Pesquisa Quaest: Lula tem 37% e Flávio Bolsonaro 33% no 1º turno

Ambos crescem, mas permanecem tecnicamente empatados
Lula e Flávio Bolsonaro avançam em intenção de voto, mas dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Mark

Como é possível que Lula esteja à frente no primeiro turno, mas empatado tecnicamente com Flávio no segundo?

Mimi

Porque no primeiro turno há mais candidatos dividindo votos. Quando a disputa se reduz a dois, os votos se concentram e o quadro muda. Flávio ganha votos de quem não votaria em Lula, e vice-versa.

Luke

Mas é importante notar que essa vantagem de Lula no primeiro turno — 37% contra 33% — está dentro da margem de erro de dois pontos. Tecnicamente, eles já estão empatados.

Mark

E quanto aos indecisos? Trinta e cinco por cento é um número muito alto.

Mimi

É. Significa que a campanha ainda tem muito espaço para movimentar votos. Esses indecisos podem ser decisivos.

Luke

Também vale lembrar que quando os nomes não são apresentados — no cenário espontâneo — Lula sai de 37% para 31%, e Flávio de 33% para 26%. Isso mostra que a lembrança do candidato importa bastante.

Mark

A rejeição é praticamente igual entre os dois. O que isso significa?

Mimi

Significa que a eleição é polarizada. Não há muito espaço para crescimento além de seus núcleos. Quem rejeita um tende a apoiar o outro.

Luke

Mas também significa que ambos têm teto. Se 55% a 56% rejeitam cada um, há um limite para onde cada candidato pode chegar.

Mark

E a aprovação do governo Lula? Cinquenta por cento desaprovam.

Mimi

É um desafio. Lula está governando com metade do país desaprovando seu trabalho. Isso afeta sua campanha.

Luke

Embora seja importante notar que a aprovação subiu um ponto em relação à pesquisa anterior. É uma mudança pequena, mas na direção certa para o presidente.

  • Lula e Flávio Bolsonaro crescem simultaneamente nas pesquisas, mas a corrida permanece tecnicamente empatada tanto no primeiro quanto no segundo turno.
  • A rejeição quase idêntica dos dois líderes — 55% contra Lula e 56% contra Flávio — revela uma polarização que aprisiona o eleitorado entre opções que muitos não desejam, mas se sentem obrigados a escolher.
  • Com 44% de aprovação e 50% de desaprovação, o governo Lula enfrenta um desgaste que limita sua capacidade de ampliar a base eleitoral antes da campanha.
  • Flávio Bolsonaro é o único adversário capaz de empatar com Lula no segundo turno; contra todos os outros testados, o presidente atual mantém vantagens mais confortáveis, sinalizando onde reside o verdadeiro risco eleitoral.

A menos de um ano das eleições presidenciais de 2026, o Brasil se encontra diante de uma disputa que reflete menos escolhas do que medos: dois candidatos que crescem juntos nas pesquisas, mas são rejeitados por mais da metade do eleitorado. A pesquisa Quaest, divulgada em setembro, coloca Lula com 37% e Flávio Bolsonaro com 33% no primeiro turno — um empate técnico que espelha uma nação dividida entre dois projetos de poder igualmente temidos por parcelas expressivas da população.

A corrida presidencial de 2026 segue sem um favorito claro. A pesquisa Quaest, encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo e realizada entre 17 e 20 de setembro com 2.004 entrevistados, mostra Lula com 37% e Flávio Bolsonaro com 33% no primeiro turno — ambos crescendo em relação ao levantamento anterior, ambos dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

No segundo turno simulado entre os dois, o quadro é ainda mais apertado: Flávio aparece um ponto à frente, com 42% contra 41% de Lula. Um empate técnico que traduz a dificuldade de qualquer dos dois em conquistar o eleitor que ainda hesita. No cenário espontâneo, sem apresentação de nomes, Lula sobe para 31% e Flávio recua para 26%, com 35% de indecisos — sinal de que boa parte do eleitorado ainda não fixou sua escolha.

