Papa Leão XIV anuncia maior viagem apostólica à América do Sul em novembro

Mais de 31 mil quilômetros em 12 dias, tocando prisões e povos indígenas
A viagem apostólica de Leão XIV pela América do Sul combina alcance geográfico com agenda focada nos marginalizados.
Mark

Por que essa viagem é considerada a maior do pontificado de Leão XIV até agora?

Mimi

Porque combina duração — 12 dias — com alcance geográfico e temático. Ele visita três países, percorre mais de 31 mil quilômetros e a agenda toca em tudo: encontros com presidentes, visitas a prisões, trabalho com povos indígenas, comunidades pobres. É ambiciosa.

Luke

Mas vale notar que a viagem anterior à África também foi de 12 dias. O que a torna "maior" é mais a quantidade de países e a distância total, não necessariamente a duração.

Mark

Qual é a importância pessoal do Peru nessa viagem?

Mimi

Leão XIV passou mais de 20 anos lá como missionário e bispo. É cidadão peruano reconhecido. Então essa parte da viagem não é apenas protocolo — é um retorno a um lugar onde ele construiu sua vida religiosa.

Luke

Verdade, mas o comunicado do Vaticano não detalha o que especificamente ele fará com os povos da Amazônia além de "se reunir com representantes". Sabemos que está na agenda, mas não sabemos o conteúdo real desses encontros.

Mark

A visita à penitenciária é incomum?

Mimi

Não é rara para papas, mas é sempre um momento de grande simbolismo — é onde o papa encontra os mais marginalizados. Leão XIV está fazendo isso em Buenos Aires, o que marca sua passagem pela Argentina.

Luke

O comunicado não explica por que essa prisão em particular. É a maior? Tem alguma situação específica? Não sabemos. É um compromisso confirmado, mas o contexto está vago.

Mark

E quanto aos discursos — 16 discursos e 13 homilias é muito?

Mimi

Para uma viagem de 12 dias, sim. Significa que quase todos os dias ele fala formalmente, às vezes mais de uma vez. É uma agenda intensa de comunicação.

Luke

Mas não sabemos os temas desses discursos. O Vaticano anunciou o número, mas não o conteúdo. Então sabemos que ele vai falar muito, mas não sobre o quê.

  • A viagem supera em duração todas as anteriores do pontificado, sinalizando uma aposta deliberada da Igreja Católica em reconquistar presença e relevância na América do Sul.
  • A agenda não poupa tensões simbólicas: o papa se reunirá tanto com Javier Milei, líder de retórica anticlerical, quanto com comunidades empobrecidas de Casavalle e detentos do Complexo Penitenciário Federal de Buenos Aires.
  • O Peru concentra a carga mais emotiva da missão — país onde Prevost viveu por mais de 20 anos, do qual é cidadão e cuja diocese de Chiclayo liderou até 2023, tornando este retorno algo entre visita pastoral e regresso pessoal.
  • Com 16 discursos e 13 homilias programados, o Vaticano aposta na palavra como instrumento de ancoragem institucional em um continente onde o catolicismo enfrenta crescente concorrência religiosa e desconfiança política.
  • A chegada à Amazônia — em Pucallpa, para encontro com povos indígenas — posiciona Leão XIV na continuidade do legado ambiental e social de Francisco, mas agora com voz própria e trajetória sul-americana.

Em novembro, o Papa Leão XIV — nascido Robert Prevost — empreenderá a maior jornada apostólica de seu pontificado, percorrendo mais de 31 mil quilômetros pelo Uruguai, Argentina e Peru. A viagem de 12 dias não é apenas um itinerário geográfico, mas um reencontro pessoal com o continente que o formou como missionário e bispo por mais de duas décadas. Ao visitar periferias, prisões, comunidades indígenas e universidades, o pontífice traça uma linha entre a instituição que representa e as margens que escolheu habitar.

O Vaticano confirmou que o Papa Leão XIV realizará entre 6 e 17 de novembro sua maior viagem apostólica, percorrendo Uruguai, Argentina e Peru em 12 dias e mais de 31 mil quilômetros. A missão supera em extensão a viagem anterior do pontífice ao continente africano e revela uma escolha deliberada: voltar ao hemisfério que moldou Robert Prevost antes de ele se tornar papa.

