Na 24ª rodada do Brasileirão, o Santos dividiu pontos com o Mirassol numa noite que revelou, uma vez mais, a tensão entre o talento individual e as fragilidades coletivas. Neymar e Barreal iluminaram o ataque santista com combinações de qualidade, mas erros defensivos e uma finalização imprecisa impediram a vitória que o jogo parecia reservar ao time da Baixada. O empate ficará na memória como um retrato fiel de uma equipe em construção — capaz de criar, ainda incapaz de concluir.
Neymar e Barreal brilham em empate do Santos com Mirassol pela 24ª rodada
Neymar segue como maestro, mas a finalização segue fraca
Por que Neymar e Barreal brilharam se o time não venceu?
Porque brilho não é só sobre marcar gols. Neymar criou oportunidades que seus companheiros desperdiçaram no primeiro tempo. Barreal marcou um gol bonito, mas foi impreciso em outros momentos. O time criou, mas não finalizou bem.
A defesa foi o problema então?
Não só. A defesa teve um erro grave que resultou no gol do Mirassol, mas no geral se comportou bem. O problema foi a falta de precisão ofensiva. Tiveram chances claras e não aproveitaram.
João Schmidt recebeu amarelo. Isso muda algo?
Muda para o clássico contra o Corinthians. Ele fica suspenso. Era um dos melhores em campo defensivamente, então a equipe perde uma peça importante.
As substituições do Cuca funcionaram?
Não muito. Thaciano entrou para ser arma aérea mas participou pouco. Gabriel Bontempo deu mais qualidade, mas no geral as trocas não tiveram o efeito esperado.
Então é um resultado frustrante?
Muito. O Santos criou o suficiente para vencer. Neymar fez seu trabalho, Barreal marcou, mas a falta de efetividade no ataque custou pontos.
El Pulso
- O Santos criou chances suficientes para vencer, mas a imprecisão na finalização transformou uma noite promissora em frustração para a torcida.
- Um erro grave de Escobar na saída de bola abriu caminho para o gol do Mirassol, expondo a fragilidade defensiva que persiste no elenco.
- Neymar e Barreal combinaram para o gol santista — o camisa 10 como maestro, o argentino como executor — num lance que mostrou o potencial ofensivo da dupla.
- A suspensão de João Schmidt, que levou cartão amarelo, lança sombra sobre o clássico contra o Corinthians, adicionando pressão ao momento do clube.
- O técnico Cuca viu suas apostas nas substituições renderem pouco, e o empate consolida a sensação de dois pontos desperdiçados diante de um adversário reduzido a dez.
Na 24ª rodada do Brasileirão, o Santos dividiu pontos com o Mirassol numa noite que revelou, uma vez mais, a tensão entre o talento individual e as fragilidades coletivas. Neymar e Barreal iluminaram o ataque santista com combinações de qualidade, mas erros defensivos e uma finalização imprecisa impediram a vitória que o jogo parecia reservar ao time da Baixada. O empate ficará na memória como um retrato fiel de uma equipe em construção — capaz de criar, ainda incapaz de concluir.
O Santos não foi além do empate com o Mirassol na 24ª rodada do Brasileirão, e o resultado deixou a torcida dividida entre o alívio de não ter perdido e a frustração de não ter vencido. O time criou oportunidades claras ao longo dos noventa minutos, mas esbarrou na imprecisão e em erros que custaram caro.
Neymar voltou a ser o centro de tudo. No primeiro tempo, deixou Gustavo Henrique e Barreal em posições privilegiadas, mas ambos desperdiçaram. No segundo, acertou o passe para Barreal abrir o placar e ainda sofreu a falta que resultou na expulsão de Wallisson, do Mirassol. Uma atuação de maestro, com nota 7.5. Barreal, por sua vez, foi a outra grande referência ofensiva da noite — movimentou-se bem, criou desequilíbrios e, quando teve calma, finalizou com precisão para marcar. Nota 7.0.
A defesa, porém, apresentou rachaduras. Escobar, esforçado na marcação, cometeu a falha que originou o gol adversário. Igor Vinícius errou na saída de bola e cruzou sem ter companheiros na área. Gabriel Brazão não teve muito trabalho, mas não conseguiu evitar a finalização de fora da área que empatou o jogo. No meio, Willian Arão foi seguro, mas também não bloqueou o chute decisivo do Mirassol. João Schmidt se destacou defensivamente, porém levará suspensão ao clássico contra o Corinthians por acúmulo de cartões.
