Há eventos que lembram à humanidade sua pequenez diante do cosmos — e o eclipse lunar total de 7 de setembro é um deles. Por mais de três horas, a sombra da Terra engolirá a Lua, tingindo-a de vermelho para cerca de 60% da população mundial, enquanto o Brasil, banhado de luz solar naquele momento, permanecerá alheio ao espetáculo. Para que a distância geográfica não se torne também uma distância do maravilhamento, o Olhar Digital transmitirá o fenômeno ao vivo, com voz de especialistas, a partir das 14h de Brasília.
Olhar Digital transmite ao vivo eclipse lunar com Lua de Sangue neste domingo
A Lua adquire uma cor avermelhada que tinge a superfície lunar
Por que o eclipse não será visível aqui no Brasil, se a Lua é a mesma para todos nós?
É uma questão de geometria. O eclipse lunar só é visível de um lado da Terra — o lado que está voltado para a Lua no momento exato do evento. No domingo, esse lado será a Ásia, a África e a Austrália. O Brasil estará do outro lado, em plena luz do dia.
Mas espera — o texto diz que o nordeste poderia ver a fase penumbral. Isso é realmente observável, ou é mais teórico?
Teoricamente sim, mas na prática não. A fase penumbral é tão sutil que é quase imperceptível. E como o eclipse acontece durante o dia aqui, nem isso será possível.
Então essa cor vermelha da Lua — a "Lua de Sangue" — é sempre a mesma intensidade?
Não, varia. Depende de quanto pó e cinza vulcânica está na atmosfera terrestre. Quanto mais material, mais escura fica a Lua. Mas o mecanismo é sempre o mesmo: a luz solar passa pela atmosfera e é desviada, deixando um tom avermelhado.
E quanto àquele número de 87% da população mundial podendo ver pelo menos parte do eclipse? Isso inclui pessoas que têm acesso a céu limpo, certo? Porque nublado não conta.
Exato. É um número potencial. Se o céu estiver nublado, a pessoa não verá nada, mesmo estando na zona de visibilidade.
Por que o Olhar Digital está transmitindo isso? É só para quem não consegue ver, ou há algo mais?
É principalmente para quem não consegue ver. Mas também é uma oportunidade de trazer comentários de especialistas, de explicar o fenômeno enquanto ele acontece. Torna a experiência mais rica.
Quantos eclipses lunares totais acontecem por ano, em média?
Não há uma regra fixa. Alguns anos têm dois, outros nenhum. 2025 é um ano com dois eclipses lunares totais — este de setembro e o de março que já passou.
E depois deste, quando será o próximo eclipse lunar total visível do Brasil?
Isso não está no material que temos. Seria preciso consultar as efemérides astronômicas para saber com precisão.
O Pulso
- O eclipse mais longo de 2025 acontece neste domingo, mas o Brasil está completamente fora do ângulo de visibilidade — nem a fase penumbral será observável na maior parte do território.
- A 'Lua de Sangue' — o momento em que a Lua adquire tom avermelhado ao mergulhar na sombra terrestre — durará mais de 1h20m, criando uma janela rara que fascina astrônomos e leigos há séculos.
- Enquanto asiáticos, africanos orientais e australianos ocidentais assistem ao espetáculo completo, até 87% da população mundial verá ao menos uma fração do eclipse, desde que o céu coopere.
- O Olhar Digital responde à exclusão geográfica dos brasileiros com uma transmissão simultânea em seis plataformas digitais, apresentada por um editor de ciência e um astrônomo experiente, a partir das 14h de Brasília.
Há eventos que lembram à humanidade sua pequenez diante do cosmos — e o eclipse lunar total de 7 de setembro é um deles. Por mais de três horas, a sombra da Terra engolirá a Lua, tingindo-a de vermelho para cerca de 60% da população mundial, enquanto o Brasil, banhado de luz solar naquele momento, permanecerá alheio ao espetáculo. Para que a distância geográfica não se torne também uma distância do maravilhamento, o Olhar Digital transmitirá o fenômeno ao vivo, com voz de especialistas, a partir das 14h de Brasília.
Neste domingo, 7 de setembro, a Lua se transformará em um disco avermelhado por mais de uma hora e vinte minutos — mas o Brasil não verá nada disso. O eclipse lunar total ocorre entre 13h27 e 16h56 (horário de Brasília), em plena luz do dia, tornando qualquer observação impossível em território nacional. Mesmo o nordeste, que teoricamente poderia captar a tênue fase penumbral, não escapa dessa limitação.
