Em Sergipe, a disputa por duas cadeiras no Senado Federal em 2026 revela um eleitorado ainda em formação de opinião: líderes tecnicamente empatados, maioria incapaz de citar um nome sem auxílio e quase metade aberta a mudar de ideia. A pesquisa Quaest, encomendada pela TV Sergipe e registrada no TSE, não aponta um vencedor — aponta, antes, a vastidão do que ainda está por ser decidido.
Pesquisa Quaest: André David e Rogério Carvalho lideram disputa pelo Senado em Sergipe
79% dos eleitores não conseguem citar nenhum candidato de memória
Por que a pesquisa espontânea mostra 79% de indecisos quando a estimulada mostra apenas 22%?
Porque na espontânea, o eleitor precisa lembrar do candidato de cabeça. Na estimulada, você mostra a lista e ele escolhe. A maioria não tem os nomes na ponta da língua.
Mas isso significa que 79% realmente não têm preferência, ou apenas que não decoraram os nomes? São coisas diferentes.
E por que André David lidera na primeira vaga com 16%, mas cai para 7% na segunda?
Porque muitos eleitores que votam nele na primeira vaga preferem distribuir o segundo voto. Pode ser estratégia, pode ser que não tenham segundo candidato em mente.
A pesquisa não explica o motivo, certo? Só mostra o padrão. Não sabemos se é deliberado ou falta de informação.
Rogério Carvalho lidera na segunda vaga, não é?
Sim, empatado com André Moura em 9%. Isso sugere que ele é mais uma segunda escolha do que primeira.
Mas 43% dos eleitores dizem que podem mudar o voto. Esses números podem virar completamente até outubro.
Quem está em pior situação?
Eduardo Amorim e Rodrigo Valadares têm os maiores índices de rejeição, 39% cada um. Conhecem e não votariam.
Mas Amorim tem 26% que votariam nele, enquanto Valadares tem apenas 18%. Então Amorim está em melhor posição apesar da rejeição igual.
E os candidatos menos conhecidos?
Renatinha e Paulinho da União Tur, ambos da Democracia Cristã, praticamente não existem na campanha. 89% e 84% não os conhecem.
Isso não significa que não possam crescer. Faltam dois meses. Mas sim, começam de muito atrás.
The Pulse
- Delegado André David e Rogério Carvalho dividem a liderança com apenas 11% cada, um empate técnico que revela a ausência de um favorito claro a menos de dois meses das eleições.
- 79% dos eleitores não conseguem citar espontaneamente nenhum candidato ao Senado, expondo o quanto a campanha ainda não penetrou no cotidiano da população sergipana.
- 43% dos entrevistados admitem que podem mudar o voto até 4 de outubro, mantendo uma fatia enorme do eleitorado em disputa aberta entre todos os candidatos.
- Eduardo Amorim e Rodrigo Valadares acumulam os maiores índices de rejeição — 39% cada —, o que limita severamente o teto de crescimento de ambos mesmo que ampliem seu reconhecimento.
- A dinâmica das duas vagas simultâneas embaralha as estratégias: André David lidera a primeira vaga com 16%, mas cai para 7% na segunda, sugerindo que eleitores distribuem os votos entre nomes distintos.
Em Sergipe, a disputa por duas cadeiras no Senado Federal em 2026 revela um eleitorado ainda em formação de opinião: líderes tecnicamente empatados, maioria incapaz de citar um nome sem auxílio e quase metade aberta a mudar de ideia. A pesquisa Quaest, encomendada pela TV Sergipe e registrada no TSE, não aponta um vencedor — aponta, antes, a vastidão do que ainda está por ser decidido.
Uma pesquisa Quaest divulgada em agosto pintou um retrato de indefinição na corrida pelo Senado em Sergipe: Delegado André David, do Republicanos, e Rogério Carvalho, do PT, aparecem tecnicamente empatados na liderança com 11% cada na pesquisa estimulada. André Moura, da União Brasil, vem logo atrás com 9%, e Delegado Alessandro, do MDB, marca 8%. O levantamento ouviu 804 pessoas entre 23 e 26 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
O contraste entre a pesquisa estimulada e a espontânea é revelador: quando não recebem ajuda, 79% dos eleitores não conseguem citar nenhum candidato. Isso indica que a maioria dos nomes ainda não se fixou na memória do eleitorado, e que a campanha está longe de ter moldado preferências sólidas.
