Nasdaq atinge novo recorde com alta em ações de IA; Muse da Meta impulsiona chips

O Muse pode gerenciar seus contratos de seguro, reservar suas viagens
Gestor de portfólio explica por que investidores temem o assistente de IA da Meta
Mark

Por que o Muse da Meta assustou tanto o mercado se ele é apenas um assistente de IA?

Mimi

Porque ele não é apenas um assistente — ele pode fazer compras, reservar viagens, gerenciar seguros em nome do usuário. Isso significa que ele pode substituir o intermediário humano em transações que geram receita para varejistas, corretoras e plataformas de viagem.

Luke

Mas espera aí. A Amazon bloqueou o acesso dele para compras. Isso mostra que as empresas têm poder para se defender. Quanto dessa queda de 6% da Charles Schwab é pânico real e quanto é especulação sobre um cenário que talvez nunca aconteça?

Mimi

É uma pergunta justa. O que sabemos é que investidores estão precificando o risco. Não sabemos ainda qual será o impacto real.

Mark

E por que os chips subiram enquanto o varejo caía?

Mimi

Porque o Muse precisa de chips poderosos para rodar. Quanto melhor ele funciona, mais chips a Meta e outras empresas precisam comprar. É um jogo de soma zero no curto prazo — ganhos em um lugar, perdas em outro.

Luke

Mas o Nasdaq fechou em recorde. Isso significa que o mercado como um todo viu mais ganho nos chips do que perda no varejo?

Mimi

Exatamente. A Micron subiu 5%, a SanDisk quase 7%. Esses ganhos foram maiores que as perdas espalhadas pelo setor de consumo.

Mark

E a cúpula EUA-China na quinta-feira? Isso muda o jogo?

Mimi

Potencialmente. Se houver acordo sobre regulamentação de IA, isso poderia reduzir a incerteza. Se a trégua comercial for prorrogada, menos pressão sobre os preços.

Luke

Mas ninguém sabe o que vai sair dessa cúpula. Estamos falando de esperança, não de fatos confirmados.

  • O Nasdaq fechou em 27.244,28 pontos, seu segundo recorde consecutivo, puxado por Micron (+5%) e SanDisk (+7%), enquanto o restante do mercado se dividia entre ganhos e perdas.
  • O assistente Muse da Meta — capaz de reservar viagens, gerenciar seguros e realizar compras — acendeu um alarme em setores que temem ser contornados pela IA antes mesmo de se adaptarem.
  • A Amazon bloqueou o acesso do Muse à sua plataforma, Charles Schwab despencou 6,1%, Airbnb recuou 3%, e Uber e Lyft perderam mais de 1% cada — o mercado votando com os preços.
  • No plano macro, petróleo a US$100 por barril, juros do Tesouro perto de 4,94% e a retórica belicosa de Trump na ONU adicionaram camadas de incerteza ao ambiente já tenso.
  • Uma cúpula EUA-China na quinta-feira desperta esperança de que regulamentação global de IA e extensão da trégua comercial possam emergir como respostas coletivas ao caos tecnológico em curso.

Em meio à aceleração tecnológica que redefine fronteiras entre conveniência e controle, o Nasdaq atingiu um novo recorde nesta terça-feira, carregado pela euforia em torno da inteligência artificial. O lançamento do assistente Muse, da Meta, capaz de agir financeiramente em nome do usuário, dividiu o mercado entre entusiasmo e temor — revelando que cada avanço tecnológico carrega consigo a sombra de uma disrupção. Enquanto chips e dados celebram novos picos, setores inteiros como finanças, varejo e turismo contemplam sua própria vulnerabilidade.

O Nasdaq encerrou a terça-feira, 22 de setembro, em território recorde pela segunda vez consecutiva, fechando em 27.244,28 pontos com alta de 0,45%. O movimento foi liderado por fabricantes de chips ligados à inteligência artificial: Micron Technology subiu 5% e SanDisk ganhou quase 7%. O S&P 500 ficou praticamente estável, a menos de 0,5% de seu próprio recorde histórico, enquanto o Dow Jones recuou 0,36%.

O protagonista invisível do dia foi o Muse, assistente de IA lançado pela Meta capaz de enviar emails, gerenciar contratos e realizar transações financeiras em nome do usuário. Para o gestor Jed Ellerbroek, da Argent Capital Management, o dilema era claro: enquanto o setor de tecnologia celebrava, outros setores tremiam diante da possibilidade de serem simplesmente contornados. A Amazon já havia bloqueado o acesso do Muse à sua plataforma na véspera — um gesto que disse mais do que qualquer comunicado oficial.

Os efeitos foram imediatos e concretos. Charles Schwab despencou 6,1%, Airbnb recuou 3%, e Uber e Lyft perderam mais de 1% cada. O setor financeiro liderou as quedas setoriais do S&P 500, com baixa de 1,68%, e JPMorgan Chase e Wells Fargo sofreram perdas superiores a 3%.

