Pegadinha viral sobre morte de Jonathan, tartaruga centenária, é desmentida

Uma pegadinha que saiu do controle e virou golpe
A falsa morte de Jonathan nas redes sociais foi usada para pedir doações em criptomoedas.
Mark

Como uma pegadinha de 1º de abril conseguiu enganar pesquisadores que estudam o animal?

Mimi

A conta falsa era convincente porque se apresentava como sendo do veterinário oficial. Pesquisadores que acompanham Jonathan de perto viram algo que parecia vir de uma fonte confiável e acreditaram.

Luke

Mas a gente não sabe quantos pesquisadores acreditaram, certo? O texto diz "até pesquisadores", mas não dá números.

Mark

E o golpe das criptomoedas — como funciona exatamente?

Mimi

Alguém criou a conta falsa, anunciou a morte, e depois começou a pedir doações em criptomoedas. Provavelmente aproveitava o caos emocional das pessoas que acreditavam na morte.

Luke

O texto não explica como as pessoas eram direcionadas a fazer essas doações. Não sabemos se havia um link, um QR code, nada disso. É um detalhe importante que falta.

Mark

Jonathan realmente tem 193 anos? Como eles sabem?

Mimi

A idade exata é incerta. O que sabem é que ele nasceu por volta de 1832, nas Seychelles. Então é uma estimativa, não uma certeza.

Luke

Exato. E isso importa porque muda como a gente entende a história. Ele pode ter 191 ou 195 anos. A margem de erro é real.

Mark

Ele está bem de saúde agora?

Mimi

Parece estar. Hollins o descreve como tendo uma rotina ativa e tranquila. Já passou por crises, mas se recuperou com mudanças nos cuidados.

Luke

Mas não há informação recente sobre sua saúde. Não sabemos se há algum problema em andamento. O texto é otimista, mas baseado em descrições gerais.

  • Uma conta falsa se passou pelo veterinário de Jonathan e anunciou sua morte com detalhes convincentes o suficiente para enganar pesquisadores que estudam o DNA do animal.
  • A notícia se espalhou em horas pelas redes sociais, transformando uma pegadinha de 1º de abril em um episódio sério de desinformação global.
  • Por trás da farsa havia um golpe: o criador do perfil falso usava a morte fictícia da tartaruga para solicitar doações em criptomoedas.
  • O veterinário Joe Hollins reagiu com urgência no Facebook, desmentindo a informação em letras maiúsculas e pedindo que a correção fosse amplamente compartilhada.
  • Jonathan segue vivo aos 193 anos nos jardins da Plantation House, em Santa Helena, continuando sua rotina tranquila de banhos de lama e partidas de tênis guiadas pelo som.

Em meio ao ruído das redes sociais, uma criatura que atravessou quase dois séculos de história humana foi declarada morta por uma mentira cuidadosamente disfarçada. Jonathan, a tartaruga mais antiga do mundo, tornou-se alvo de uma farsa de 1º de abril que enganou até cientistas — revelando como a desinformação pode explorar até mesmo a nossa relação com o tempo, a memória e os seres que a transcendem. O veterinário real desmentiu a fraude e expôs um golpe financeiro por trás da encenação, lembrando que, nesta era de informação instantânea, a mentira viaja mais rápido do que a verdade.

Na terça-feira, uma conta falsa na rede X anunciou que Jonathan — a tartaruga terrestre mais antiga do mundo, com cerca de 193 anos — havia morrido pacificamente. A notícia se espalhou com velocidade surpreendente: pesquisadores que estudam o DNA do animal acreditaram, internautas compartilharam em massa, e por algumas horas a morte do réptil pareceu fato consumado. Era 1º de abril, mas a brincadeira havia saído do controle.

