Em Ribeirão Preto, o Palmeiras atravessou mais um domingo sem vitória, empatando sem gols com o Botafogo-SP numa partida que revelou tanto a estratégia quanto a fragilidade do momento. O técnico Abel Ferreira, de olho na estreia continental, preferiu preservar seus titulares e lançar jovens da base — uma escolha legítima, mas que aprofundou uma sequência de quatro jogos sem vencer e alimentou a inquietação de uma torcida já impaciente. Entre o pragmatismo do presente e a ambição da Libertadores, o clube navega numa tensão familiar ao futebol: o preço do amanhã cobrado no hoje.
Palmeiras empata sem gols com Botafogo-SP e chega a quatro jogos sem vitória
Quatro jogos sem vitória, e a torcida já pichava o CT
Por que Abel Ferreira decidiu escalar tantos garotos da base em um jogo do Paulista?
Ele tinha três jogos decisivos em oito dias e a estreia na Libertadores na quarta-feira. Precisava descansar os titulares.
Mas isso não explica por que o time jogou tão mal. Garotos da base podem jogar bem mesmo com pouco ritmo.
Verdade. O meio-campo especialmente não conseguiu organizar o jogo. Só Fabinho conseguiu fazer algo.
Qual era a expectativa da torcida para este jogo?
Era uma chance de melhorar o clima. A torcida havia criticado os jogadores e pichado o CT após a derrota anterior.
Então o empate sem gols piorou as coisas?
Sim. Agora são quatro jogos sem vitória. A pressão continua.
Como fica a Libertadores com este desempenho?
É difícil dizer. O Palmeiras vai ter seus titulares de volta, mas o momento é delicado.
Weverton foi bem, certo? Pelo menos o goleiro fez sua parte.
Sim, ele apareceu nos lances de maior perigo e evitou o gol.
Le Pouls
- Quatro jogos consecutivos sem vitória — incluindo derrotas para São Paulo e Defensa y Justiça — colocam o Palmeiras sob crescente pressão da torcida e da imprensa.
- A escalação repleta de garotos da base revelou um time sem ritmo e com dificuldade para criar jogadas próximas à área adversária, especialmente no primeiro tempo.
- Weverton, único titular em campo, precisou se superar em ao menos duas defesas decisivas para evitar que o Botafogo-SP saísse vencedor do Santa Cruz.
- A torcida, que já havia pichado o centro de treinamento após a derrota na Recopa, esperava uma reação que não veio — o empate mantém o clima tenso no clube.
- O foco agora se desloca inteiramente para a Libertadores: na quarta-feira, o Palmeiras enfrenta o Universitario do Peru fora de casa em sua estreia na competição continental.
Em Ribeirão Preto, o Palmeiras atravessou mais um domingo sem vitória, empatando sem gols com o Botafogo-SP numa partida que revelou tanto a estratégia quanto a fragilidade do momento. O técnico Abel Ferreira, de olho na estreia continental, preferiu preservar seus titulares e lançar jovens da base — uma escolha legítima, mas que aprofundou uma sequência de quatro jogos sem vencer e alimentou a inquietação de uma torcida já impaciente. Entre o pragmatismo do presente e a ambição da Libertadores, o clube navega numa tensão familiar ao futebol: o preço do amanhã cobrado no hoje.
O Palmeiras viajou a Ribeirão Preto com um elenco repleto de jovens da base para enfrentar o Botafogo-SP no estádio Santa Cruz, pela sexta rodada do Campeonato Paulista. O resultado — empate sem gols — foi o quarto jogo consecutivo sem vitória para o clube, que antes havia perdido para São Paulo e Defensa y Justiça e empatado com o Flamengo.
A escolha do técnico Abel Ferreira foi deliberada: com a estreia na Libertadores marcada para quarta-feira contra o Universitario do Peru, o treinador português poupou seus principais jogadores. Weverton foi o único titular em campo. A estratégia se refletiu no desempenho — o Palmeiras criou pouco, especialmente no primeiro tempo, quando as raras chances vieram de chutes de longe sem grande perigo.
