No Paraná, a corrida por duas cadeiras no Senado revela um cenário de certeza no topo e profunda incerteza logo abaixo. Alvaro Dias lidera com folga, mas a segunda vaga permanece um campo aberto onde quatro candidatos disputam espaço em margem inferior a quatro pontos percentuais. A pesquisa, mais do que anunciar vencedores, expõe a fluidez de um eleitorado ainda em formação — e lembra que, em democracias vivas, as fotografias do presente raramente predizem o retrato final.
Pesquisa mostra Alvaro Dias na liderança e disputa acirrada pela 2ª vaga ao Senado no Paraná
A diferença entre o segundo e o quinto colocado é de apenas 3,7 pontos
Por que essa disputa pela segunda vaga é tão apertada? Parecem todos muito próximos.
Porque nenhum deles conseguiu se consolidar. Deltan tem 26%, Gleisi tem 25%, Filipe tem 23% — são diferenças de um ou dois pontos. Qualquer movimento de campanha, qualquer aliança que se forme, pode mudar isso.
Mas espera aí. Esses números são intenção de voto, certo? Não é voto garantido. Quantas pessoas ainda estão indecisos?
Sete por cento disseram branco, nulo ou nenhum, e 5% não souberam responder. Mas sim, muita gente que marcou um candidato pode mudar de ideia.
E a rejeição de Gleisi é muito alta — 47,5%. Isso significa que ela não consegue crescer?
Exatamente. Ela tem uma base de apoio, mas quase metade do eleitorado diz que não votaria nela de jeito nenhum. Isso limita seu potencial de crescimento.
Mas Alvaro Dias tem rejeição de apenas 12,6% e está com 39%. Isso mostra que ele tem espaço para crescer ainda mais, ou já está consolidado?
Provavelmente já está consolidado. Ele tem uma vantagem grande e baixa rejeição — é uma posição muito forte.
E se Alvaro Dias não concorrer? Os números mudam muito?
Mudam bastante. Filipe Barros sobe para 30% e lidera. Mas Deltan, Gleisi e Alexandre ficam todos muito perto dele. A segunda vaga fica ainda mais aberta.
Então a pesquisa mostra que Alvaro é praticamente imbatível, mas a segunda vaga é genuinamente competitiva. Isso é o que os dados dizem?
É isso mesmo. Uma eleição com um favorito claro e uma disputa de verdade pelo segundo lugar.
Le Pouls
- Alvaro Dias ocupa o topo com 39,3%, mas a segunda vaga é uma corrida de quatro candidatos separados por apenas 3,7 pontos percentuais — qualquer movimento pode mudar tudo.
- Gleisi Hoffmann enfrenta uma contradição eleitoral: vota competitivo de 25,2%, mas rejeição de 47,5%, a maior entre todos os candidatos, sinalizando uma base concentrada e um teto baixo.
- Quando Alvaro Dias é retirado do cenário, Filipe Barros assume a liderança com 30%, revelando que a direita paranaense tem força latente que a presença do candidato do MDB comprime.
- Em cenário reduzido a cinco candidatos, Filipe Barros chega a 38,7% e Deltan Dallagnol a 35,3%, sugerindo que a fragmentação do campo de centro e direita é o principal fator de incerteza na disputa.
- Com meses de campanha pela frente, alianças, desistências e fusões de candidaturas têm potencial real de reconfigurar completamente quem ocupará a segunda cadeira.
No Paraná, a corrida por duas cadeiras no Senado revela um cenário de certeza no topo e profunda incerteza logo abaixo. Alvaro Dias lidera com folga, mas a segunda vaga permanece um campo aberto onde quatro candidatos disputam espaço em margem inferior a quatro pontos percentuais. A pesquisa, mais do que anunciar vencedores, expõe a fluidez de um eleitorado ainda em formação — e lembra que, em democracias vivas, as fotografias do presente raramente predizem o retrato final.
A disputa pelo Senado no Paraná tem um líder claro e uma batalha feroz logo atrás. Levantamento divulgado pela Paraná Pesquisas nesta segunda-feira mostra Alvaro Dias do MDB com 39,3% das intenções de voto — margem confortável para uma das duas vagas em jogo. O problema está na segunda posição: Deltan Dallagnol do Novo aparece com 26,1%, Gleisi Hoffmann do PT com 25,2%, Filipe Barros do PL com 23,6% e Alexandre Curi do Republicanos com 22,4%. Entre o segundo e o quinto colocado, a diferença é de apenas 3,7 pontos percentuais.
A pesquisa ouviu 1.500 eleitores em 57 municípios entre 8 e 10 de maio, com margem de erro de 2,6 pontos. Os entrevistados podiam indicar até dois nomes, refletindo a realidade de que dois candidatos serão eleitos. Cristina Graeml do PSD aparece com 14,5%, mais distante do grupo principal.