O perfil falso se apresentava como pertencente a Joe Hollins, veterinário real de Jonathan, e afirmava que o animal havia "falecido em paz". Hollins descobriu a fraude pouco depois e foi ao Facebook esclarecer a situação — mas havia algo mais grave por trás da pegadinha: o autor da conta falsa estava usando a morte fictícia para solicitar doações em criptomoedas. "NÃO É VERDADE. O autor da farsa está pedindo doações. É um golpe", escreveu Hollins, pedindo que a mensagem fosse amplamente compartilhada.

Jonathan segue vivo nos jardins da Plantation House, residência oficial do governador na ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul. Nascido por volta de 1832 nas Seychelles, ele viveu sob oito monarcas britânicos e mais de quarenta presidentes americanos — uma testemunha viva de quase dois séculos de história humana.

Apesar da idade avançada, Jonathan mantém uma rotina surpreendente: toma banhos de lama, alimenta-se de bananas e cenouras, e até acompanha partidas de tênis guiado pelo som da bola, já que sua visão é bastante limitada. Hollins o descreve como dócil e sociável, capaz de reconhecer vozes familiares. O animal já passou por momentos críticos de saúde, mas se recuperou após mudanças na dieta e nos cuidados veterinários. Hoje, é uma das principais atrações turísticas de Santa Helena — e um símbolo de longevidade que continua desafiando o que se imagina possível para um corpo vivo.

Uma conta falsa na rede X anunciou na terça-feira que Jonathan, a tartaruga terrestre mais antiga do mundo, havia morrido pacificamente. A notícia se espalhou com velocidade — pesquisadores que estudam o DNA do animal acreditaram, internautas compartilharam, e por algumas horas a morte de um réptil com quase dois séculos de vida pareceu ser fato consumado. Era 1º de abril, e a brincadeira havia saído do controle.

O perfil falso se apresentava como pertencente a Joe Hollins, o veterinário real de Jonathan, e afirmava que o animal havia "falecido em paz". Hollins descobriu a fraude pouco depois e recorreu ao Facebook para esclarecer: a informação era completamente falsa. Mas havia algo mais grave por trás da pegadinha. Quem havia criado a conta falsa estava usando a morte fictícia para pedir doações em criptomoedas. "NÃO É VERDADE. O autor da farsa está pedindo doações. É um golpe", escreveu Hollins em tom categórico, pedindo que a mensagem fosse amplamente compartilhada para conter o dano.

Jonathan segue vivo nos jardins da Plantation House, a residência oficial do governador na ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul. Estima-se que tenha nascido por volta de 1832, nas Seychelles, o que o coloca na marca de aproximadamente 193 anos. Sua longevidade o transformou em mais que um animal: é uma testemunha viva de quase dois séculos de história. Viveu sob oito monarcas britânicos e mais de quarenta presidentes dos Estados Unidos. Nasceu antes da popularização do pão fatiado e antes mesmo de Charles Darwin chegar às Ilhas Galápagos.

Apesar da idade avançada, Jonathan mantém uma rotina que surpreende. Passa os dias tomando banhos de lama, alimentando-se de bananas, cenouras e vegetais, e até "assistindo" partidas de tênis — guiado pelo som da bola, já que sua visão é bastante limitada. Hollins o descreve como dócil e sociável, capaz de reconhecer vozes familiares, especialmente a de quem o alimenta. Essa personalidade tranquila pode estar relacionada à perda gradual de alguns sentidos ao longo dos anos.

O animal vive com outras três tartarugas gigantes — David, Emma e Fred — e já passou por momentos críticos de saúde. Houve ocasiões em que foi considerado à beira da morte, mas se recuperou após mudanças na dieta e nos cuidados veterinários, em um processo que Hollins descreve como uma espécie de "regeneração". Hoje, Jonathan é uma das principais atrações turísticas de Santa Helena e um símbolo de longevidade que continua desafiando as expectativas sobre o que um corpo pode suportar ao longo do tempo.

NÃO É VERDADE. O autor da farsa está pedindo doações. É um golpe
— Joe Hollins, veterinário de Jonathan
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