O Botafogo-SP foi quem mais assustou, sobretudo nas bolas paradas. No segundo tempo, Victor Ramos ficou livre para cabecear dentro da área, mas Weverton se esticou para salvar. Do outro lado, Gabriel Silva desperdiçou a melhor chance alviverde ao isolar a bola de frente para o goleiro. O jovem Fabinho foi a exceção positiva no meio-campo, tentando organizar o time nos raros momentos de pressão.
Com o empate, o Palmeiras chegou a nove pontos e ocupa a terceira posição no Grupo C. Mas o resultado importa menos do que o clima: torcedores já haviam pichado o centro de treinamento após a derrota na Recopa Sul-Americana, e o empate sem gols não ajudou a dissipar a tensão. O clube agora vira a chave para a Libertadores, onde estreia fora de casa na quarta-feira.
O Palmeiras viajou até Ribeirão Preto no domingo para enfrentar o Botafogo-SP no estádio Santa Cruz, pela sexta rodada do Campeonato Paulista, levando um elenco repleto de jogadores da base. O resultado foi um empate sem gols que aprofundou a crise do clube: agora são quatro partidas consecutivas sem vitória. Antes deste domingo, o time havia perdido para São Paulo e Defensa y Justiça, além de ter empatado com o Flamengo e caído nos pênaltis.
O técnico Abel Ferreira optou deliberadamente por poupar seus principais nomes. Com a estreia na Libertadores marcada para a quarta-feira seguinte contra o Universitario do Peru, e após três jogos decisivos em oito dias, o treinador português decidiu dar oportunidade aos garotos da base. Weverton foi o único titular que entrou em campo. A estratégia refletiu diretamente no desempenho: o Palmeiras criou muito pouco, especialmente no primeiro tempo, quando as raras chances vieram de chutes despretensiosos de longe, com Wesley e Rafael Elias.
O jogo começou lento. Nos primeiros trinta minutos, pouca coisa aconteceu. O Botafogo teve uma chance com um chute cruzado fraco de Neto. O Palmeiras, por sua vez, enfrentava dificuldades para criar jogadas perto da área adversária. Nos últimos quinze minutos da primeira etapa, ambos os times tiveram oportunidades. Aos 35 minutos, Fabão cabeceou e Weverton se atrapalhou na saída, precisando que a defesa alviverde afastasse a bola perto da linha. Minutos depois, Wesley desperdiçou uma chance com um chute de fora da área que passou à esquerda do goleiro.
Na volta do intervalo, o ritmo permaneceu semelhante, mas o Botafogo passou a assustar mais nos lances de bola parada. Aos oito minutos do segundo tempo, um cruzamento encontrou Victor Ramos livre na área para cabecear, mas Weverton se esticou todo para evitar o gol. Como resposta, o Palmeiras levou perigo aos 16 minutos com Gabriel Silva, que ficou de frente para o goleiro mas isolou a bola.
O meio-campo do Palmeiras, formado principalmente por garotos da base, sofreu com a falta de ritmo e qualidade na hora de distribuir o jogo. A exceção foi o jovem Fabinho, que conseguiu organizar o time nos poucos momentos em que o Palmeiras pressionou. Weverton foi o destaque individual da partida, aparecendo nos lances de maior perigo. O Botafogo, sob comando de Argel Fucks, focou em não dar espaços para os jogadores avançados do Palmeiras, principalmente Giovani e Wesley.
Com o empate, o Palmeiras chegou aos nove pontos e ocupa a terceira posição no Grupo C do Campeonato Paulista. O Botafogo-SP, com seis pontos, está na mesma colocação mas no Grupo A. O resultado, porém, representa mais um capítulo da sequência negativa que tem gerado pressão da torcida. Um grupo de torcedores havia criticado os jogadores e pichado muros do centro de treinamento após a derrota para Defensa y Justiça na Recopa Sul-Americana. O jogo de domingo era uma oportunidade de melhorar o clima do clube, mas o empate sem gols mantém a equipe em situação delicada. O foco agora se volta para a Libertadores, onde o Palmeiras estreia na quarta-feira fora de casa.
Citations marquantes
O técnico português optou por dar espaço para os jovens da base e descansar nomes importantes do elenco— Estratégia de Abel Ferreira