Dois dias após um terremoto de magnitude 7,4 devastar o oeste da Colômbia — ceifando centenas de vidas, ferindo mais de mil pessoas e deixando até três mil desaparecidos — o papa Leão XIV anunciou, durante a Audiência Geral no Vaticano, uma contribuição de 100 mil euros para as regiões mais afetadas. O gesto, que alcança também comunidades indígenas vulneráveis, é um lembrete de que as grandes tragédias convocam não apenas máquinas e socorristas, mas também a solidariedade moral das instituições que atravessam fronteiras. Enquanto equipes de resgate disputam cada hora nas ruínas de Pereira e C
Papa Leão XIV anuncia 100 mil euros para Colômbia após terremoto de 7,4
As primeiras 72 horas são críticas para encontrar quem ainda respira
Por que o papa fez questão de anunciar essa ajuda especificamente durante a Audiência Geral, e não de forma mais discreta?
A Audiência Geral é o espaço onde o papa se dirige aos peregrinos de língua espanhola. Escolher esse momento para falar sobre a Colômbia era uma forma de amplificar a mensagem de solidariedade e garantir que chegasse aos colombianos e ao mundo.
Mas 100 mil euros — quanto isso representa realmente em termos de reconstrução? Não temos contexto sobre o custo estimado dos danos.
Os números de mortos parecem estar em disputa. O Vaticano citava 216, mas as autoridades colombianas já falavam em mais de 250. Como explicar essa diferença?
Nos primeiros dias após um terremoto, as informações vêm de fontes diferentes — hospitais, autoridades locais, equipes de resgate — e nem sempre estão sincronizadas. A identificação de corpos também leva tempo.
Verdade. E há ainda as estimativas de até 3 mil desaparecidos, que é um número completamente diferente. Desaparecido não é a mesma coisa que morto confirmado.
A menção aos 68,5 mil indígenas afetados me chamou atenção. Por que esse número é importante?
Porque mostra que o desastre não atingiu apenas as cidades. Comunidades indígenas em áreas montanhosas foram severamente afetadas, com milhares de casas danificadas e risco de novos deslizamentos.
Mas a reportagem não detalha como essas comunidades estão sendo alcançadas pelos esforços de resgate. Sabemos que foram afetadas, mas não sabemos se estão recebendo ajuda adequada.
Le Pouls
- Um terremoto de 7,4 graus sacudiu o oeste colombiano na segunda-feira, derrubando prédios em Pereira e Cali e deixando um rastro de centenas de mortos, mais de mil feridos e até três mil desaparecidos.
- Mais de 68,5 mil indígenas foram diretamente atingidos, com milhares de casas danificadas e risco iminente de novos deslizamentos em terrenos montanhosos de Risaralda, Caldas e Valle del Cauca.
- Militares, bombeiros, voluntários e cães farejadores trabalham contra o relógio nas primeiras 72 horas — a janela crítica em que as chances de encontrar sobreviventes sob os escombros ainda são reais.
- O papa Leão XIV anunciou 100 mil euros em ajuda e expressou solidariedade pública às vítimas, um dia após o Vaticano enviar telegrama de condolências ao presidente da Conferência Episcopal colombiana.
Dois dias após um terremoto de magnitude 7,4 devastar o oeste da Colômbia — ceifando centenas de vidas, ferindo mais de mil pessoas e deixando até três mil desaparecidos — o papa Leão XIV anunciou, durante a Audiência Geral no Vaticano, uma contribuição de 100 mil euros para as regiões mais afetadas. O gesto, que alcança também comunidades indígenas vulneráveis, é um lembrete de que as grandes tragédias convocam não apenas máquinas e socorristas, mas também a solidariedade moral das instituições que atravessam fronteiras. Enquanto equipes de resgate disputam cada hora nas ruínas de Pereira e Cali, o mundo observa e, à sua maneira, responde.
Na quarta-feira, durante a Audiência Geral no Vaticano, o papa Leão XIV anunciou uma contribuição de 100 mil euros para as regiões colombianas devastadas por um terremoto de magnitude 7,4. Dirigindo-se aos peregrinos de língua espanhola, o pontífice expressou proximidade com as vítimas e garantiu suas orações pelas famílias afetadas.
