Há algo de simbólico no retorno de Neymar ao Santos: o maior nome do futebol brasileiro voltou da Copa do Mundo de 2026 com apenas 37 minutos jogados e mais horas acumuladas em mesas de pôquer do que em gramados oficiais. O torneio, que deveria ser palco de redenção, tornou-se mais um capítulo de uma carreira que oscila entre o talento incontestável e a fragilidade — física e narrativa. Neste sábado, diante da Chapecoense na Vila Belmiro, o jogador tem a oportunidade rara que o esporte oferece: começar de novo.
Neymar retorna ao Santos após Copa com mais horas de pôquer que futebol
Mais tempo em mesas de pôquer do que correndo atrás da bola
Por que um jogador do nível de Neymar acaba passando mais tempo em mesas de pôquer do que em campo após uma Copa?
Porque ele estava machucado, poupado, e tinha folgas. Mas a questão real é o contraste — enquanto descansava, seus companheiros estavam em campo. Isso gera ruído.
Seu pai publicou um apelo pedindo para ele voltar a sorrir no futebol. Neymar respondeu jogando pôquer. O que isso diz?
Diz que ele está tentando lidar com a frustração à sua maneira. Talvez o pôquer seja uma fuga, ou talvez seja apenas um jogador em férias forçadas. Mas a mensagem que chega ao público é confusa.
Ancelotti disse que Neymar só entraria se estivesse em alto nível. Ele entrou mesmo assim.
Entrou, marcou um pênalti, mas passou a maior parte do tempo se recuperando. Não era o que se esperava. Houve até atrito entre a CBF e o Santos sobre o quanto a lesão era grave.
E agora ele volta ao Santos contra a Chapecoense. Isso é um recomeço ou uma continuação do mesmo problema?
É um teste. Se ele jogar bem, a narrativa muda. Se não, as dúvidas só aumentam. Tudo que aconteceu na Copa — a lesão, o pouco tempo, o pôquer — fica pendurado sobre ele.
El Pulso
- O Brasil foi eliminado da Copa com uma derrota por 2 a 1 para a Noruega, e Neymar, seu símbolo maior, somou apenas 37 minutos em campo durante todo o torneio — menos tempo do que muitos reservas.
- Uma lesão no tornozelo direito de grau 2 gerou atrito entre a CBF e o Santos, com as duas entidades divergindo sobre a gravidade real do problema, lançando sombras sobre a gestão do atleta.
- Enquanto seus companheiros goleavam a Universidad Central pela Sul-Americana, Neymar participava de um torneio de pôquer em São Paulo, alimentando uma narrativa de descompromisso que explodiu nas redes sociais.
- O jogador respondeu às críticas com ironia e tom defensivo, mas o contraste com o apelo emocionado de seu pai — pedindo ao filho que voltasse a sorrir dentro de campo — revelou uma tensão mais profunda sobre seu futuro no esporte.
- A estreia pelo Santos neste sábado contra a Chapecoense surge como uma janela de recomeço, mas também como um teste: o público e a imprensa observarão cada minuto em busca de sinais do jogador que ele ainda pode ser.
Há algo de simbólico no retorno de Neymar ao Santos: o maior nome do futebol brasileiro voltou da Copa do Mundo de 2026 com apenas 37 minutos jogados e mais horas acumuladas em mesas de pôquer do que em gramados oficiais. O torneio, que deveria ser palco de redenção, tornou-se mais um capítulo de uma carreira que oscila entre o talento incontestável e a fragilidade — física e narrativa. Neste sábado, diante da Chapecoense na Vila Belmiro, o jogador tem a oportunidade rara que o esporte oferece: começar de novo.
Neymar voltou ao Santos na semana passada carregando um contraste difícil de ignorar: desde a eliminação do Brasil na Copa do Mundo, em 5 de julho, ele acumulou mais horas em mesas de pôquer do que em campos de futebol. No torneio disputado nos Estados Unidos, o camisa 10 somou apenas 37 minutos de jogo — tempo suficiente para entrar contra a Noruega, converter um pênalti e ver o Brasil ser eliminado por 2 a 1 no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Uma lesão no tornozelo direito de grau 2 o manteve à margem durante boa parte do torneio e gerou atrito entre a CBF e o Santos, que teriam divergido sobre a real gravidade do problema. Carlo Ancelotti, técnico da seleção, foi questionado repetidamente sobre a convocação e deixou claro que o jogador só teria espaço se estivesse em condições de atuar em alto nível — condição que raramente se concretizou.
