Pesquisa Quaest: Arthur Lira lidera disputa pelo Senado em Alagoas

86% dos eleitores não conseguem nomear um candidato espontaneamente
A indecisão massiva em Alagoas revela uma disputa ainda em formação, apesar da liderança de Arthur Lira.
Mark

Por que 86% dos eleitores não conseguem nomear um candidato se a pesquisa mostra Lira com 20%?

Mimi

Porque a pesquisa espontânea e a estimulada medem coisas diferentes. Quando você mostra a lista de nomes, as pessoas conseguem escolher. Mas quando pergunta sem sugestões, a maioria não tem ninguém na ponta da língua.

Mark

Então Lira realmente está ganhando, ou é só porque aparece primeiro na lista?

Mimi

Ele lidera nas duas formas de pesquisa — espontânea e estimulada — então não é efeito de ordem. Mas 20% em um estado inteiro, com 38% dos eleitores dizendo que podem mudar, não é uma vantagem consolidada.

Mark

Por que Renan e Lira têm tanta rejeição se estão na frente?

Mimi

Porque são os mais conhecidos. Quanto mais conhecido você é, mais gente tem opinião formada sobre você — tanto a favor quanto contra. Marina JHC é menos rejeitada porque 48% nunca ouviram falar dela.

Mark

Isso significa que Marina pode crescer?

Mimi

Pode, se conseguir se apresentar de forma positiva. Ela tem espaço porque não tem rejeição consolidada. Mas também tem o desafio de sair do anonimato.

Mark

E os candidatos que ninguém conhece, como Alexandre Fleming?

Mimi

Praticamente não existem na corrida neste momento. 91% não o conhecem. Para ele virar relevante, precisaria de uma campanha muito agressiva ou de algo que o colocasse em evidência.

Mark

Então o que vai decidir essa eleição?

Mimi

Provavelmente como os candidatos conseguem falar com aquele 38% que ainda pode mudar de voto, e se conseguem fazer isso de forma que aumente sua aprovação sem aumentar a rejeição.

  • Arthur Lira lidera com 20% nas intenções combinadas, mas sua vantagem sobre Renan — apenas dois pontos percentuais — é menor do que a margem de erro da própria pesquisa.
  • A rejeição pesa sobre os dois favoritos: 31% não votariam em Lira e 34% recusam Renan, abrindo uma janela real para candidatos menos desgastados como Marina JHC.
  • Com 86% dos eleitores incapazes de citar um nome espontaneamente, a campanha ainda não chegou à maioria da população — o terreno está quase inteiramente por disputar.
  • Trinta e oito por cento dos entrevistados admitem que podem mudar de voto, sinalizando que a mobilização dos próximos meses será decisiva para definir quem ocupa as duas cadeiras em jogo.

Em Alagoas, onde dois senadores serão escolhidos em 2026, uma pesquisa Quaest encomendada pela TV Asa Branca revela que a corrida está longe de ser decidida: Arthur Lira e Renan lideram com folga estreita, mas 86% dos eleitores sequer conseguem nomear um candidato espontaneamente. A disputa, ainda em sua fase embrionária, carrega a tensão própria de um estado onde nomes históricos convivem com rejeições expressivas e uma maioria silenciosa que ainda não escolheu seu caminho.

A TV Asa Branca Alagoas encomendou à Quaest um levantamento divulgado na segunda-feira para radiografar a corrida ao Senado em 2026. O resultado é um cenário amplamente aberto: Arthur Lira, do Progressistas, aparece à frente com 20% das intenções combinadas para as duas vagas, seguido por Renan, do MDB, com 18%, e Marina JHC, do PSDB, com 15%. O dado mais revelador, porém, é que 86% dos eleitores não conseguem nomear espontaneamente nenhum candidato — a indecisão é, por ora, a força dominante.

Em 2026, Alagoas elegerá dois senadores, e cada eleitor deve votar em dois nomes distintos. A pesquisa apresenta os dados separados por vaga: para a primeira, Lira amplia a vantagem para 25%, Renan vai a 21% e Marina JHC a 17%; para a segunda, Renan assume a liderança com 16%, Lira cai para 15% e Marina JHC fica em 13%. Davi Davino Filho, do Republicanos, oscila entre 10% e 11% nas duas disputas, enquanto os demais candidatos não ultrapassam 5%.