A regra de duas vagas simultâneas cria uma dinâmica própria. Para a primeira vaga, André David lidera com 16%, enquanto Carvalho fica com 12%. Na segunda vaga, Carvalho empata com André Moura em 9%, e André David recua para 7% — sinal de que parte do eleitorado divide os dois votos entre candidatos diferentes.
O grau de indefinição permanece alto: 22% ainda não sabem em quem votar mesmo com os nomes à frente, e 43% admitem que podem mudar de escolha até 4 de outubro. Apenas 57% dizem ter uma decisão definitiva.
No campo da rejeição, Eduardo Amorim e Rodrigo Valadares lideram negativamente, com 39% cada dizendo que os conhecem e não votariam neles. Rogério Carvalho, apesar de estar na liderança, também enfrenta 33% de rejeição. O cenário aponta para uma eleição que ainda será amplamente definida nas semanas que restam de campanha.
Uma pesquisa Quaest divulgada na quinta-feira mostrou o cenário atual da disputa pelo Senado em Sergipe, com uma corrida ainda aberta e um eleitorado amplamente indeciso. O levantamento, encomendado pela TV Sergipe, entrevistou 804 pessoas entre 23 e 26 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais.
Delegado André David, do Republicanos, e Rogério Carvalho, do PT, aparecem tecnicamente empatados na liderança com 11% cada quando se considera o total de menções para as duas vagas em disputa. André Moura, da União Brasil, vem em seguida com 9%, enquanto Delegado Alessandro, do MDB, marca 8%. A pesquisa estimulada — aquela em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados — revela um quadro bem diferente da pesquisa espontânea, na qual 79% dos eleitores não conseguem citar nenhum candidato de memória.
O contexto eleitoral em Sergipe segue a regra nacional: cada eleitor precisa votar em dois candidatos diferentes para as duas cadeiras que serão renovadas. Isso explica por que os números mudam significativamente quando se analisa a primeira vaga separadamente da segunda. Para a primeira vaga, André David lidera com 16%, enquanto Carvalho fica com 12%. Já para a segunda vaga, Carvalho sobe para 9%, empatado com André Moura, enquanto André David cai para 7%. Essa dinâmica sugere que alguns eleitores que votariam em André David na primeira vaga preferem distribuir seu segundo voto entre outros nomes.
O grau de indefinição permanece alto. Entre os entrevistados, 22% ainda não sabem em quem votar quando apresentados aos nomes dos candidatos, e 43% afirmam que podem mudar sua escolha até o dia da eleição, marcado para 4 de outubro. Apenas 57% dizem ter uma decisão definitiva. Outros 13% pretendem votar em branco, nulo ou não comparecer.
Quando perguntados sobre rejeição, Eduardo Amorim e Rodrigo Valadares aparecem como os candidatos mais rejeitados, com 39% cada um dizendo que os conhecem mas não votariam neles. Amorim, também do Republicanos, tem 26% que o conhecem e votariam, enquanto 35% não o conhecem. Valadares, do PL, tem apenas 18% que votariam nele, 43% que não o conhecem e 39% que o rejeitam. Entre os candidatos menos conhecidos estão Renatinha e Paulinho da União Tur, ambos da Democracia Cristã, com 89% e 84% de desconhecimento respectivamente.
Rogério Carvalho, apesar de liderar, também enfrenta rejeição considerável: 33% dos eleitores o conhecem mas não votariam nele, enquanto 38% não o conhecem. Delegado André David tem perfil semelhante, com 26% de rejeição e 45% de desconhecimento. André Moura e Delegado Alessandro dividem a mesma taxa de rejeição, 38% cada, embora Alessandro tenha maior desconhecimento, com 48%.
O levantamento foi registrado no TSE sob o número SE-03536/2026 e mantém nível de confiança de 95%. A pesquisa reflete um momento em que a campanha ainda está em fase de construção de conhecimento entre os eleitores sergipanos, com muitos nomes ainda pouco consolidados na memória do eleitorado e uma margem significativa de votos ainda em disputa.
Notable Quotes
57% dos eleitores têm uma decisão definitiva, enquanto 43% dizem que ainda podem mudar o voto até as eleições— Pesquisa Quaest