O fenômeno será visível em grande parte da Ásia, no leste da África e no oeste da Austrália na íntegra. Ao todo, cerca de 60% da população mundial terá acesso ao eclipse completo, e até 87% poderá ver ao menos uma parte dele. A duração total é de 3 horas, 29 minutos e 24 segundos — tornando este o eclipse lunar mais longo de 2025.
A cor avermelhada característica da 'Lua de Sangue' resulta da luz solar filtrada pela atmosfera terrestre, que projeta sobre a superfície lunar um tom quente e perturbador. É um espetáculo que só ocorre em eclipses totais e que atravessa gerações de observadores fascinados.
Para não deixar os brasileiros de fora, o Olhar Digital transmitirá imagens em tempo real a partir das 14h, simultaneamente no site, YouTube, Facebook, Instagram, LinkedIn e TikTok. A apresentação ficará a cargo de Lucas Soares, editor de Ciência e Espaço, e do astrônomo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia e diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros.
Este é o segundo eclipse lunar do ano — o primeiro foi em março, visível principalmente nas Américas. Ainda há um eclipse solar parcial previsto para 21 de setembro, também invisível no Brasil. Assim, o país dependerá das telas para não perder os grandes eventos celestes de 2025.
Neste domingo, 7 de setembro, um dos espetáculos astronômicos mais notáveis do ano vai acontecer — mas não aqui. Um eclipse lunar total vai varrer meia dúzia de continentes, transformando a Lua em um disco avermelhado durante mais de uma hora e vinte minutos. No Brasil, porém, o fenômeno será invisível. Nem a fase total, nem a parcial será observável do território nacional. Um pequeno trecho do nordeste poderia, teoricamente, captar a fase penumbral — aquele escurecimento quase imperceptível que marca o início do evento — mas o eclipse começa às 13h27 e termina às 16h56 (horário de Brasília), em plena luz do dia, tornando qualquer observação impossível.
Quem estiver na maior parte da Ásia, na faixa oriental da África ou no oeste da Austrália verá o espetáculo completo, do primeiro contato até o último. Observadores no restante do continente africano, em boa parte da Europa e em outras regiões da Austrália conseguirão acompanhar pelo menos um trecho — seja da fase parcial ou da totalidade. No total, cerca de 60% da população mundial terá acesso ao fenômeno na íntegra, enquanto até 87% poderá ver alguma porção dele, desde que o céu esteja limpo.
O eclipse durará 3 horas, 29 minutos e 24 segundos no total. Mas o momento mais aguardado — a chamada "Lua de Sangue" — ocorre quando a Lua passa completamente pela sombra da Terra, adquirindo aquela cor avermelhada característica. Isso acontece porque a luz solar, ao atravessar a atmosfera terrestre, é filtrada e desviada, deixando a sombra do planeta com um tom avermelhado que tinge a superfície lunar. É um fenômeno que só ocorre durante eclipses lunares totais, e que fascina observadores há séculos.
Para que ninguém no Brasil fique de fora, o Olhar Digital vai transmitir imagens captadas em tempo real dos locais onde o eclipse será visível. A transmissão ao vivo começa às 14h (horário de Brasília) e será distribuída simultaneamente em todas as plataformas: site, YouTube, Facebook, Instagram, LinkedIn e TikTok. A apresentação e os comentários ficarão a cargo de Lucas Soares, editor de Ciência e Espaço do site, e do astrônomo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia, membro da Sociedade Astronômica Brasileira e diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros.
Este será o segundo eclipse lunar de 2025 e o mais longo do ano. O primeiro ocorreu em março e foi visível principalmente nas Américas. Ainda há mais um eclipse para este ano: um eclipse solar parcial marcado para 21 de setembro, que também não será visível no Brasil, mas poderá ser acompanhado apenas no sul da Austrália, nos oceanos Pacífico e Atlântico e na Antártida. Assim, enquanto grande parte do mundo terá a oportunidade de testemunhar um dos eventos celestes mais impressionantes do ano, os brasileiros dependerão das transmissões ao vivo para não perder este momento raro.
Citações Notáveis
A luz do Sol, ao atravessar a atmosfera terrestre, é filtrada e desviada, deixando a sombra da Terra com um tom avermelhado que tinge a superfície lunar— Explicação do fenômeno da Lua de Sangue