória.
- O episódio foi precedido por um período de consumo pesado de álcool, revelado pelo próprio artista ao tornar pública a crise dois anos depois.
- A recuperação foi parcial e permanente: diabetes tipo 2, danos neurológicos nas mãos e dependência de bengalas para se locomover são as sequelas que persistem.
- No réveillon de 2025, ao lado da filha Lily Collins em lágrimas, o músico compreendeu, de forma concreta e emocional, que havia de fato sobrevivido.
Phil Collins, aos 75 anos, revelou que em abril de 2024 esteve à beira da morte em um hospital suíço, com falência renal e de múltiplos órgãos decorrente de consumo excessivo de álcool — um limiar tão grave que seus cinco filhos foram convocados para uma despedida que ele próprio não consegue recordar. Sua sobrevivência não apagou as marcas: diabetes, nervos danificados e bengalas agora compõem o retrato cotidiano de um dos músicos mais celebrados do século XX. A história que ele escolheu contar, dois anos depois, é menos sobre a fama e mais sobre o que significa voltar — e reconhecer que se voltou.
Phil Collins tinha 75 anos quando decidiu revelar, em agosto de 2026, o que havia acontecido dois anos e meio antes em um hospital na Suíça. Em abril de 2024, após um período de consumo pesado de álcool, seu corpo começou a falhar de forma crítica: os rins pararam, e outros órgãos foram cedendo um a um. Ele estava inconsciente. Ninguém sabia se acordaria.
Médicos e família se viram diante de decisões extremas sobre os aparelhos de suporte vital. Seus cinco filhos foram chamados para se despedir. Collins não se lembra desse momento — enquanto eles estavam ao seu lado dizendo adeus, ele estava em algum lugar inacessível à memória. "Todos estavam preocupados que não iriam me ver novamente", contou. Ele sobreviveu, mas as marcas ficaram.
Dois anos depois, Collins convive com diabetes tipo 2, danos nos nervos das mãos e depende de bengalas para caminhar. O homem que tocou bateria para o Genesis e cantou para plateias ao redor do mundo agora se move com apoios — não como metáfora, mas como realidade diária.
Houve, porém, um momento que redimensionou tudo. No réveillon de 2025, em Londres, Collins estava com os filhos no Mandarin Oriental quando sua filha Lily, conhecida pela série "Emily em Paris", sentou ao seu lado e começou a chorar. "Ela estava dizendo: 'Eu nunca achei que viveria esses momentos'", lembrou ele. Cercado pela família que havia se despedido dele meses antes, Collins entendeu, de forma plena e silenciosa, que havia voltado.
Phil Collins tinha 75 anos quando decidiu contar, em agosto de 2026, o que havia acontecido dois anos e meio antes em um hospital suíço. Em abril de 2024, seu corpo simplesmente começou a falhar. Os rins pararam. Os órgãos, um após o outro, deixaram de funcionar. Ele estava inconsciente, e ninguém sabia se acordaria.
O que levou a esse momento, Collins explicou depois, foi um período de consumo pesado de álcool. Quando chegou à Suíça, já estava além do ponto em que pudesse ajudar a si mesmo. Os médicos e sua família enfrentaram então uma série de decisões que ninguém quer ter de fazer: manter ligados os aparelhos que mantinham suas funções vitais? Desligar? Esperar? "Havia algumas decisões a serem tomadas", disse ele. "Meus rins estavam falhando, meus órgãos estavam simplesmente parando de funcionar."
Seus cinco filhos foram chamados para se despedir. Ele não se lembra disso. Enquanto eles estavam ali, ao seu lado, dizendo adeus a um homem que talvez não acordasse, Collins estava em algum lugar que não consegue acessar na memória. "As pessoas estavam vindo para dar adeus. Mas eu não me lembro de elas terem vindo, eu não fazia ideia de que isso estava acontecendo", contou. "Todos estavam preocupados que não iriam me ver novamente." Ele sobreviveu, mas o custo foi alto e permanente.
Dois anos depois, Collins ainda carrega as consequências. Tem diabetes tipo 2. Os nervos de suas mãos foram danificados. Passou por cirurgias na coluna e nos joelhos ao longo dos anos, e essas intervenções deixaram marcas. Agora ele se move com bengalas. O homem que tocou bateria para o Genesis, que cantou "Against All Odds", que foi um dos músicos mais vistos do mundo, agora depende de apoios para caminhar. Isso não é uma metáfora. É sua vida diária.
Mas houve um momento que o tocou profundamente. No réveillon de 2025, alguns meses depois de sair do hospital, Collins estava no Mandarin Oriental em Londres com seus filhos. Sua filha Lily Collins, que tem 37 anos e é conhecida por seu trabalho na série "Emily em Paris", estava sentada ao seu lado. Ela chorava. "Ela estava dizendo: 'Eu nunca achei que viveria esses momentos'", lembrou Collins. "Foi uma ocasião maravilhosa. Não consigo enfatizar o suficiente o quanto foi especial." Naquele momento, cercado pela família que havia se despedido dele dois anos antes, ele entendeu algo que o hospital suíço não havia ensinado: que havia voltado.
Bemerkenswerte Zitate
Havia algumas decisões a serem tomadas, como: 'Vamos manter os aparelhos que sustentavam as funções vitais?'. Meus rins estavam falhando, meus órgãos estavam simplesmente parando de funcionar.— Phil Collins
Ela estava sentada ao meu lado, chorando, dizendo: 'Eu nunca achei que viveria esses momentos'. Foi uma ocasião maravilhosa.— Phil Collins, sobre sua filha Lily Collins no réveillon de 2025