Reintegrado ao elenco santista em 18 de julho, Neymar recebeu tratamento especial. Quando o time viajou à Venezuela para enfrentar a Universidad Central pela Sul-Americana — partida vencida por 4 a 1 —, ele foi poupado pelo técnico Cuca, que citou o desgaste e a ausência de férias. Neymar ficou em São Paulo e participou de um torneio de pôquer. No dia seguinte, com folga concedida ao elenco, disputou dois eventos de carteado, um deles com duração de cerca de 12 horas. Não figurou entre os premiados.
Nas redes sociais, respondeu às críticas com ironia, argumentando que havia treinado pela manhã e estava apenas aproveitando seu dia livre. A resposta contrastou com a mensagem pública de seu pai, que dias antes havia pedido ao filho que não abandonasse o futebol e voltasse a sentir alegria com a bola nos pés.
Agora, com estreia marcada para este sábado contra a Chapecoense, na Vila Belmiro, às 18h30, pelo Campeonato Brasileiro, Neymar busca transformar a partida em ponto de virada — um novo capítulo após uma Copa que o deixou com poucas memórias em campo e muitas perguntas sobre o que ainda resta de sua carreira.
Neymar retornou ao Santos na semana passada carregando um recorde peculiar: desde que o Brasil foi eliminado da Copa do Mundo, no dia 5 de julho, ele passou mais horas sentado em mesas de pôquer do que em um campo de futebol. Durante o torneio nos Estados Unidos, o camisa 10 acumulou apenas 37 minutos de jogo — tempo suficiente para entrar no segundo tempo contra a Noruega e converter um pênalti, mas não o bastante para silenciar as críticas que o cercaram desde sua convocação.
A eliminação brasileira foi amarga. O time perdeu para a Noruega por 2 a 1 no MetLife Stadium, em Nova Jersey, após ficar de fora do confronto anterior contra o Japão. Quando finalmente entrou em campo, Neymar marcou, mas sua atuação foi ofuscada por uma lesão no tornozelo direito que o manteve recuperando-se durante boa parte do torneio — um problema de grau 2 que gerou atrito entre a CBF e o Santos, que teriam discordado sobre a gravidade real da lesão.
De volta a São Paulo, reintegrado ao elenco no dia 18 de julho, Neymar recebeu um tratamento especial. Na terça-feira seguinte, quando o Santos viajou para a Venezuela para uma partida pela Sul-Americana, ele foi poupado. O técnico Cuca justificou a decisão citando a falta de férias do jogador, a sequência de compromissos do time e o desgaste da viagem. Enquanto seus companheiros goleavam a Universidad Central por 4 a 1, Neymar estava em um hotel em São Paulo participando de um torneio de pôquer.
No dia seguinte, quando a comissão técnica concedeu folga ao elenco, Neymar aproveitou para participar de dois eventos de carteado. No primeiro, durou cerca de duas horas antes de perder duas mãos consecutivas. No segundo, que se estendeu por aproximadamente 12 horas, ele chegou a vencer uma mão contra Deickson Abril, um jogador conhecido como "Gordão", mas foi eliminado antes do final. Abril conquistou o título e um prêmio de 245 mil reais. Neymar não figurou entre os nove jogadores premiados.
Nas redes sociais, o atacante respondeu às críticas com ironia. Argumentou que havia trabalhado pela manhã, não havia faltado aos treinos e estava apenas aproveitando seu dia de folga. "Estou me preparando para o treino. Posso treinar ou vocês vão ficar cornetando também?", escreveu, em tom defensivo. A resposta contrastava com a mensagem que seu pai havia publicado dias antes, logo após a eliminação do Brasil. O pai pediu ao filho para não abandonar o esporte, para voltar a sentir alegria com a bola nos pés e a sorrir dentro de campo.
A trajetória de Neymar na Copa havia sido marcada por incertezas desde o início. Carlo Ancelotti, técnico da seleção, foi questionado diversas vezes sobre sua convocação e respondeu que o jogador só integraria o grupo se estivesse em condição de atuar em alto nível. Nos Estados Unidos, porém, ele passou a maior parte do tempo se recuperando, longe do que se esperava de um dos principais nomes do futebol brasileiro.
Agora, com a estreia marcada para este sábado contra a Chapecoense, na Vila Belmiro, às 18h30, pelo Campeonato Brasileiro, Neymar tenta deixar as polêmicas para trás. A partida representa uma chance de iniciar um novo capítulo após uma Copa que o deixou marcado por pouco tempo em campo e muitas dúvidas sobre seu futuro como jogador.
Citas Notables
Que vantagem tinha em trazer ele para cá? Vocês vieram e viram o quanto é dura a viagem, o quanto é difícil chegar em condições ideais— Técnico Cuca, justificando a ausência de Neymar na viagem à Venezuela
Volte a sentir alegria com a bola nos pés. Volte a sorrir dentro de campo. Hoje você está saudável— Pai de Neymar, em apelo publicado após a eliminação do Brasil