simplificar a vida digital dos clientes com transparência e previsibilidade
A Nio, herdeira da base de clientes da Oi Fibra e terceira maior operadora de acesso fixo do Brasil, anuncia sua entrada no mercado de telefonia móvel por meio de uma parceria com a Surf Telecom, adotando o modelo de operadora virtual para oferecer serviços convergentes de fibra e 5G. O movimento, previsto para o segundo semestre de 2026, reflete uma tendência mais ampla do setor: a busca por vínculos mais profundos com o cliente, reunindo sob um mesmo teto os fios que conectam a vida doméstica e a mobilidade cotidiana. Para uma empresa nascida de uma reestruturação, é também um gesto de afirmação — a declaração de que chegou para ficar e crescer.
- A Nio, com 3,2 milhões de clientes em banda larga fixa, sente a pressão competitiva das grandes operadoras que já oferecem pacotes convergentes há anos e precisa ampliar seu portfólio para não perder terreno.
- A parceria com a Surf Telecom — presente em mais de 5 mil municípios e com 10 milhões de clientes em plataformas virtuais — permite à Nio entrar no mercado móvel sem construir infraestrutura própria, reduzindo drasticamente o risco e o investimento inicial.
- O lançamento comercial está programado para o segundo semestre de 2026, com planos integrados de fibra óptica e 5G disponíveis nas cerca de 300 cidades onde a Nio já opera.
- A estratégia mira diretamente a retenção de clientes e o aumento do ticket médio, dois indicadores que determinam a saúde financeira de qualquer operadora no longo prazo.
- O CEO Márcio Fabbris posiciona o movimento como parte de uma visão maior: simplificar a experiência digital dos brasileiros com transparência e integração — uma narrativa que diferencia a Nio das gigantes do setor.
A Nio, empresa que surgiu da aquisição da base de clientes da Oi Fibra e hoje ocupa a terceira posição no mercado de acesso fixo à internet no Brasil, anunciou nesta terça-feira sua entrada no segmento de telefonia móvel. A iniciativa se concretiza por meio de uma parceria com a Surf Telecom, especializada em estruturar redes móveis virtuais, e prevê o lançamento comercial para o segundo semestre de 2026.
O modelo adotado é o de Operadora Móvel Virtual (MVNO), que dispensa a construção de infraestrutura própria. A Nio utilizará a plataforma da Surf — presente em mais de 5 mil municípios e com histórico de atender cerca de 10 milhões de clientes por meio de operadoras virtuais — para oferecer serviços 5G integrados aos seus planos de fibra óptica. A oferta convergente estará disponível nas aproximadamente 300 cidades onde a empresa já atua, alcançando sua base atual de 3,2 milhões de assinantes.
A estratégia responde a uma tendência consolidada no mercado brasileiro: operadoras que combinam serviços fixos e móveis retêm mais clientes e ampliam o gasto médio mensal por usuário, ganhando competitividade frente às grandes operadoras nacionais que já praticam a convergência há anos.
O CEO Márcio Fabbris destacou que o movimento reforça a missão da Nio de simplificar a vida digital dos clientes, com foco em transparência e experiência integrada. Para a Surf Telecom, a parceria consolida seu papel como plataforma de referência para provedores regionais que desejam ingressar no mercado móvel sem os altos custos de uma rede própria. Controlada por fundos geridos pelo BTG Pactual, a Nio escreve assim um novo capítulo em sua trajetória de expansão.
A Nio, empresa que nasceu da aquisição da base de clientes da Oi Fibra, está prestes a entrar no mercado de telefonia móvel. O anúncio chegou nesta terça-feira sob a forma de uma parceria com a Surf Telecom, operadora especializada em estruturar redes móveis virtuais. A estratégia marca um passo importante na expansão da companhia, que hoje atende 3,2 milhões de clientes apenas no segmento de banda larga fixa e agora busca oferecer serviços integrados em aproximadamente 300 cidades onde já mantém operação.
O lançamento comercial está previsto para o segundo semestre de 2026. A proposta é simples: combinar os planos de fibra óptica que a Nio já comercializa com serviços móveis 5G, criando uma oferta convergente. Essa abordagem permite que o cliente contrate internet fixa e telefonia celular de um único fornecedor, com a possibilidade de integração entre os serviços. A empresa afirma que essa solução foi pensada para simplificar a experiência digital das pessoas, oferecendo transparência e previsibilidade nas ofertas.
