Pesquisa Quaest mostra Renan Filho com 42% e JHC com 40% em Alagoas

A diferença está dentro da margem de erro, mas a trajetória importa
Renan lidera por dois pontos em disputa que pode ser decidida por movimentos pequenos nos próximos meses.
Mark

Por que essa diferença de dois pontos entre Renan e JHC importa tanto se está dentro da margem de erro?

Mimi

Porque não é só sobre os números de hoje. É sobre a trajetória. Se Renan está em 42 e JHC em 40, e a margem é três pontos, isso significa que tecnicamente eles estão empatados — mas também significa que qualquer movimento pequeno muda tudo. Um ponto percentual em uma semana pode ser sinal de tendência.

Mark

E esses 34% que ainda podem mudar de voto — eles são realmente indecisos ou estão apenas sendo educados com o pesquisador?

Mimi

Boa pergunta. A pesquisa mostra que quando você tira os nomes da lista, 65% não sabem em quem votar. Quando você mostra os nomes, 65% dizem que já decidiram. Isso sugere que muita gente está votando por reconhecimento, não por convicção profunda. Então sim, aquele terço que diz que pode mudar provavelmente pode mesmo.

Mark

A saúde sendo o problema número um para 41% — isso favorece alguém?

Mimi

Não está claro na pesquisa. Mas favorece quem conseguir convencer que tem solução. Renan está associado à continuidade, e o governo atual tem 56% de aprovação. Então pode ser que a saúde ruim não o prejudique tanto quanto prejudicaria um candidato da oposição.

Mark

E esse empate técnico no segundo turno — o que muda entre a pesquisa estimulada e a simulação de segundo turno?

Mimi

Na estimulada, Renan tem 42 e JHC tem 40. No segundo turno, ambos chegam a 42. Significa que alguns votos que estão em brancos, nulos ou indecisos migram para JHC. É como se, quando forçado a escolher entre dois, JHC conseguisse recuperar terreno.

Mark

A rejeição de Renan é maior que a de JHC — 31% contra 24%. Por que ele ainda lidera?

Mimi

Porque ele também tem mais gente que votaria nele — 55% contra 52%. Renan é mais conhecido, mais polarizador. JHC é menos rejeitado, mas também menos apoiado. Em eleição, às vezes é melhor ter gente que te ama do que ter gente que não te odeia.

Mark

E se Lula vier aqui fazer campanha para Renan?

Mimi

A pesquisa diz que 30% votariam mais nele com apoio de Lula, mas 29% votariam menos. É quase um empate. Em Alagoas, Lula não é tão mobilizador quanto em outros lugares. Pode ajudar, pode atrapalhar. Flávio Bolsonaro é pior — 35% votariam menos com apoio dele.

  • Com apenas dois pontos de diferença e margem de erro de três pontos, a liderança de Renan Filho sobre JHC é estatisticamente inexistente — qualquer descuido pode inverter o resultado.
  • Um terço do eleitorado admite que pode mudar de voto até outubro, tornando cada semana dos próximos meses um campo de disputa aberta.
  • A simulação de segundo turno projeta empate técnico em 42% para cada candidato, sinalizando que o pleito pode ser decidido por mobilização e não por convicção.
  • A saúde preocupa 41% dos alagoanos, e o governo Paulo Dantas tem aprovação de 56% — variáveis que podem tanto impulsionar Renan Filho quanto criar expectativas difíceis de cumprir.
  • O apoio de Lula e de Flávio Bolsonaro divide o eleitorado de forma quase simétrica, tornando os alinhamentos nacionais uma faca de dois gumes para ambos os candidatos.

Em Alagoas, a corrida pelo governo estadual revela uma democracia em equilíbrio precário: Renan Filho e JHC estão separados por apenas dois pontos percentuais, uma diferença que a margem de erro estatística dissolve em incerteza. A pesquisa Quaest, divulgada em agosto de 2026, não aponta um vencedor — aponta uma sociedade dividida, onde saúde, violência e o peso dos alinhamentos nacionais moldam escolhas ainda em formação. O que se desenha não é apenas uma eleição, mas um espelho das tensões e esperanças de um estado que ainda decide que futuro quer construir.

A disputa pelo governo de Alagoas está em aberto. A pesquisa Quaest, encomendada pela TV Asa Branca e realizada entre 20 e 23 de agosto com 804 entrevistados, coloca Renan Filho, do MDB, com 42% das intenções de voto e JHC, do PSDB, com 40% — diferença de dois pontos dentro da margem de erro de três pontos percentuais. Na prática, os dois candidatos estão empatados.

