Há histórias que se medem em gols, e há gols que se medem em história. No sábado, na Vila Belmiro, Neymar voltou ao campo após mais de dois meses de ausência e inscreveu seu nome entre os dez maiores artilheiros de todos os tempos do Santos FC, clube que o formou e ao qual retornou. Com 158 gols em 276 jogos, ele não apenas marcou duas vezes contra a Chapecoense — ele atravessou uma fronteira simbólica que poucos atletas alcançam dentro de uma mesma instituição.
Neymar entra no top 10 de artilheiros do Santos com dois gols contra Chapecoense
Neymar retorna e já entra no panteão histórico do Santos
Dois meses longe do time é muito tempo. Como um jogador volta a esse nível de performance tão rápido?
Neymar tinha acabado de disputar a Copa do Mundo. Ele não estava parado — estava em competição de altíssimo nível. Depois tirou férias, mas o ritmo de jogo internacional deixa o corpo preparado. Mesmo assim, dois gols no primeiro jogo é notável.
Mas o Santos empatou 2 a 2. Não sabemos se Neymar foi decisivo ou se apenas marcou gols em um resultado que não ajudou muito o time.
Verdade. Mas historicamente, quando Neymar volta ao Santos, ele tende a fazer diferença. Agora ele está no top 10 de artilheiros da história.
Qual é a distância até o oitavo lugar?
Araken Patusca tem 184 gols. Neymar tem 158. São 26 gols de diferença.
Em quantos jogos? Porque se Neymar precisar de 50 partidas para chegar lá, é uma coisa. Se precisar de 20, é outra completamente diferente.
Ele já marcou oito gols em 16 partidas nesta temporada. Se mantiver esse ritmo, chega lá em poucas rodadas.
E Pelé? Alguém vai chegar perto de 1091 gols?
Não. Pelé jogou em uma era diferente, com mais jogos por temporada e contextos muito distintos. Comparar é quase impossível.
Mas o que importa é que Neymar agora está entre os dez maiores do clube. É um marco pessoal e histórico.
O Pulso
- Após mais de dois meses fora — entre Copa do Mundo e férias —, Neymar voltou ao Santos com urgência de quem sabe que o tempo não para.
- A comemoração com gesto de baralho foi uma resposta bem-humorada às críticas recentes, transformando polêmica em cena de futebol.
- Dois gols em um único jogo de retorno sinalizaram que o atacante não voltou para ocupar espaço, mas para disputar protagonismo.
- Com 158 gols, Neymar ultrapassou Pagão e entrou no top 10 histórico do Santos, numa lista dominada por Pelé no topo com 1.091.
- O empate em 2 a 2 com a Chapecoense mostrou que o time ainda busca consistência, mas a volta do camisa 10 em forma reacende expectativas para o restante da temporada.
Há histórias que se medem em gols, e há gols que se medem em história. No sábado, na Vila Belmiro, Neymar voltou ao campo após mais de dois meses de ausência e inscreveu seu nome entre os dez maiores artilheiros de todos os tempos do Santos FC, clube que o formou e ao qual retornou. Com 158 gols em 276 jogos, ele não apenas marcou duas vezes contra a Chapecoense — ele atravessou uma fronteira simbólica que poucos atletas alcançam dentro de uma mesma instituição.
O Santos empatou em 2 a 2 com a Chapecoense na Vila Belmiro, pela 20ª rodada do Brasileirão, mas o resultado importava menos do que o que aconteceu dentro de campo. Era o dia do retorno de Neymar, ausente desde 17 de maio — quando o Santos perdeu para o Coritiba — e depois convocado para a Copa do Mundo, seguida de férias.
Aos 35 minutos do primeiro tempo, Igor Vinícius acionou pela direita, Neymar tabelou com Barreal dentro da área e finalizou com precisão. Na comemoração, simulou distribuir cartas de baralho — uma resposta bem-humorada à repercussão de uma partida de pôquer sua durante a Copa Sul-Americana. O segundo gol veio aos 43 do segundo tempo: goleiro adversário saiu precipitado, Neymar esperou e finalizou de chapa, no alto, sem chance de defesa.
Com esses dois gols, o atacante chegou a 158 na história do clube e ultrapassou Pagão, assumindo a nona posição no ranking de artilheiros históricos do Santos. Acima dele, nomes que atravessam décadas: Araken Patusca, Edu, Dorval, Feitiço, Toninho Guerreiro, Coutinho, Pepe — e Pelé, intocável no topo com 1.091 gols.
Em 276 jogos por duas passagens, Neymar também distribuiu 71 assistências. Na temporada atual, já soma oito gols em 16 partidas. O empate deixou claro que o Santos ainda tem muito a conquistar, mas a volta do camisa 10 em forma é um sinal de que o clube pode contar com um reforço decisivo nas rodadas que virão.
O Santos empatou 2 a 2 com a Chapecoense no sábado 25 de julho, na Vila Belmiro, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado poderia ter passado despercebido entre tantos outros, mas o que importava naquele dia era o retorno de Neymar aos gramados após mais de dois meses longe do time. O atacante havia saído de campo em 17 de maio, quando o Santos perdeu por 3 a 0 para o Coritiba na Neo Química Arena. No dia seguinte, a Seleção Brasileira o convocou para a Copa do Mundo. Depois vieram duas semanas de férias, e só agora ele voltava a vestir a camisa 10 do Peixe.
Aos 35 minutos do primeiro tempo, Neymar marcou seu primeiro gol. Igor Vinícius acionou pela direita, encontrou o camisa 10 dentro da área, que tabelou com Barreal e finalizou com precisão, deslocando o goleiro. Na comemoração, Neymar fez um gesto simulando a distribuição de cartas de baralho — uma resposta bem-humorada às críticas que havia recebido semanas antes, quando uma partida de pôquer sua durante a participação do Santos na Copa Sul-Americana ganhou repercussão nas redes sociais.
O segundo gol veio aos 43 minutos do segundo tempo. Desta vez, Neymar aproveitou uma saída precipitada do goleiro adversário, esperou o movimento da defesa e finalizou de chapa, no alto, sem deixar qualquer chance de defesa. Dois gols em seu primeiro jogo após o retorno. Não era apenas uma volta ao time — era um retorno com marca.
Com esses dois gols contra a Chapecoense, Neymar chegou aos 158 gols pelo Santos. O número o colocava oficialmente no grupo dos dez maiores artilheiros da história do clube. Ele ultrapassava Pagão, que tinha 157, e ocupava agora a nona posição. Acima dele estavam nomes que atravessam décadas: Araken Patusca com 184 gols, Edu com 185, Dorval com 194, Feitiço com 215, Toninho Guerreiro com 279, Coutinho com 368, Pepe com 405, e Pelé, intocável no topo com 1091 gols.
Em números absolutos, Neymar havia disputado 276 jogos em duas passagens pelo Santos e distribuído 71 assistências. Na temporada em curso, havia entrado em campo 16 vezes e marcado oito gols. O retorno, portanto, não era apenas simbólico. Ele chegava com fome de gols e com a responsabilidade de um time que o esperava. O empate com a Chapecoense deixava claro que o Santos ainda tinha muito a conquistar naquela temporada, mas a volta de seu camisa 10 em forma era um sinal de que o time poderia contar com um reforço importante nas rodadas que viriam.
Citações Notáveis
Neymar retornou ao clube após mais de dois meses afastado por conta da participação na Copa do Mundo e duas semanas de férias após o Mundial— Contexto da reportagem