No Ceará de 2026, a renovação de duas cadeiras no Senado Federal abre uma disputa que os números ainda não conseguem fechar. A pesquisa Quaest revela menos uma corrida definida do que um campo eleitoral em gestação: Cid Gomes lidera, mas a maioria dos eleitores ainda não escolheu — e quase dois em cada cinco admitem que podem mudar de ideia antes de outubro. É o retrato de uma democracia que ainda delibera.
Pesquisa Quaest: Cid Gomes lidera disputa pelo Senado no Ceará
Cid Gomes lidera, mas 36% o rejeitam e 39% podem mudar
Por que a pesquisa espontânea mostra 76% indecisos, mas a estimulada coloca Cid Gomes com 31%? Isso não é contraditório?
Não é contraditório, é revelador. Quando você não mostra nomes, a maioria das pessoas não consegue lembrar de um candidato específico — isso é normal em campanhas que ainda estão começando. Quando você apresenta a lista, as pessoas conseguem escolher. Cid Gomes tem mais visibilidade, então sai na frente.
Mas isso também significa que 69% das pessoas não votariam nele na primeira vaga, ou votariam em outro. A liderança dele é real, mas não é dominante.
E a segunda vaga? Por que ele cai de 31% para 15%?
Porque muita gente ainda não pensou em quem colocar na segunda vaga. Você vê isso nos números: 25% estão indecisos para a segunda, contra 13% para a primeira. As pessoas têm uma preferência mais clara para o primeiro nome.
Também é importante notar que Capitão Wagner empata com Cid Gomes na segunda vaga. Se você somar os indecisos e os que podem mudar de voto, essa disputa está completamente aberta.
Qual candidato tem o maior problema?
Cid Gomes e Capitão Wagner têm o mesmo problema: 36% e 37% de rejeição, respectivamente. Eles são conhecidos, mas uma parcela significativa não quer votar neles.
Luizianne é menos rejeitada, mas também menos conhecida — 42% não a conhecem. Ela tem espaço para crescer, mas também para desaparecer se não fizer campanha.
E os outros candidatos?
Praticamente invisíveis. Alcides Fernandes tem 74% que não o conhecem. Os menores têm 92% a 95% de desconhecimento.
O que importa é que 39% dos eleitores ainda podem mudar de voto. Isso significa que qualquer coisa pode acontecer até 4 de outubro.
The Pulse
- Com 76% dos eleitores incapazes de citar espontaneamente um candidato, a disputa pelo Senado cearense começa mais como um vazio de preferências do que uma corrida acirrada.
- Cid Gomes lidera a primeira vaga com 31%, mas enfrenta rejeição de 36% — quase tão alta quanto sua aprovação — tornando sua liderança frágil e contestável.
- A segunda vaga é um empate técnico entre Cid Gomes e Capitão Wagner, ambos com 15%, enquanto um quarto dos eleitores ainda não sabe em quem votar nessa escolha.
- Com 39% dos entrevistados declarando que ainda podem mudar o voto até 4 de outubro, o resultado final permanece genuinamente aberto a qualquer reviravolta de campanha.
No Ceará de 2026, a renovação de duas cadeiras no Senado Federal abre uma disputa que os números ainda não conseguem fechar. A pesquisa Quaest revela menos uma corrida definida do que um campo eleitoral em gestação: Cid Gomes lidera, mas a maioria dos eleitores ainda não escolheu — e quase dois em cada cinco admitem que podem mudar de ideia antes de outubro. É o retrato de uma democracia que ainda delibera.
A pesquisa Quaest encomendada pela TV Verdes Mares oferece o primeiro mapa da corrida ao Senado cearense em 2026 — e o que ele mostra, acima de tudo, é uma disputa ainda sem forma definida. O Ceará renovará duas cadeiras entre as 81 do Senado, o que significa que cada eleitor votará em dois candidatos diferentes. A Quaest mediu as intenções de duas formas: sem mostrar nomes e com a lista completa de candidatos. A diferença entre as duas abordagens é reveladora.