As substituições não surtiram o efeito esperado. Thaciano, Gabriel e Caballero participaram pouco ou não se entenderam com os companheiros. Gabriel Bontempo, que entrou como atacante, acabou recuando para o meio-campo após a saída de Schmidt. Cuca viu seu time funcionar em momentos, mas a finalização segue sendo o calcanhar de Aquiles da equipe. O empate soa, acima de tudo, como uma oportunidade perdida.
O Santos saiu do campo com um empate contra o Mirassol na 24ª rodada do Brasileirão, um resultado que deixou a torcida dividida entre o alívio e a frustração. Na prática, o time criou oportunidades suficientes para vencer, mas esbarrou numa finalização imprecisa e em erros defensivos que custaram caro.
Neymar seguiu como o maestro da equipe, orquestrando o jogo com a qualidade que o caracteriza nesta fase. Ele foi responsável por deixar companheiros em posições privilegiadas no primeiro tempo — Gustavo Henrique e Barreal tiveram chances claras mas desperdiçaram. No segundo tempo, o camisa 10 acertou um passe para Barreal abrir o placar, e ainda sofreu a falta que resultou na expulsão de Wallisson, do Mirassol. Sua nota foi 7.5, refletindo uma atuação sólida de quem comanda o ataque santista.
Barreal foi a outra estrela da noite. O jogador funcionou como arma ofensiva durante toda a partida, movimentando-se bem e criando desequilíbrios. Apesar de alguns momentos de precipitação — quando poderia ter tomado decisões mais inteligentes — ele aproveitou a oportunidade quando teve calma. Após receber de Neymar, finalizou com precisão e marcou um belo gol. Sua atuação rendeu nota 7.0.
A defesa santista, porém, apresentou fragilidades. Gabriel Brazão, o goleiro, não teve muito trabalho durante o jogo, mas não conseguiu evitar o gol do Mirassol em uma finalização de fora da área. Igor Vinícius cometeu erros na saída de bola e fez cruzamentos sem ter companheiros na área para aproveitar. Escobar, lateral-esquerdo, foi muito esforçado na marcação mas cometeu uma falha grave que originou o lance do gol adversário. Luan Peres teve boa atuação e reconquistou a vaga como titular, enquanto João Schmidt se destacou defensivamente mas recebeu um cartão amarelo que o deixará suspenso no clássico contra o Corinthians.
No meio-campo, Willian Arão fez uma partida segura em linhas gerais, embora não tenha conseguido bloquear a finalização que resultou no gol do Mirassol. Gustavo Henrique foi bem na recomposição e ocupação de espaços, dando pouco espaço para o adversário criar, e ainda teve uma chance de ouro após passe de Neymar, mas parou no goleiro. Rollheiser, aposta do técnico Cuca para dar mais qualidade no último passe e desafogar Neymar, ficou devendo em campo.
As substituições realizadas durante o jogo não surtiram tanto efeito quanto esperado. Thaciano entrou após a expulsão do jogador do Mirassol para ser uma arma na jogada aérea, mas participou pouco. Gabriel, o centroavante, saiu bastante da área para buscar o jogo e não se entendeu muito bem com Neymar. Caballero buscou dar mais fôlego pelo lado direito do ataque sem muito brilho, enquanto Rony se esforçou na marcação mas foi tímido no ataque. Gabriel Bontempo, que entrou para ser um jogador de ataque pelo lado direito, acabou se tornando segundo volante com a saída de João Schmidt, dando maior qualidade na construção do ataque santista.
O técnico Cuca viu seu time funcionar bem e criar oportunidades, mas a finalização segue como o ponto fraco da equipe. O comportamento defensivo foi bom, com exceção ao erro que originou o gol do Mirassol. O empate deixa o Santos com a sensação de dois pontos perdidos, especialmente considerando as chances criadas durante os noventa minutos.
Citas Notables
Time funcionou bem e criou oportunidades, mas a finalização segue como ponto fraco— Avaliação técnica sobre o desempenho do Santos