Neymar deixa futuro na Seleção em aberto após eliminação para Croácia

Não fecho as portas, mas também não digo 100% que vou voltar
Neymar deixa em aberto seu futuro na Seleção após eliminação para a Croácia nas quartas de final.
Mark

Neymar disse que não sabe se volta. Isso é genuíno ou é apenas frustração do momento?

Mimi

Provavelmente é os dois. Ele perdeu uma Copa que esperava ganhar, e isso muda tudo. Mas ele também tem 30 anos, jogou muitos Mundiais, e essa pergunta já estava em sua cabeça antes de chegar ao Qatar.

Mark

Ele estava empatado com Pelé em gols. Isso importa para essa decisão?

Mimi

Importa simbolicamente, mas acho que não é o ponto. Se fosse só sobre números, ele teria continuado. O que importa é se ele ainda quer carregar o peso de representar o Brasil.

Mark

A Croácia venceu nos pênaltis. Neymar nem chegou a bater. Isso o afeta?

Mimi

Claro. Ele é o melhor batedor do Brasil e não teve a chance de tentar. Fica aquela sensação de incompletude, de que não pôde fazer sua parte final.

Mark

Ele disse que quer pensar. Quanto tempo ele vai levar?

Mimi

Não há pressa. A próxima Copa é em 2026. Ele pode pensar por meses, talvez até um ano, antes de precisar decidir.

Mark

Se ele se aposentar, qual é o legado?

Mimi

Um dos maiores atacantes do Brasil, mas alguém que nunca ganhou uma Copa do Mundo. Isso vai pesar mais do que qualquer recorde de gols.

  • O Brasil, favorito ao título, foi eliminado nos pênaltis pela Croácia por 4 a 2, após empate em 1 a 1 na prorrogação — com Neymar marcando o gol brasileiro.
  • Neymar, o melhor cobrador do Brasil na série, nunca chegou a bater sua penalidade: a disputa terminou antes de sua vez, deixando-o como espectador do próprio destino.
  • Empatado com Pelé no topo da artilharia histórica da Seleção, o atacante admitiu publicamente não saber se voltará ao time verde e amarelo em qualquer competição.
  • A incerteza não é pose nem dramatização — Neymar pediu tempo para refletir com calma, recusando-se a tomar decisões 'de cabeça quente'.
  • A questão permanece aberta: aquela eliminação foi apenas mais um tropeço, ou marcou o fim silencioso de uma era do futebol brasileiro?

Em Al Rayyan, após a Croácia eliminar o Brasil nas quartas de final da Copa do Qatar nos pênaltis, Neymar deixou o estádio carregando uma pergunta que não conseguia responder: se voltaria a vestir a camisa amarela. Empatado com Pelé em 77 gols pela Seleção, o atacante se viu diante não apenas de uma derrota, mas de uma encruzilhada existencial — aquele momento em que o peso da história e a exaustão do presente tornam qualquer decisão impossível de ser tomada de imediato. O futuro de um dos maiores ícones do futebol brasileiro permanece, por ora, suspenso entre a reflexão e o silêncio.

Neymar saiu do Estádio Cidade da Educação em Al Rayyan sem conseguir responder à pergunta mais importante daquela noite: se voltaria a vestir a amarela. Horas após a Croácia eliminar o Brasil nas quartas de final da Copa do Qatar, a incerteza que ele expressou diante dos repórteres parecia genuína — não dramatização pós-derrota.

O jogo havia terminado em 1 a 1 após a prorrogação, com Neymar abrindo o placar para o Brasil antes de Petkovic empatar para os croatas. Nos pênaltis, Livakovic defendeu a cobrança de Rodrygo e Marquinhos acertou a trave na última batida. Resultado: 4 a 2 para a Croácia. O mais cruel da história é que Neymar, o melhor batedor brasileiro, nunca chegou a cobrar — a disputa terminou na quarta rodada, e ele assistiu ao fim como espectador.

Diante das câmeras, o atacante do PSG foi honesto sobre o que sentia. 'Sinceramente, não sei', disse sobre seu futuro na Seleção. 'Não fecho as portas e também não digo 100% que vou voltar.' Empatado com Pelé em 77 gols pela Seleção — o recorde máximo da história —, Neymar reconheceu que os números, naquele momento, pesavam menos do que as perguntas sem resposta.

Não era a primeira vez que ele cogitava o fim. Meses antes, já havia sugerido que aquele poderia ser seu último Mundial. Mas há uma diferença entre especular e enfrentar a realidade de uma eliminação precoce. O Brasil havia chegado ao Qatar como favorito; Neymar, como um dos melhores do mundo. Nenhum dos dois saiu como esperava. A decisão, ele deixou claro, não viria de impulso — e enquanto ela não chega, uma era do futebol brasileiro permanece suspensa entre o passado e o silêncio.

Neymar saiu do Estádio Cidade da Educação em Al Rayyan com uma questão que não conseguia responder. Horas depois da Croácia eliminar o Brasil nas quartas de final da Copa do Qatar, o atacante ainda não sabia se voltaria a vestir a amarela — não apenas em Mundiais, mas em qualquer competição pela Seleção. A incerteza não era dramatização pós-derrota. Era, aparentemente, genuína.

O Brasil e a Croácia haviam empatado sem gols nos noventa minutos regulamentares. Na prorrogação, Neymar abriu o placar para o Brasil, mas Petkovic igualou para os croatas, mantendo o 1 a 1. Tudo seguiria para os pênaltis — aquele ritual que define campanhas e encerra sonhos. A Croácia converteu suas quatro cobranças. O Brasil marcou com Casemiro e Pedro, mas Rodrygo viu sua tentativa ser defendida pelo goleiro Livakovic, e Marquinhos acertou a trave na última batida. Quatro a dois. Fim de jogo. Fim de Copa.

Neymar era o melhor batedor do Brasil naquela série, mas nunca chegou a sua vez. A disputa terminou na quarta rodada, deixando-o como espectador de seu próprio destino. Depois, diante dos repórteres, ele tentou explicar o que sentia sobre o que viria a seguir. "Sinceramente, não sei," disse. "É muita coisa para pensar agora, para raciocinar. Não quero falar nada de cabeça quente."

O atacante do PSG estava empatado com Pelé na artilharia máxima da Seleção Brasileira — ambos com 77 gols, segundo as contas oficiais da Fifa. Era um recorde que carregava peso histórico, mas naquele momento, no vestiário de um time eliminado, os números pareciam menos importantes que as perguntas sem resposta. "Não fecho as portas para a Seleção e também não digo 100% que vou voltar," completou. "É por isso que quero pensar um pouco mais sobre tudo isso."

Não era a primeira vez que Neymar cogitava o fim. Meses antes da Copa, ele já havia mencionado que aquele poderia ser seu último Mundial. Mas havia uma diferença entre especular sobre possibilidades e enfrentar a realidade de uma eliminação precoce. O Brasil havia chegado ao Qatar como favorito. Neymar havia chegado como um dos melhores jogadores do mundo. Nenhum dos dois havia saído como esperava.

A decisão sobre seu futuro na Seleção, Neymar deixou claro, não viria de impulso. Ele queria tempo para refletir sobre o que era bom para ele e o que era bom para o Brasil — duas coisas que nem sempre andavam juntas. Enquanto isso, a questão permanecia aberta: o camisa 10 voltaria, ou aquela eliminação marcaria o fim de uma era?

Não fecho as portas para a Seleção e também não digo 100% que vou voltar. É por isso que quero pensar um pouco mais sobre tudo isso
— Neymar
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