A rejeição complica o quadro dos líderes: 31% conhecem Lira e não votariam nele; 34% dizem o mesmo de Renan. Marina JHC é menos conhecida — 48% nunca ouviram falar dela —, mas também enfrenta menos resistência, com apenas 22% de rejeição entre quem a conhece. Esse perfil pode se tornar um ativo à medida que a campanha avança e ela ganha visibilidade.

Trinta e oito por cento dos entrevistados afirmam que ainda podem mudar o voto, enquanto 61% dizem ter escolha definitiva. A pesquisa ouviu 804 pessoas entre 20 e 23 de agosto, com margem de erro de 3 pontos percentuais e 95% de confiança, registrada no TSE sob os números AL-05503/2026 e BR-09091/2026. O retrato que emerge é o de uma disputa ainda em formação, onde a rejeição dos favoritos e a indecisão da maioria deixam o resultado genuinamente em aberto.

A TV Asa Branca Alagoas encomendou uma pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira para mapear como está a corrida pelo Senado estadual em 2026. O levantamento revela um cenário ainda muito aberto: Arthur Lira, do Progressistas, aparece na frente com 20% das intenções de voto quando se combinam as menções para as duas vagas disponíveis, seguido por Renan, do MDB, com 18%, e Marina JHC, do PSDB, com 15%. Mas esses números ganham contexto quando se entende que 86% dos eleitores entrevistados não conseguem espontaneamente nomear um candidato — o que significa que a maioria absoluta ainda está genuinamente indecisa.

Em 2026, Alagoas elegerá dois senadores, como acontece em todos os estados e no Distrito Federal, para renovar 54 das 81 cadeiras da Casa. Cada eleitor precisa votar em dois nomes diferentes; não é permitido repetir o mesmo candidato nas duas oportunidades. Essa dinâmica explica por que a pesquisa Quaest apresenta os dados de duas formas: uma combinada, que soma as menções para ambas as vagas, e outra separada, mostrando como cada candidato se posiciona especificamente para a primeira e a segunda vaga.

Na disputa pela primeira vaga, Lira amplia sua vantagem para 25%, enquanto Renan sobe para 21% e Marina JHC fica em 17%. Já para a segunda vaga, o cenário muda: Renan assume a liderança com 16%, Lira cai para 15% e Marina JHC permanece em 13%. Davi Davino Filho, do Republicanos, mantém-se em torno de 10-11% em ambas as vagas. Os demais candidatos — Dr. Wanderley, Mariedson e Alexandre Fleming — não ultrapassam 5% em nenhuma das medições.

O levantamento também sondou a rejeição dos candidatos. Tanto Lira quanto Renan enfrentam resistência considerável: 31% dos eleitores conhecem Lira e afirmam que não votariam nele, enquanto 34% dizem o mesmo sobre Renan. Ambos, porém, têm 48% de eleitores que os conhecem e votariam. Marina JHC é menos conhecida — 48% não a conhecem — mas também enfrenta menos rejeição, com apenas 22% que a conhecem e não votariam. Os candidatos menos conhecidos são Alexandre Fleming e Mariedson: 91% e 93% dos entrevistados, respectivamente, nunca ouviram falar deles.

Um dado importante para a campanha é que 38% dos eleitores entrevistados disseram que ainda podem mudar o voto, enquanto 61% afirmam que sua escolha é definitiva. Isso sugere que há espaço para movimento nas próximas semanas, embora a maioria já tenha uma preferência consolidada. A pesquisa ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre 20 e 23 de agosto, com margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, em um nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números AL-05503/2026 e BR-09091/2026.

O quadro que emerge é o de uma disputa ainda em formação. Lira sai na frente, mas a indecisão massiva — tanto na pesquisa espontânea quanto entre os que dizem poder mudar de voto — deixa claro que o resultado final dependerá de como os candidatos conseguem se comunicar com eleitores que ainda não têm uma posição firme. A rejeição significativa enfrentada pelos dois líderes também abre espaço para que candidatos com menor rejeição, como Marina JHC, ganhem terreno conforme a campanha avança.

Renan e Arthur Lira enfrentam a maior rejeição, com 31-34% dos eleitores que os conhecem mas não votariam neles
— Pesquisa Quaest
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