No cenário macroeconômico, o petróleo oscilava em torno de US$100 por barril e os rendimentos dos títulos do Tesouro de 10 anos rondavam 4,94%. A presidente do Fed de Boston, Susan Collins, reafirmou apoio ao aumento de juros da semana anterior, e os mercados precificam 53% de chance de novo aumento em outubro. Trump, em discurso na ONU, elevou o tom sobre o Oriente Médio, adicionando tensão geopolítica ao ambiente já carregado.

Os olhos do mercado se voltam agora para a cúpula EUA-China de quinta-feira, onde operadores esperam ao menos o início de um diálogo sobre regulamentação global de IA e possível extensão da trégua comercial — respostas que o mundo ainda busca para uma tecnologia que avança mais rápido do que as instituições conseguem acompanhar.

O Nasdaq fechou em território inédito nesta terça-feira, 22 de setembro, impulsionado por uma onda de compras em ações ligadas à inteligência artificial. A Micron Technology subiu 5%, enquanto a SanDisk ganhou quase 7%, refletindo otimismo renovado com o setor de chips. O índice encerrou o dia em 27.244,28 pontos, alta de 0,45%, marcando seu segundo fechamento recorde consecutivo. O S&P 500, por sua vez, fechou praticamente estável em 7.764,64 pontos, ficando menos de 0,5% abaixo de seu recorde histórico de 13 de agosto. O Dow Jones recuou 0,36%, para 51.863,69 pontos.

O catalisador principal para o movimento foi a recepção positiva do Muse, um assistente de inteligência artificial lançado pela Meta neste mês. O software é capaz de enviar emails e realizar transações financeiras em nome do usuário — um avanço que entusiasmou investidores em tecnologia, mas também gerou preocupações significativas em outros setores. Jed Ellerbroek, gestor de portfólio da Argent Capital Management, resumiu o dilema: "Há muitas ações do setor de tecnologia em baixa hoje devido a receios relacionados ao Muse, de um tipo ou de outro. As pessoas temem que o Muse seja usado para gerenciar seus contratos de seguro, reservar suas viagens e procurar coisas para comprar."

Essas preocupações não eram infundadas. A Amazon bloqueou, na segunda-feira, o acesso do assistente para compras em sua plataforma — um sinal claro de que grandes varejistas veem o Muse como uma ameaça. Os efeitos dessa ansiedade foram visíveis no mercado: a Charles Schwab despencou 6,1%, a Airbnb recuou 3%, e os aplicativos de transporte Uber e Lyft perderam mais de 1% cada. Enquanto isso, seis dos onze índices setoriais do S&P 500 registraram queda, com o setor financeiro liderando as perdas com baixa de 1,68%, seguido pelo setor de serviços de comunicação com recuo de 0,8%. O JPMorgan Chase e o Wells Fargo sofreram perdas superiores a 3%.

O cenário macroeconômico também pesava nas decisões dos investidores. Os preços do petróleo oscilavam em torno de US$100 por barril, enquanto o rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos flutuava próximo a 4,94%. Essas flutuações refletiam incertezas geopolíticas: o presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu em discurso na Assembleia Geral da ONU que poderia "aniquilar a República Islâmica" caso não fosse alcançado um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio.

No front monetário, a presidente do Federal Reserve de Boston, Susan Collins, afirmou que apoiou o aumento da taxa de juros da semana anterior, citando riscos de inflação. Já o presidente do Fed de Nova York, John Williams, defendeu a eficácia da estrutura do Fed para controlar as taxas de curto prazo. Os operadores estimam uma probabilidade de 53% de que o Fed aumente as taxas de juros em pelo menos 25 pontos-base em outubro, segundo a ferramenta FedWatch do CME Group.

O mercado aguarda com atenção uma cúpula entre EUA e China marcada para quinta-feira. Joe Saluzzi, chefe de pesquisa de estrutura do mercado de ações da Themis Trading, expressou esperança de que o encontro pudesse abrir caminho para diálogo: "O que as pessoas esperam é, pelo menos, o início de um diálogo que talvez permita chegar a algum tipo de estrutura global, em vez de ficarem brigando entre si." Os operadores especulam que a trégua comercial com Pequim poderia ser prorrogada e que as negociações poderiam abordar a regulamentação da inteligência artificial — um tema que ganhou urgência com o lançamento do Muse e suas implicações para a economia digital.

Há muitas ações do setor de tecnologia em baixa hoje devido a receios relacionados ao Muse. As pessoas temem que o Muse seja usado para gerenciar seus contratos de seguro, reservar suas viagens e procurar coisas para comprar.
— Jed Ellerbroek, gestor de portfólio da Argent Capital Management
O que as pessoas esperam é, pelo menos, o início de um diálogo que talvez permita chegar a algum tipo de estrutura global, em vez de ficarem brigando entre si.
— Joe Saluzzi, chefe de pesquisa de estrutura do mercado de ações da Themis Trading
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