Os cenários alternativos testados pelo instituto revelam a volatilidade da disputa. Sem Alvaro Dias, Filipe Barros salta para a liderança com 30%, seguido de perto por Dallagnol com 29,3%, Gleisi com 27,4% e Curi com 27,3% — apenas 2,7 pontos separando o primeiro do quarto. Em um terceiro cenário, com apenas cinco candidatos, Barros chega a 38,7% e Dallagnol a 35,3%, indicando que a fragmentação da direita e do centro é o principal fator de incerteza.
A rejeição eleitoral acrescenta outra camada à análise. Gleisi Hoffmann lidera esse índice com 47,5% — número que, combinado à sua votação competitiva, revela uma base concentrada e resistência significativa no eleitorado paranaense. Alvaro Dias, por contraste, tem rejeição de apenas 12,6%, o que reforça sua posição privilegiada. A eleição está longe de decidida, e os próximos meses de campanha, com possíveis alianças e desistências, podem reescrever completamente este quadro.
A corrida pelo Senado no Paraná apresenta um quadro bem definido no topo e uma batalha cerrada logo abaixo. Segundo levantamento divulgado pela Paraná Pesquisas nesta segunda-feira, Alvaro Dias do MDB comanda as intenções de voto com 39,3%, uma margem confortável que o coloca como favorito para ocupar uma das duas cadeiras em disputa. Mas é na luta pela segunda vaga que a eleição ganha tensão: Deltan Dallagnol do Novo aparece com 26,1%, Gleisi Hoffmann do PT marca 25,2%, Filipe Barros do PL fica em 23,6% e Alexandre Curi do Republicanos soma 22,4%. A diferença entre o segundo e o quinto colocado é de apenas 3,7 pontos percentuais — um espaço tão estreito que qualquer movimento de campanha ou mudança no cenário político pode reconfigurar completamente a disputa.
O instituto entrevistou 1.500 eleitores em 57 municípios do Estado entre 8 e 10 de maio, com margem de erro de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos. Os respondentes podiam indicar até dois nomes quando perguntados em quem votariam para senador, refletindo a realidade de que dois candidatos serão eleitos. Cristina Graeml do PSD fica mais distante com 14,5%, enquanto Rosane Ferreira do PV soma 5,4% e Hauly do Podemos marca apenas 3,1%. Sete por cento dos entrevistados optaram por nenhum, branco ou nulo, e 5,1% não souberam ou não opinaram.
Os números mudam significativamente quando se remove Alvaro Dias do cenário. Sem o candidato do MDB, Filipe Barros salta para a liderança com 30%, seguido muito de perto por Deltan Dallagnol com 29,3%, Gleisi Hoffmann com 27,4% e Alexandre Curi com 27,3%. Neste segundo cenário, a disputa fica ainda mais apertada — apenas 2,7 pontos separam o primeiro do quarto colocado. Cristina Graeml mantém 17,6%, Rosane Ferreira sobe para 7,7% e Hauly chega a 4,5%. Os votos em branco, nulo ou nenhum aumentam para 9,7%, e 6,4% não souberam responder.
Um terceiro cenário foi testado, desta vez com apenas cinco candidatos: Filipe Barros, Deltan Dallagnol, Gleisi Hoffmann, Rosane Ferreira e Hauly. Nesta configuração, Filipe Barros lidera com 38,7%, Deltan Dallagnol fica em 35,3% e Gleisi Hoffmann marca 29,1%. Rosane Ferreira soma 12,4% e Hauly 6,7%, com 14,7% em branco, nulo ou nenhum e 7,7% sem opinião. O resultado sugere que quando candidatos de centro e direita se concentram, Filipe Barros consegue consolidar uma vantagem maior.
A rejeição eleitoral revela outra dimensão importante da disputa. Gleisi Hoffmann apresenta o maior índice de rejeição, com 47,5% dos entrevistados dizendo que não votariam nela. Alvaro Dias, apesar de sua liderança em intenção de voto, tem rejeição de apenas 12,6%. Deltan Dallagnol marca 10,3%, Filipe Barros 6,2%, Alexandre Curi 5,8%, Cristina Graeml 5,2%, Hauly 5,2% e Rosane Ferreira 3,7%. Os entrevistados podiam citar mais de um candidato rejeitado, o que explica por que os percentuais não somam cem. A alta rejeição de Hoffmann, mesmo com votação competitiva, indica que sua base é mais concentrada e que parte significativa do eleitorado paranaense tem resistência a sua candidatura.
Os dados revelam um Senado em aberto no Estado. Alvaro Dias tem posição sólida, mas a segunda vaga permanece em disputa genuína entre pelo menos quatro candidatos com chances reais. A volatilidade mostrada nos diferentes cenários — especialmente a emergência de Filipe Barros quando Alvaro Dias sai da equação — sugere que mudanças nas alianças, desistências ou fusões de candidaturas podem alterar significativamente o resultado final. A campanha ainda tem meses pela frente, e estes números servem como fotografia de um momento em que a eleição está longe de estar decidida.
Citations marquantes
A segunda vaga tem disputa acirrada entre candidatos Deltan Dallagnol (Novo), Gleisi Hoffmann (PT), Filipe Barros (PL) e Alexandre Curi (Republicanos)— Paraná Pesquisas