Em Minas Gerais, o senador Cleitinho concentra mais da metade das intenções de voto válidos segundo a Quaest, sinalizando uma corrida eleitoral em que a disputa pelo segundo turno parece mais relevante do que a pelo primeiro lugar. Pesquisas como esta — realizadas com metodologia rigorosa e modelo de eleitor provável — funcionam menos como profecias e mais como espelhos do momento político, revelando onde o eleitorado deposita sua confiança em determinado instante. O retrato de outubro aponta uma vantagem de 31 pontos sobre o segundo colocado, Patrus Ananias, enquanto o restante do campo se fr
Pesquisa Quaest: Cleitinho lidera em MG com 54% dos votos válidos
54% dos votos válidos já garantem vitória no primeiro turno
Como a Quaest chegou a esses números? Qual é o tamanho da amostra?
Entrevistaram 3.204 pessoas com 16 anos ou mais entre 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com 95% de confiança.
Dois pontos percentuais significa que Cleitinho poderia estar entre 52% e 56%. Isso ainda é uma vantagem enorme, mas é importante notar que a margem existe.
Por que a pesquisa exclui votos brancos e nulos?
Porque a Justiça Eleitoral faz o mesmo no cálculo oficial. Votos válidos são aqueles efetivamente dados a um candidato. Eleitores indecisos também não entram na conta.
Isso significa que se muitos eleitores ainda estão indecisos, o percentual de Cleitinho entre todos os eleitores seria menor do que os 54% mostrados aqui.
O que é esse modelo de "likely voter"?
É uma ponderação que leva em conta a probabilidade de cada entrevistado realmente ir votar. Nem todo mundo que diz que vai votar efetivamente vai.
Isso refina a estimativa, mas também introduz uma camada de interpretação. A propensão de voto é calculada com base em histórico e comportamento, não é uma ciência exata.
A pesquisa foi estimulada ou espontânea?
Foi estimulada — os nomes dos candidatos foram informados aos entrevistados. Isso geralmente produz números diferentes de um cenário espontâneo.
E não temos os dados do cenário espontâneo aqui, então não sabemos como seria a preferência se os nomes não tivessem sido sugeridos.
The Pulse
- Cleitinho lidera com 54% dos votos válidos — margem que, se confirmada nas urnas, encerraria a disputa já no primeiro turno.
- A diferença de 31 pontos percentuais entre o primeiro e o segundo colocado, Patrus Ananias (23%), revela um campo eleitoral profundamente desequilibrado.
- Alexandre Kalil aparece em terceiro com 10%, mas a distância para os demais candidatos sugere que o pódio está consolidado e o restante do campo luta por relevância.
- A metodologia de 'likely voter' e o foco em votos válidos tornam os números mais próximos do resultado oficial esperado, aumentando o peso político da pesquisa.
- O levantamento, encomendado pela TV Globo e registrado no TSE, foi realizado entre 2 e 3 de outubro com 3.204 entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais.
Em Minas Gerais, o senador Cleitinho concentra mais da metade das intenções de voto válidos segundo a Quaest, sinalizando uma corrida eleitoral em que a disputa pelo segundo turno parece mais relevante do que a pelo primeiro lugar. Pesquisas como esta — realizadas com metodologia rigorosa e modelo de eleitor provável — funcionam menos como profecias e mais como espelhos do momento político, revelando onde o eleitorado deposita sua confiança em determinado instante. O retrato de outubro aponta uma vantagem de 31 pontos sobre o segundo colocado, Patrus Ananias, enquanto o restante do campo se fragmenta em parcelas modestas.
Uma pesquisa Quaest divulgada no sábado coloca o senador Cleitinho, do Republicanos, com 54% dos votos válidos em Minas Gerais — percentual suficiente para garantir vitória no primeiro turno. O levantamento foi encomendado pela TV Globo, registrado no Tribunal Superior Eleitoral e realizado entre 2 e 3 de outubro com 3.204 entrevistados, margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Patrus Ananias, do PT, aparece em segundo lugar com 23%, abrindo uma diferença de 31 pontos em relação ao líder. Alexandre Kalil, pelo PDT, ocupa o terceiro lugar com 10%. O restante do campo se distribui em fatias menores: Flávio Roscoe (PL) com 6%, Mateus Simões (PSD) com 4%, Gabriel Azevedo (MDB) com 2% e Ben Mendes com 1%. Os demais candidatos não atingem 1% no arredondamento.
A metodologia da Quaest trabalha com votos válidos — excluindo brancos, nulos e indecisos —, espelhando o critério da Justiça Eleitoral. A pesquisa também aplica um modelo de 'likely voter', que pondera a real propensão de comparecimento às urnas. Os números apresentados correspondem ao cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são informados durante a entrevista, oferecendo um retrato fiel das preferências do eleitorado mineiro naquele início de outubro.
Uma pesquisa Quaest divulgada no sábado aponta o senador Cleitinho, do Republicanos, com 54% dos votos válidos em Minas Gerais — uma margem que lhe garantiria a vitória já no primeiro turno. O levantamento, encomendado pela TV Globo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MG-06889/2026, entrevistou 3.204 pessoas com 16 anos ou mais entre 2 e 3 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
Patrus Ananias, do PT, aparece em segundo lugar com 23% dos votos válidos. A diferença entre o primeiro e o segundo colocado é de 31 pontos percentuais, uma vantagem considerável que reflete a posição dominante de Cleitinho na corrida eleitoral mineira. Alexandre Kalil, pelo PDT, fica em terceiro com 10%, abrindo uma distância significativa em relação aos demais candidatos.
O restante do campo se distribui em percentuais bem menores. Flávio Roscoe, do PL, soma 6%. Mateus Simões, do PSD, chega a 4%. Gabriel Azevedo, do MDB, marca 2%. Ben Mendes, pela Missão, aparece com 1%. Os demais candidatos — Henrique Áreas (PCO), Indira Xavier (UP), Professor Túlio Lopes (PCB) e Rafael Duda (PSTU) — não atingem 1% e aparecem como 0% no arredondamento.
A metodologia da Quaest trabalha com votos válidos, excluindo brancos e nulos, assim como faz a Justiça Eleitoral no cálculo oficial do resultado. Os eleitores indecisos também não entram nessa conta. A pesquisa utiliza ainda um modelo de "likely voter", que pondera a propensão dos eleitores de realmente comparecerem às urnas, refinando a estimativa de intenção de voto.
O cenário apresentado é o estimulado, quando os nomes dos candidatos são informados aos entrevistados durante a entrevista. Esse tipo de abordagem costuma gerar números diferentes do cenário espontâneo, onde o entrevistado responde sem ter os nomes sugeridos. A pesquisa oferece um retrato do momento em que foi realizada, refletindo as preferências dos eleitores mineiros naquele período específico de início de outubro.
Notable Quotes
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MG-06889/2026— Tribunal Superior Eleitoral