O sismo havia ocorrido dois dias antes, na segunda-feira, deixando um rastro de destruição em cidades como Pereira e Cali. Os números ainda estavam sendo consolidados: o Vaticano citava 216 mortos e ao menos 1,3 mil feridos, enquanto autoridades colombianas já apontavam para mais de 250 óbitos e estimativas de até 3 mil desaparecidos — uma divergência que refletia a dificuldade de reunir informações de múltiplas regiões atingidas ao mesmo tempo.
A Organização Nacional Indígena da Colômbia informou que mais de 68,5 mil indígenas foram diretamente afetados, com danos em milhares de casas e alertas para o risco de novos deslizamentos em áreas montanhosas de Risaralda, Caldas e Valle del Cauca. O anúncio papal veio um dia após o cardeal Pietro Parolin assinar, em nome do Vaticano, um telegrama de condolências ao presidente da Conferência Episcopal colombiana.
Nas cidades mais afetadas, equipes de militares, bombeiros e voluntários trabalhavam contra o tempo, usando guindastes, máquinas pesadas, cães farejadores e correntes humanas para remover escombros. Em momentos críticos, as operações eram interrompidas para que os socorristas pudessem escutar vozes ou sinais de vida. As primeiras 72 horas são consideradas a janela mais decisiva para encontrar sobreviventes — e o relógio não parava.
Na quarta-feira, durante a Audiência Geral no Vaticano, o papa Leão XIV anunciou uma contribuição de 100 mil euros destinada às regiões colombianas devastadas por um terremoto de magnitude 7,4 que havia atingido o oeste do país dois dias antes. O pontífice, dirigindo-se aos peregrinos de língua espanhola, expressou sua proximidade com as vítimas e garantiu suas orações pelas famílias afetadas pela tragédia.
O terremoto ocorreu na segunda-feira, 10 de agosto, e deixou um rastro de destruição em cidades como Pereira, no departamento de Risaralda, e Cali, no Valle del Cauca. Os números da catástrofe ainda estavam em processo de consolidação quando o papa fez seu anúncio. Dados citados pelo Vaticano indicavam 216 mortos e pelo menos 1,3 mil feridos, embora autoridades colombianas já apontassem para um número de óbitos superior a 250. Estimativas preliminares sugeriam até 3 mil pessoas desaparecidas. A divergência nos números refletia a dificuldade em identificar corpos e consolidar informações de diferentes regiões atingidas simultaneamente.
A Organização Nacional Indígena da Colômbia informou que mais de 68,5 mil indígenas foram diretamente afetados pelo terremoto. A entidade documentou danos em milhares de casas e alertou para o risco de novos deslizamentos de terra em áreas montanhosas de Risaralda, Caldas e Valle del Cauca — regiões onde o terreno acidentado amplificava os perigos secundários do desastre.
O anúncio papal ocorreu um dia após o Vaticano enviar uma mensagem de condolências ao presidente da Conferência Episcopal da Colômbia, dom Francisco Javier Múnera Correa. O telegrama havia sido assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, sinalizando o envolvimento institucional da Igreja na resposta à crise.
Nas cidades mais afetadas, militares, bombeiros e voluntários trabalhavam contra o tempo para localizar sobreviventes sob os escombros de prédios desabados. As equipes utilizavam guindastes, máquinas pesadas e cães farejadores, além de realizarem buscas manuais entre os destroços. Voluntários formaram correntes humanas para remover tijolos, concreto e outros materiais dos locais atingidos. Em momentos críticos, os socorristas interrompiam as operações para tentar identificar vozes ou outros sinais de pessoas que pudessem estar presas sob os destroços.
As primeiras 48 a 72 horas após um terremoto são consideradas especialmente críticas para o resgate de sobreviventes. Quando há acesso a água e alimentos, esse período pode ser ampliado, oferecendo uma janela maior para encontrar pessoas vivas. A corrida contra o tempo continuava enquanto o papa, do outro lado do Atlântico, mobilizava recursos e orações para um povo que enfrentava uma das piores tragédias naturais de sua história recente.
Citations marquantes
Desejo expressar minha solidariedade aos meus irmãos e irmãs colombianos que sofreram os efeitos do recente terremoto— Papa Leão XIV, durante Audiência Geral no Vaticano