No Uruguai, a agenda combina encontros institucionais com o presidente Yamandú Orsi e imersões em realidades sociais difíceis, como Casavalle, bairro marcado pela pobreza e pelo tráfico. Na Argentina, o papa visitará a Casa Rosada para encontrar Javier Milei, mas também projetos sociais em Claypole e uma vigília com jovens em Buenos Aires. O momento mais carregado de simbolismo ocorre em 11 de novembro, quando Prevost entra no Complexo Penitenciário Federal — antes de embarcar para o Peru no mesmo dia.

O Peru é o coração emocional da viagem. Prevost trabalhou no país por mais de duas décadas como missionário e bispo, liderou a diocese de Chiclayo entre 2015 e 2023 e é cidadão peruano reconhecido. A agenda inclui encontro com a presidente Keiko Fujimori, missa em Chiclayo, coroação da Virgem Imaculada em Santa Maria e, nos últimos dias, deslocamento até Cusco e Pucallpa para encontros com fiéis e representantes dos povos da Amazônia.

Ao longo de toda a jornada, o papa pronunciará 16 discursos e 13 homilias — um volume que sinaliza não apenas presença, mas intenção de deixar doutrina. A viagem encerra-se em 16 de novembro, com uma visita a um projeto de acolhimento a idosos em Lima, antes do retorno a Roma.

O Vaticano anunciou nesta segunda-feira a maior jornada apostólica do pontificado de Leão XIV pela América do Sul. Entre 6 e 17 de novembro, o papa — nascido Robert Prevost — percorrerá mais de 31 mil quilômetros em visitas ao Uruguai, Argentina e Peru, uma missão de 12 dias que supera em duração sua viagem anterior à África em abril.

A chegada acontece em Montevidéu no dia 6, às 16h30, onde Prevost encontrará o presidente Yamandú Orsi e autoridades diplomáticas antes de celebrar as Vésperas com o clero. No dia seguinte, viajará para Paysandú para sua primeira missa, retornando depois a Montevidéu para visitar Casavalle, região marcada pela pobreza e tráfico de drogas, onde se reunirá com organizações sociais em uma paróquia. A Universidade Católica do Uruguai também está na agenda.

Em 8 de novembro, após celebrar missa na Catedral Basílica de Florida, o papa segue para Buenos Aires. Lá encontrará o presidente Javier Milei na Casa Rosada e visitará um monumento ao general San Martín. O dia 9 reserva uma visita a um projeto social em Claypole, missa na capital e reunião com representantes do mundo do trabalho na Universidade Católica Argentina. No dia 10, Prevost se desloca para Córdoba para encontros com bispos e religiosos, retornando a Buenos Aires para uma vigília com jovens cristãos.

O ponto mais emotivo da passagem pela Argentina ocorre em 11 de novembro, quando o papa visitará o Complexo Penitenciário Federal de Buenos Aires. Nesse mesmo dia, à tarde, embarca para Lima, país onde trabalhou como missionário e bispo por mais de 20 anos e do qual é cidadão reconhecido. Encontrará a presidente Keiko Fujimori e outras autoridades.

No Peru, a agenda se estende por vários dias. Em 12 de novembro, reunir-se-á com o clero e participará de discussão sobre "os desafios e as esperanças para o futuro do povo peruano", além de vigília com jovens. No dia 13, viaja para Chiclayo, diocese que liderou entre 2015 e 2023, para missa, encontros com religiosos e evento na Universidade Católica Santo Toribio de Mogrovejo. Em 14 de novembro, participa do rito de coroação da Virgem Imaculada na Catedral de Santa Maria e celebra missa em Santa Cruz de Succhabamba.

Os últimos dias da viagem levam Prevost a Cusco e Pucallpa em 15 de novembro, onde encontrará fiéis, realizará o Angelus e se reunirá com missionários e representantes dos povos da Amazônia. No dia 16, visita um projeto de acolhimento a idosos em Lima antes de partir de volta para Roma às 13h45. Durante toda a jornada, o papa pronunciará 16 discursos e 13 homilias, além de um Angelus, reforçando a presença da Igreja Católica na região e sua conexão pessoal com o continente.

Discussão sobre os desafios e as esperanças para o futuro do povo peruano
— Agenda oficial do Vaticano para 12 de novembro em Lima
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