A rejeição é o dado mais revelador da pesquisa. Cinquenta e cinco por cento dizem que jamais votariam em Lula; 56%, que jamais votariam em Flávio. O medo também é simétrico: 43% temem um novo mandato de Lula, e 42% temem o retorno da família Bolsonaro ao poder. Sete por cento afirmam ter medo dos dois.

A aprovação do governo Lula permanece dividida — 44% aprovam, 50% desaprovam —, um desgaste que complica a estratégia de reeleição. Em simulações contra outros adversários, Lula vence com margens mais folgadas: 41% a 39% contra Caiado, 46% a 32% contra Zema. O dado reforça que Flávio Bolsonaro representa, por ora, o único obstáculo capaz de tornar o segundo turno verdadeiramente imprevisível.

A disputa presidencial de 2026 segue acirrada e indefinida. Uma pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira mostra Lula com 37% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 33%. Ambos cresceram em relação ao levantamento anterior — Lula subiu um ponto percentual, e Flávio avançou dois. A margem de erro é de dois pontos percentuais, o que significa que os dois estão tecnicamente empatados dentro dessa faixa de incerteza.

O cenário do segundo turno entre os dois principais candidatos mostra um quadro ainda mais apertado. Flávio Bolsonaro aparece um ponto à frente, com 42% contra 41% de Lula — novamente, um empate técnico. A pesquisa foi encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo e ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre 17 e 20 de setembro, com nível de confiança de 95%.

O terceiro colocado, o escritor Augusto Cury, aparece com 6% das intenções. Ronaldo Caiado, do PSD, marca 4%. Renan Santos, da Missão, tem 3%. Os demais candidatos não ultrapassam 1%. Entre os entrevistados, 8% ainda estão indecisos no cenário estimulado — aquele em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores — e 7% pretendem votar em branco, nulo ou não irão votar.

Quando a pesquisa não apresenta os nomes dos candidatos — o cenário espontâneo — a vantagem de Lula aumenta. Ele chega a 31%, enquanto Flávio fica em 26%. Neste formato, o percentual de indecisos cai para 35%, sugerindo que muitos eleitores precisam ser lembrados dos candidatos para formar uma opinião.

A rejeição dos dois principais candidatos é praticamente idêntica e elevada. Cinquenta e cinco por cento dos eleitores dizem que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto 56% rejeitam Flávio Bolsonaro. Esse nível de rejeição reflete a polarização que marca a campanha. Entre os que indicaram um candidato, 79% afirmam que sua escolha é definitiva, enquanto 21% ainda podem mudar de voto.

A aprovação do governo Lula permanece dividida. Quarenta e quatro por cento aprovam o trabalho do presidente, enquanto 50% desaprovam — uma oscilação de um ponto percentual para cima em relação à pesquisa anterior. Na avaliação geral do governo, 42% a consideram negativa, 33% positiva e 23% regular. Quando perguntados sobre o que mais os assusta, 43% mencionam um novo mandato de Lula, enquanto 42% temem o retorno da família Bolsonaro ao poder. Sete por cento afirmam ter medo dos dois cenários.

Em simulações de segundo turno contra outros candidatos, Lula mantém vantagens maiores. Contra Ronaldo Caiado, vence com 41% a 39%. Contra Augusto Cury, lidera com 39% a 35%. Contra Renan Santos, ganha com 41% a 38%. Contra Romeu Zema, a vantagem é mais confortável: 46% a 32%. Esses cenários sugerem que a maior ameaça a Lula no segundo turno é especificamente Flávio Bolsonaro, com quem o embate permanece equilibrado.

Lula e Flávio Bolsonaro estão empatados no limite da margem de erro no cenário estimulado de 1º turno
— Pesquisa Quaest
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