Paes lidera pesquisa Datafolha para governador do Rio com 41% contra 19% de Douglas Ruas

Uma vantagem de 22 pontos não é comum — sugere base muito sólida
Paes lidera com 41% enquanto seu segundo colocado marca apenas 19% de intenção de voto.
Mark

Por que essa pesquisa importa agora, em agosto de 2026? A eleição não é em outubro?

Mimi

Sim, é em outubro. Mas agosto é quando as campanhas ganham velocidade de verdade. É quando os números começam a cristalizar. Uma vantagem de 22 pontos como a de Paes não é comum — sugere que ele tem uma base muito sólida.

Mark

E Douglas Ruas? Ele é uma ameaça real ou está muito longe?

Mimi

Está longe numericamente, mas ele é presidente da Assembleia. Tem poder institucional, tem máquina. A questão é se consegue converter isso em votos antes de outubro.

Mark

Garotinho parece estar em apuros com essa questão de inelegibilidade. Como isso muda as coisas?

Mimi

Se ele for barrado, aqueles 9% dele precisam ir para algum lugar. Alguns vão para Paes, alguns para Ruas, alguns para candidatos menores. Mas a verdade é que Paes já está tão à frente que talvez não mude muito o resultado final.

Mark

Ele diz que é perseguição. Você acredita?

Mimi

O que importa não é o que eu acredito. Importa o que o tribunal decide. A condenação por improbidade é um fato. Se o tribunal mantém a inelegibilidade, ele sai da disputa — independentemente de ele achar justo ou não.

Mark

Então Paes ganha?

Mimi

Os números sugerem isso fortemente. Mas eleição tem surpresas. Ainda faltam sete semanas.

  • Paes abre uma vantagem de 22 pontos percentuais sobre o segundo colocado, sinalizando uma liderança que vai além de uma simples preferência momentânea.
  • Douglas Ruas e Garotinho disputam um distante segundo plano, enquanto os demais candidatos mal registram presença no radar do eleitorado.
  • O Ministério Público Eleitoral pediu o indeferimento da candidatura de Garotinho por inelegibilidade decorrente de condenação por improbidade administrativa — uma bomba jurídica ainda sem detonação definida.
  • Garotinho rejeita a condenação como perseguição política, argumentando que não exercia função de ordenador de despesas à época dos fatos imputados.
  • O TRE-RJ ainda não se pronunciou, e sua decisão pode reconfigurar o campo de candidatos e redistribuir votos num cenário já bastante desequilibrado.

No Rio de Janeiro de 2026, uma pesquisa Datafolha revela que o prefeito Eduardo Paes carrega consigo quase metade das intenções de voto para o governo estadual, enquanto seus concorrentes disputam um espaço muito mais estreito. A política fluminense, historicamente marcada por reviravoltas e personagens de trajetórias complexas, apresenta agora um campo fragmentado — com a candidatura de Anthony Garotinho pairando sob a ameaça de uma decisão judicial que pode redesenhar o tabuleiro antes mesmo do pleito. É o momento em que as urnas ainda são uma promessa, mas os tribunais já começam a falar mais alto.

Uma pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira projeta o prefeito Eduardo Paes como favorito destacado na corrida pelo governo do Rio em 2026. Com 41% das intenções de voto, ele se distancia com folga de Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa pelo PL, que aparece em segundo lugar com 19%, e de Anthony Garotinho, pelo Republicanos, que marca 9% em terceiro.

O restante do campo permanece pulverizado: nenhum dos demais candidatos — entre eles um coronel reformado, um sindicalista, um vereador e dois empresários — ultrapassa 2%. Somam-se ainda 4% de indecisos e 16% que declaram intenção de votar em branco ou nulo. O levantamento ouviu 1.204 eleitores entre os dias 18 e 21 de agosto, com margem de erro de três pontos percentuais.

Mas o cenário carrega uma incógnita de peso. Na segunda-feira anterior à divulgação da pesquisa, o Ministério Público Eleitoral pediu o indeferimento da candidatura de Garotinho, alegando inelegibilidade por condenação em improbidade administrativa — episódio ligado ao período em que ele atuou como secretário de governo durante a administração de sua esposa, Rosinha Garotinho.

O ex-governador rejeita a acusação com veemência. Afirma que não era ordenador de despesas e que o processo representa uma perseguição motivada por denúncias que ele e sua família fizeram sobre irregularidades. A palavra final caberá ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, cuja decisão ainda está pendente — e pode mudar o mapa da disputa antes que ela de fato comece.

A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira desenha um cenário claro para a disputa pelo governo do Rio em 2026: o prefeito Paes sai na frente com uma vantagem considerável sobre seus concorrentes. Ele marca 41% de intenção de voto, um patamar que o coloca significativamente à frente do restante do campo.

Os candidatos que mais se aproximam dele ocupam uma distância considerável. Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa fluminense pelo PL, aparece em segundo lugar com 19%. O ex-governador Anthony Garotinho, que concorre pelo Republicanos, fica em terceiro com 9%. Todos os demais candidatos — o coronel reformado da PM João Jacques Busnello pela Missão, o sindicalista Cyro Garcia do PSTU, o vereador Willian Siri do PSOL, o empresário André Marinho pelo Novo e Juliete Pantoja pela UP — não ultrapassam 2% cada um. Há ainda 4% de eleitores indecisos e 16% que pretendem votar em branco ou nulo.

O levantamento foi realizado entre 18 e 21 de agosto, com 1.204 eleitores entrevistados no estado do Rio. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O Datafolha registrou a pesquisa junto à Justiça Eleitoral sob o número RJ-02945/2026.

Mas há uma sombra sobre a campanha de Garotinho. Na segunda-feira anterior à divulgação da pesquisa, o Ministério Público Eleitoral pediu o indeferimento de sua candidatura. A razão alegada é a inelegibilidade do candidato por conta de uma condenação por improbidade administrativa. A condenação remonta ao período em que Garotinho atuou como secretário de governo do Rio durante a administração de sua esposa, Rosinha Garotinho. A decisão ainda será analisada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro.

Garotinho nega as acusações e contesta a validade da condenação. Segundo ele, a condenação é um absurdo porque ele não era secretário de Saúde nem ordenador de despesa na época, e portanto não cometeu nenhuma ilegalidade. O ex-governador caracteriza o processo como uma perseguição motivada por denúncias que ele e sua família fizeram sobre irregularidades. Ele afirma que não há nada de verdadeiro na narrativa que está sendo construída contra ele. A decisão do tribunal sobre sua elegibilidade permanece pendente e pode alterar significativamente o cenário da disputa.

É um absurdo me condenar num processo onde eu não era secretário de Saúde, ordenador de despesa, que eu não cometi nenhuma ilegalidade
— Anthony Garotinho, ex-governador e candidato pelo Republicanos
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