Em Minas Gerais, a menos de uma semana do início da campanha televisiva, uma pesquisa da Quaest revela que a grande maioria dos eleitores ainda não formou preferência alguma — 80% indecisos para governador e 94% para senador. O desconhecimento dos candidatos, mais do que a rejeição, é o que molda esse vazio político. Nesse silêncio de identidades, a disputa está, na prática, por começar.
Pesquisa Quaest: 80% dos mineiros indecisos sobre governador; 94% para senador
Grande reviravoltas são possíveis até outubro
Por que esses números de indecisão são tão altos? Isso é normal em Minas?
Não é apenas indecisão comum. O problema é que a maioria dos candidatos é praticamente desconhecida. Quando você pergunta espontaneamente, sem dar nomes, as pessoas não conseguem nem pensar em quem votarão.
E isso muda quando você mostra os nomes?
Muda, mas ainda assim a indecisão permanece muito alta. O que a pesquisa está dizendo é que há um vácuo real — não é só falta de atenção, é falta de conhecimento sobre quem são essas pessoas.
Cleitinho Azevedo aparece com 11%. Ele é conhecido?
Relativamente, sim. Mas 11% em uma pesquisa espontânea significa que 89% das pessoas não o mencionam quando perguntadas livremente. Isso é baixo.
A campanha televisiva pode mudar tudo isso?
Teoricamente, sim. É quando os candidatos ganham visibilidade nacional. Mas com 94% de indecisos para senador, há muito espaço para movimento — e também muita incerteza sobre quem conseguirá se destacar.
Qual é o risco para os candidatos neste momento?
O risco é que a campanha comece e ainda assim não consiga criar diferenciação clara. Se em outubro ainda houver indecisão massiva, o resultado pode ser imprevisível.
O Pulso
- Com 80% de indecisão para governador e 94% para senador, Minas Gerais vive um dos cenários eleitorais mais abertos já registrados pela Quaest no estado.
- O principal motor da incerteza não é a insatisfação com os candidatos, mas o simples desconhecimento — a maioria dos postulantes ainda é uma incógnita para o eleitorado.
- Cleitinho Azevedo lidera a corrida ao governo com apenas 11% de menção espontânea, enquanto nenhum candidato ao Senado ultrapassa 2% — números que revelam a fragilidade de todas as candidaturas.
- O cientista político Felipe Nunes alerta que 'grandes reviravoltas' são esperadas antes do primeiro turno de 4 de outubro, dada a volatilidade extrema do quadro atual.
- A campanha televisiva, que começa na próxima semana, surge como o momento decisivo em que candidatos terão a primeira chance real de sair do anonimato e conquistar o eleitor mineiro.
Em Minas Gerais, a menos de uma semana do início da campanha televisiva, uma pesquisa da Quaest revela que a grande maioria dos eleitores ainda não formou preferência alguma — 80% indecisos para governador e 94% para senador. O desconhecimento dos candidatos, mais do que a rejeição, é o que molda esse vazio político. Nesse silêncio de identidades, a disputa está, na prática, por começar.
A uma semana do início da campanha televisiva, Minas Gerais apresenta um cenário eleitoral de incerteza quase total. Pesquisa da Quaest, encomendada pela Globo e realizada entre 21 e 24 de agosto com 1.506 eleitores, mostra que oito em cada dez mineiros ainda não sabem em quem votarão para governador quando perguntados sem a apresentação de nomes. Para o Senado, a indecisão chega a 94%.
Entre os candidatos ao governo que conseguem alguma menção espontânea, Cleitinho Azevedo, do Republicanos, lidera com 11%. Patrus Ananias, do PT, aparece com 3%, e Alexandre Kalil, do PDT, com 2%. Para o Senado, nenhum candidato ultrapassa 2%: Marília Campos, do PT, lidera nesse patamar, seguida por Carlos Viana e Áurea Carolina, ambos com 1%.
Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, os números apontam para volatilidade extrema e tornam reais as chances de grandes reviravoltas até o primeiro turno, em 4 de outubro. O especialista destaca que o desconhecimento generalizado dos candidatos é o fator central dessa indecisão. Nesse contexto, a campanha televisiva que se inicia na próxima semana será determinante — não apenas para definir preferências, mas para tirar os postulantes do anonimato em que a maioria ainda se encontra.
A uma semana do início da campanha televisiva, Minas Gerais apresenta um cenário eleitoral marcado pela incerteza quase total. Pesquisa divulgada pela Quaest nesta terça-feira revela que oito em cada dez eleitores mineiros ainda não sabem em quem votarão para governador quando perguntados espontaneamente — isto é, sem que os nomes dos candidatos lhes sejam apresentados. Para o Senado, a situação é ainda mais extrema: 94% dos entrevistados declaram-se indecisos.
O levantamento, encomendado pela Globo e realizado entre 21 e 24 de agosto, ouviu 1.506 eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de três pontos percentuais. Entre os candidatos a governador que conseguem alguma menção espontânea, Cleitinho Azevedo, do Republicanos, lidera com apenas 11% de reconhecimento. Patrus Ananias, do PT, aparece com 3%. Alexandre Kalil, do PDT, marca 2%. Os demais — Gabriel pelo MDB, Mateus Simões pelo PSD — registram 1% cada. Para senador, nenhum candidato ultrapassa 2% de menção espontânea: Marília Campos, do PT, lidera com esse patamar, seguida por Carlos Viana, do PSD, e Áurea Carolina, do PSOL, ambos com 1%.
Para Felipe Nunes, diretor e cientista político da Quaest, esses números apontam para um cenário de volatilidade extrema. O especialista aponta que a possibilidade de "grandes reviravoltas" até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, é real. A razão está no desconhecimento generalizado dos candidatos combinado com a indecisão massiva dos eleitores. "Boa parte dos candidatos que se apresenta para o governo e para o Senado são muito desconhecidos", observa Nunes. Esse vácuo de informação, segundo ele, torna essencial acompanhar como a campanha televisiva — que começa na próxima semana — conseguirá ajudar o eleitor mineiro a formar sua preferência.
O cenário recomenda cautela na interpretação. Com 80% de indecisos para governador e 94% para senador, qualquer movimento de voto pode ser amplificado nos próximos meses. A campanha televisiva, que marca o início oficial da disputa, terá papel determinante em definir não apenas quem vence, mas também em que medida os candidatos conseguem sair do anonimato. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-04060/2026.
Citações Notáveis
Boa parte dos candidatos que se apresenta para o governo e para o Senado são muito desconhecidos. Esse alto nível de desconhecimento, somado à indecisão, mostra porque a recomendação é olhar para esse cenário mineiro com muita cautela.— Felipe Nunes, diretor da Quaest