O modelo escolhido pela Nio é o de Operadora Móvel Virtual, conhecido pela sigla MVNO. Nesse arranjo, a empresa não precisa construir ou manter sua própria infraestrutura de rede. Em vez disso, comercializa serviços móveis usando a estrutura de terceiros. A Surf Telecom, parceira nessa operação, é a responsável por viabilizar essa plataforma. A Surf já está presente em mais de 5 mil municípios brasileiros e afirma ter atendido cerca de 10 milhões de clientes por meio das operadoras virtuais que funcionam em sua plataforma.
Essa entrada no segmento móvel não é um movimento isolado. O mercado de telecomunicações brasileiro vem observando uma tendência clara: operadoras de banda larga buscam ampliar seu relacionamento com clientes oferecendo serviços fixos e móveis em conjunto. A estratégia funciona em duas frentes. Primeiro, aumenta a retenção de clientes, já que eles têm menos incentivo para trocar de operadora quando contratam múltiplos serviços. Segundo, amplia o ticket médio por cliente, ou seja, quanto cada pessoa gasta mensalmente com a operadora. Além disso, permite que empresas menores compitam com as grandes operadoras nacionais, que já oferecem pacotes convergentes há anos.
A Nio chega ao mercado móvel em um momento de consolidação. A empresa foi criada após a separação estrutural da operação de fibra da Oi, e a nova marca já se estabeleceu no mercado de acesso fixo à internet, ocupando a terceira posição no Brasil. O principal acionista da companhia é um conjunto de fundos geridos pelo BTG Pactual. A oferta móvel será inicialmente direcionada à base atual de assinantes, com planos integrados que combinam fibra e telefonia celular.
O CEO da Nio, Márcio Fabbris, afirmou que o lançamento reforça a visão da empresa de simplificar a vida digital dos clientes, oferecendo soluções que façam sentido para o dia a dia das pessoas. Ele destacou a importância da transparência, previsibilidade e de uma experiência cada vez mais integrada e fluida. Para a Surf Telecom, a parceria amplia sua presença entre provedores regionais e operadoras de banda larga que desejam ingressar no mercado móvel sem o investimento pesado de construir infraestrutura própria. A iniciativa marca o próximo capítulo da Nio no mercado de telecomunicações brasileiro.
Notable Quotes
O lançamento reforça nossa visão de simplificar a vida digital dos clientes, oferecendo soluções que façam sentido para o dia a dia das pessoas, com transparência, previsibilidade e uma experiência diferenciada— Márcio Fabbris, CEO da Nio
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que a Nio escolheu o modelo MVNO em vez de tentar construir sua própria rede?
Porque construir rede própria exigiria investimento massivo em infraestrutura, espectro e licenças. O MVNO permite que ela entre no mercado móvel rapidamente, usando a estrutura da Surf, e foque no que já sabe fazer bem: relacionamento com clientes de banda larga.
Qual é o risco dessa estratégia?
O risco principal é a dependência da Surf. Se houver problemas na rede ou na plataforma, a Nio fica vulnerável. Além disso, ela não controla a qualidade técnica do serviço móvel, apenas a comercialização.
Por que agora? Por que a Nio não fez isso antes?
A Nio precisava primeiro consolidar a marca e a operação de banda larga após sair da Oi. Com 3,2 milhões de clientes já estabelecidos, ela tem uma base sólida para oferecer serviços convergentes. Agora faz sentido.
Qual é o diferencial competitivo da Nio em relação a outras MVNOs?
A Nio já tem relacionamento direto com milhões de clientes de banda larga. Ela pode oferecer integração real entre os serviços, não apenas vender móvel como um complemento. Isso é mais valioso do que uma MVNO pura que começa do zero.
Isso vai funcionar?
Depende da execução. A convergência é uma tendência real no mercado, e clientes gostam de simplificar. Mas a Nio precisa oferecer preços competitivos e uma experiência de atendimento integrada. Se conseguir isso, tem potencial.