Nunes articula almoço com prefeitos da Grande SP para reforçar campanha de Flávio

Flávio venceu o estado, mas perdeu na capital e em 13 cidades
Apesar da vitória estadual no primeiro turno, o candidato enfrenta resistência em municípios-chave da região metropolitana.
Mark

Por que Nunes está fazendo isso? Ele é prefeito de São Paulo, não assessor de campanha.

Mimi

Porque o MDB dele está negociando com o PL. Nunes é uma ponte — ele tem trânsito com os prefeitos da região e com a cúpula do seu partido. Ao organizar esse almoço, ele mostra serviço para ambos os lados.

Luke

Mas espera — Lula venceu em 14 cidades da região, incluindo a capital. Quantos desses 38 prefeitos que vão ao almoço são de cidades que Flávio perdeu no primeiro turno?

Mimi

Boa pergunta. A fonte não detalha isso. Sabemos que Flávio perdeu em 14 cidades, mas não sabemos quantos daqueles prefeitos vão estar lá.

Mark

E Baleia Rossi? Ele está realmente em dúvida, ou isso é só formalidade?

Mimi

Ele está consultando os diretórios estaduais, então há alguma negociação acontecendo. Mas a decisão dele até terça-feira sugere que já há um caminho definido.

Luke

Ou sugere que ele quer parecer que está consultando. A fonte não nos diz se há resistência real dentro do MDB ou se é tudo combinado.

Mark

E se Baleia não apoiar Flávio? O que muda?

Mimi

Muda bastante. O MDB é um partido grande, com estrutura. Um apoio oficial multiplica a capacidade de mobilização. Sem ele, Flávio fica dependendo de alianças menores e de esforços como esse almoço.

Luke

Mas note que Flávio já venceu o estado com 51,93%. Ele não precisa do MDB para ganhar em São Paulo. Talvez Nunes esteja tentando garantir que a vitória seja mais confortável, ou que o partido tenha influência no governo que vier.

  • Nunes mobiliza 38 dos 39 prefeitos da Grande São Paulo para um almoço com Flávio Bolsonaro, transformando a região metropolitana em base de sustentação para o segundo turno.
  • A ausência do único prefeito petista da lista — Marcelo Oliveira, de Mauá — evidencia a divisão política numa região onde Lula venceu em 14 municípios no primeiro turno.
  • Apesar das perdas localizadas na capital e em cidades como São Bernardo e Diadema, Flávio saiu do primeiro turno com 51,93% dos votos válidos no estado, dando à campanha uma base sólida para trabalhar.
  • Em paralelo, Nunes pressiona o MDB a declarar apoio oficial a Flávio, com Baleia Rossi consultando diretórios estaduais e uma decisão esperada até terça-feira.

Em torno de uma mesa no Palácio Tangará, Ricardo Nunes tece uma rede de apoio municipal para a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, reunindo quase toda a Grande São Paulo num gesto que revela como o poder local pode ser convertido em força eleitoral. A região metropolitana, com seus 22 milhões de habitantes, torna-se palco de uma articulação que vai além do PL — estendendo-se até o MDB e seu presidente Baleia Rossi. É o momento em que a política de proximidade, feita de almoços e conversas discretas, molda os contornos de uma disputa nacional.

Ricardo Nunes assumiu o papel de principal articulador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro em São Paulo. Para o domingo, dia 10, ele organiza um almoço no Palácio Tangará, hotel de luxo na capital, reunindo prefeitos de 38 dos 39 municípios da Grande São Paulo — região com quase 22 milhões de habitantes. O único ausente será Marcelo Oliveira, de Mauá, filiado ao PT.

O encontro tem função estratégica clara: Flávio usará o espaço para pedir aos gestores municipais que mobilizem suas bases eleitorais no segundo turno. O desafio não é pequeno — no primeiro turno, Lula venceu na capital e em outras 13 cidades da região metropolitana, incluindo São Bernardo do Campo, Diadema e Carapicuíba. Ainda assim, Flávio terminou vitorioso no estado como um todo, com 51,93% dos votos válidos contra 38,02% do petista.

Nunes também trabalha numa segunda frente. Ele tenta convencer Baleia Rossi, presidente nacional do MDB, a declarar apoio oficial de sua legenda a Flávio. Os dois já almoçaram para discutir o tema, e Baleia consulta os diretórios estaduais do partido antes de anunciar sua decisão, esperada até terça-feira. A movimentação revela uma campanha que busca consolidar apoios institucionais além do PL, costurando alianças que atravessam múltiplas estruturas políticas.

Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, está assumindo o papel de articulador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Neste domingo, dia 10, ele organiza um almoço no Palácio Tangará, hotel de luxo na capital, reunindo prefeitos da região metropolitana ao redor do candidato do PL.

A convocação é ambiciosa em escala. Nunes espera trazer à mesa prefeitos de 38 dos 39 municípios que compõem a Grande São Paulo — uma região que abriga quase 22 milhões de pessoas. O único ausente será Marcelo Oliveira, prefeito de Mauá e filiado ao PT. O encontro funciona como um gesto político: Flávio usará o espaço para reforçar junto aos gestores municipais a importância de mobilizarem suas bases eleitorais em seu favor.

O contexto eleitoral é misto. No primeiro turno, Lula venceu Flávio na capital paulista e em outras 13 cidades da região metropolitana: Diadema, Francisco Morato, Taboão da Serra, Embu das Artes, Itapecerica da Serra, Rio Grande da Serra, Ferraz de Vasconcelos, Itapevi, São Bernardo do Campo, Franco da Rocha, Carapicuíba, Mauá e Itaquaquecetuba. Apesar dessas perdas localizadas, Flávio saiu vitorioso no estado de São Paulo como um todo, conquistando 51,93% dos votos válidos contra 38,02% do petista.

Paralelamente ao almoço, Nunes trabalha em outra frente. Ele tenta convencer Baleia Rossi, presidente nacional do MDB, a declarar o apoio oficial da legenda a Flávio. Os dois almoçaram na quarta-feira anterior para discutir o tema. Baleia está consultando os presidentes dos diretórios estaduais do partido e deverá anunciar sua decisão até terça-feira da semana seguinte. A movimentação revela como a campanha de Flávio busca consolidar apoios institucionais além do PL, transformando o segundo turno em uma mobilização que atravessa múltiplas estruturas políticas.

Flávio deverá reforçar a importância dos prefeitos na mobilização de suas bases eleitorais em favor de sua candidatura
— Contexto do encontro
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