Na pesquisa espontânea, 76% dos eleitores não conseguem citar sequer um nome — sinal de que a campanha ainda não penetrou o cotidiano da maioria. Quando os nomes são apresentados, o quadro muda: para a primeira vaga, Cid Gomes (PSB) aparece com 31%, seguido por Capitão Wagner (União) com 25% e Luizianne (Rede) com 13%. Para a segunda vaga, porém, a indecisão retorna: Cid e Wagner empatam em 15%, Luizianne mantém 13%, e 25% ainda não sabem em quem votar.
Combinando as duas vagas em um índice único, Cid Gomes chega a 23% das intenções totais, Wagner a 20% e Luizianne a 13%. Os indecisos somam 19%, e brancos ou nulos, 17%. A liderança de Cid, porém, é acompanhada de uma rejeição expressiva: 36% dos eleitores que o conhecem dizem que não votariam nele — taxa quase idêntica à de Wagner, rejeitado por 37%. Luizianne tem rejeição menor, mas também menor aprovação. Os demais candidatos permanecem praticamente desconhecidos, com entre 92% e 95% dos eleitores sem qualquer referência sobre eles.
A pesquisa ouviu 900 pessoas entre 31 de agosto e 3 de setembro, com margem de erro de 3 pontos percentuais. O dado mais significativo talvez seja este: 39% dos entrevistados ainda podem mudar o voto até 4 de outubro. A disputa está aberta — e o Ceará ainda está decidindo.
A pesquisa Quaest encomendada pela TV Verdes Mares e divulgada nesta sexta-feira oferece o primeiro retrato da corrida pelo Senado cearense em 2026. O levantamento mostra uma disputa ainda em formação, com Cid Gomes à frente, mas longe de consolidado.
Para entender os números, é preciso lembrar que este ano cada eleitor cearense votará em dois candidatos diferentes — o estado renova duas cadeiras entre as 81 do Senado. A Quaest mediu as intenções de voto de duas formas: na pesquisa espontânea, sem mostrar nomes aos entrevistados, e na estimulada, apresentando a lista de candidatos. Os resultados diferem bastante entre as duas abordagens, revelando quanto a campanha ainda precisa avançar para fixar preferências.
Na pesquisa espontânea, 76% dos eleitores não conseguem citar um candidato — um sinal de que a maioria ainda não tem escolha definida. Quando os nomes são apresentados, o quadro muda. Para a primeira vaga, Cid Gomes (PSB) aparece com 31%, seguido por Capitão Wagner (União) com 25% e Luizianne (Rede) com 13%. Os demais candidatos ficam abaixo de 5%. Para a segunda vaga, porém, a indecisão volta a crescer: Cid Gomes e Capitão Wagner empatam em 15%, Luizianne mantém 13%, e 25% dos eleitores ainda não sabem em quem votar.
Quando se combinam as duas vagas em um índice único que mantém a proporção entre candidatos, Cid Gomes chega a 23% das intenções totais, Wagner a 20%, e Luizianne a 13%. Indecisos somam 19%, e brancos ou nulos, 17%. A margem de manobra é considerável: 39% dos eleitores entrevistados disseram que ainda podem mudar o voto até 4 de outubro, data das eleições.
Um dado que complica a liderança de Cid Gomes é a rejeição. Embora 52% dos eleitores digam que o conhecem e votariam nele, 36% o conhecem e não votariam — a mesma taxa de rejeição que Capitão Wagner enfrenta (37% rejeitam, 43% votariam). Luizianne tem rejeição menor (29%), mas também menor aprovação (29%). Alcides Fernandes (PL), Catarina Matos (UP), Reginaldo (PSTU), Guilherme Theophilo (Novo) e Lino Alves (PCO) permanecem praticamente desconhecidos: entre 92% e 95% dos eleitores não os conhecem.
A pesquisa ouviu 900 pessoas de 16 anos ou mais entre 31 de agosto e 3 de setembro, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no TSE é CE-01149/2026. O que os números revelam é uma disputa aberta: Cid Gomes tem vantagem na primeira vaga, mas a segunda permanece em aberto, e quase dois em cada cinco eleitores ainda podem mudar de ideia.
Notable Quotes
Para 60% dos eleitores, a escolha do candidato é definitiva; 39% dizem que ainda podem mudar o voto até as eleições— Pesquisa Quaest