Quando os eleitores são consultados de forma espontânea, sem ver a lista de nomes, Renan Filho aparece com 17% e JHC com 16%, enquanto a maioria ainda não cita nenhum candidato. Com os nomes apresentados, o cenário se clarifica: 65% dizem que sua escolha já é definitiva, mas 34% admitem que ainda podem mudar de voto até o dia 4 de outubro. Os demais candidatos — Lenilda Luna e Márcio Jambo — praticamente não registram presença na disputa.

A simulação de segundo turno confirma o empate: ambos chegam a 42%, com 9% de indecisos e 7% de brancos e nulos. A rejeição também é equilibrada — Renan Filho tem 31% de eleitores que não votariam nele, enquanto JHC tem 24%, mas também é menos conhecido por um quarto do eleitorado.

O pano de fundo político favorece parcialmente Renan Filho: o governador Paulo Dantas tem aprovação de 56% e 55% dos eleitores acham que ele merece eleger um sucessor. Ainda assim, 37% querem mudar apenas o que não está bom e 27% defendem mudança total — sinais de que a continuidade não é garantia de vitória.

Os temas centrais para os alagoanos são saúde (41%), violência (16%) e desemprego (8%). No campo dos alinhamentos nacionais, 42% preferem um governador aliado a Lula, enquanto a associação com Flávio Bolsonaro tende a afastar mais eleitores do que atrair. Os próximos meses definirão se a pequena vantagem de Renan Filho resiste ou se JHC consegue virar o jogo antes de outubro.

A disputa pelo governo de Alagoas segue acirrada. Uma pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira mostra Renan Filho, do MDB, com 42% das intenções de voto, apenas dois pontos à frente de JHC, do PSDB, que marca 40%. O levantamento foi encomendado pela TV Asa Branca Alagoas e ouviu 804 pessoas entre 20 e 23 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais — o que significa que a diferença entre os dois principais candidatos está dentro da margem de incerteza.

Os números revelam uma eleição em aberto. Quando perguntados espontaneamente, sem ver a lista de candidatos, Renan Filho aparece com 17% e JHC com 16%, enquanto 65% dos eleitores ainda não sabem em quem votar nessa modalidade. Mas quando a pesquisa apresenta os nomes, o quadro muda: dois terços dos entrevistados (65%) afirmam que sua escolha já é definitiva, enquanto um terço (34%) diz que ainda pode mudar de voto até o dia 4 de outubro, quando ocorrem as eleições. Os candidatos menores — Lenilda Luna, da UP, com 1%, e Márcio Jambo, do Democrata, com 0% — praticamente não aparecem na disputa.

Uma simulação de segundo turno entre os dois favoritos mostra um cenário de empate técnico: ambos chegam a 42%, com 7% de brancos e nulos e 9% de indecisos. Isso sugere que o resultado final pode ser decidido por detalhes, pela mobilização de eleitores indecisos ou por mudanças de voto nos próximos meses.

Quanto à rejeição, ambos os candidatos principais enfrentam resistência considerável. Renan Filho tem 31% de eleitores que o conhecem mas não votariam nele, enquanto 55% o conhecem e votariam. JHC tem índices um pouco melhores: 52% votariam nele, 24% o conhecem mas não votariam, e 24% não o conhecem. Os candidatos menores sofrem com falta de reconhecimento — 88% não conhecem Lenilda Luna e 92% não conhecem Márcio Jambo.

O contexto político mostra que o governo estadual atual, de Paulo Dantas, tem aprovação de 56% e avaliação positiva de 38%. Quando perguntados se Dantas merece eleger um sucessor, 55% dizem que sim. Isso pode beneficiar Renan Filho, que é visto como continuidade, embora a pesquisa mostre que 37% dos eleitores querem mudar apenas o que não está bom, e 27% defendem uma mudança total.

Os temas que mais preocupam os alagoanos são saúde (41%), violência (16%) e desemprego (8%). Quanto aos alinhamentos políticos nacionais, 42% preferem um governador aliado a Lula, enquanto 30% querem um independente e 22% preferem alguém próximo a Flávio Bolsonaro. O apoio de Lula aumenta a chance de voto para 30% dos eleitores, mas diminui para 29%. Já o apoio de Flávio Bolsonaro diminui a chance de voto para 35%, enquanto apenas 22% dizem que aumentaria.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com os números AL-05503/2026 e BR-09091/2026, com nível de confiança de 95%. Os próximos meses até outubro serão decisivos para definir se Renan Filho consegue manter sua pequena vantagem ou se JHC consegue alcançá-lo e superá-lo.

55% dos eleitores conhecem Renan Filho e votariam nele, mas 31% o conhecem e não votariam
— Pesquisa Quaest
42% dos eleitores preferem um governador aliado a Lula, enquanto 30% querem um independente
— Pesquisa Quaest
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