Novo Nordisk sobe 6% com resultados promissores de comprimido para perda de peso

A primeira vez que um medicamento oral alcança resultados tão próximos de um injetável
Ludovic Helfgott, vice-presidente da Novo Nordisk, sobre o significado clínico do novo comprimido Wegovy.
Mark

Porque é que um comprimido é tão importante? Wegovy já existe e funciona.

Mimi

Porque nem toda a gente quer injeções. Um comprimido é mais fácil de tomar, menos assustador, mais discreto. Se os resultados são praticamente iguais, muda tudo em termos de adoção.

Luke

Mas espera — 16,6% versus 17%. Isso é praticamente igual? A diferença é pequena, sim, mas é uma diferença. E o estudo anterior foi feito em que condições? Foram os mesmos pacientes, o mesmo período?

Mimi

Bom ponto. O estudo anterior foi com a injeção, este foi com o comprimido. Não sabemos se as populações eram exatamente comparáveis.

Mark

E quanto à Eli Lilly? Estão realmente tão atrasados?

Mimi

Segundo os analistas citados, sim. Esperam uma decisão reguladora só em 2026. A Novo Nordisk pode ter aprovação ainda este ano.

Luke

Mas "esperam" é a palavra-chave. Ninguém sabe realmente o cronograma da Eli Lilly. Podem estar a trabalhar mais rápido do que se pensa.

Mark

A Novo Nordisk perdeu 40% do valor este ano. Isto resolve isso?

Mimi

Não resolve tudo, mas é um passo importante. Se conseguir aprovação e comercializar o comprimido, pode recuperar quota de mercado nos EUA.

Luke

Pode. Mas a aprovação ainda não é garantida. A FDA pode pedir mais dados, pode haver problemas que não apareceram no ensaio. E mesmo que aprove, a comercialização é outra batalha.

  • Um comprimido que replica 16,6% de perda de peso em 64 semanas — apenas 0,4 pontos abaixo da injeção — coloca a Novo Nordisk de volta ao centro da disputa pelo mercado da obesidade.
  • As ações da empresa subiram mais de 6% após o anúncio, sinal de que os investidores reconhecem o potencial transformador desta inovação num ano de perdas severas.
  • A empresa enfrenta uma pressão dupla: recuperar credibilidade após a saída do seu CEO e reconquistar quota de mercado perdida para a rival americana Eli Lilly.
  • A FDA deverá pronunciar-se no quarto trimestre de 2025, abrindo uma janela de oportunidade antes de qualquer decisão equivalente sobre o comprimido concorrente da Eli Lilly.
  • Um em cada três participantes no ensaio perdeu 20% do peso corporal — um resultado que reforça o argumento de que a forma oral pode democratizar o acesso a estes tratamentos.

No cruzamento entre ciência e mercado, a Novo Nordisk apresentou esta semana resultados que podem redefinir o acesso global ao tratamento da obesidade: um comprimido com eficácia quase idêntica à injeção que já transformou milhões de vidas. A farmacêutica dinamarquesa, que perdeu mais de 40% do seu valor bolsista em 2025, encontra agora num avanço clínico a possibilidade de reescrever a sua trajetória — e a de inúmeros doentes que hesitam perante uma agulha. A decisão reguladora nos Estados Unidos, esperada ainda este ano, determinará se esta promessa se converte em realidade.

A Novo Nordisk anunciou esta semana resultados de um ensaio clínico de fase 3 que podem alterar profundamente a sua posição no mercado farmacêutico global. O estudo, com duração de 64 semanas, testou uma versão em comprimido do Wegovy — até agora disponível apenas em injeção — e revelou uma perda média de 16,6% do peso corporal nos participantes. A diferença face à versão injetável é de apenas 0,4 pontos percentuais, e um terço dos doentes conseguiu eliminar 20% do seu peso. O vice-presidente executivo Ludovic Helfgott classificou o resultado como um marco histórico: a primeira vez que um medicamento oral para a obesidade se aproxima tanto da eficácia de um injetável.

O anúncio chega num momento delicado para a farmacêutica dinamarquesa. Outrora a empresa com maior capitalização bolsista da Europa, a Novo Nordisk perdeu mais de 40% do seu valor desde o início do ano, agravado pela saída do CEO Lars Jorgensen em maio. Com um valor de mercado agora próximo dos 238 mil milhões de euros, a empresa procura recuperar terreno face à rival americana Eli Lilly, que tem ganho quota de mercado nos últimos meses. As ações responderam com uma subida de mais de 6% após o anúncio.

O próximo passo decisivo será a aprovação regulatória nos Estados Unidos. A FDA deverá pronunciar-se no quarto trimestre de 2025, e a Eli Lilly — que também desenvolve um comprimido concorrente — está ainda mais atrasada no processo, com analistas a apontarem para uma decisão reguladora apenas no próximo ano. Esta janela temporal pode ser determinante para a Novo Nordisk reconquistar a liderança num mercado onde a acessibilidade e a comodidade de um comprimido podem fazer toda a diferença para milhões de doentes.

A Novo Nordisk viu as suas ações dispararem mais de 6% quando anunciou resultados de um ensaio clínico que pode reposicionar a farmacêutica dinamarquesa na corrida pelos medicamentos de perda de peso. O que está em jogo é uma versão em comprimido do Wegovy, o fármaco que até agora só existe em forma de injeção, e os testes mostram que funciona quase tão bem quanto o original.

Os números são o que importa aqui. Num ensaio clínico de fase 3 que durou 64 semanas, os pacientes que tomaram o comprimido perderam 16,6% do seu peso corporal. A diferença face à versão injetável é mínima — apenas 0,4 pontos percentuais abaixo dos 17% registados anteriormente. Mais significativo ainda: um em cada três participantes que tomou o comprimido conseguiu perder 20% do peso. Ludovic Helfgott, vice-presidente executivo de estratégia de produtos e portfólio da Novo Nordisk, descreveu isto como um marco — a primeira vez que um medicamento oral para a obesidade apresenta resultados tão próximos de um injetável.

O timing é crucial para a empresa. A Novo Nordisk tem estado sob pressão. No início do ano era ainda a cotada com maior capitalização bolsista da Europa, mas desde então perdeu mais de 40% do seu valor. A saída do anterior diretor-executivo Lars Jorgensen, em maio, marcou um período turbulento. Agora, com um valor em bolsa de cerca de 238 mil milhões de euros, a empresa está a tentar recuperar terreno perdido para a rival norte-americana Eli Lilly, que tem ganho quota de mercado nos últimos meses.

Um comprimido bem-sucedido poderia mudar o jogo, especialmente nos Estados Unidos, onde o mercado de medicamentos para a obesidade é maior. A Food and Drug Administration, a agência reguladora norte-americana, deverá tomar uma decisão sobre a aprovação no quarto trimestre deste ano. Helfgott reforçou que a empresa está cada vez mais convencida da importância de um medicamento oral — uma forma mais acessível e menos intimidante do que uma injeção para muitos doentes.

A Eli Lilly também está a desenvolver um comprimido para a perda de peso, mas está mais atrasada no processo. Analistas citados pela imprensa especializada esperam que a decisão reguladora sobre o seu concorrente oral só chegue durante o próximo ano. Isto dá à Novo Nordisk uma janela de oportunidade para recuperar a liderança que perdeu e reafirmar-se como a força dominante no mercado de medicamentos para a obesidade.

A empresa está cada vez mais convencida da importância de um medicamento oral
— Ludovic Helfgott, vice-presidente executivo de estratégia de produtos e portfólio da Novo Nordisk
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