Em Cabo Canaveral, ao amanhecer de um sábado de outubro de 2021, a Nasa enviou ao espaço a sonda Lucy — batizada em homenagem a um ancestral humano fossilizado — para uma jornada de doze anos rumo aos asteroides troianos de Júpiter, remanescentes intocados da aurora do Sistema Solar. Como fósseis cósmicos preservados há 4,5 bilhões de anos, esses objetos guardam memórias da formação dos planetas externos, e Lucy é a primeira emissária humana a buscá-las. A missão é, em essência, uma arqueologia do tempo profundo: escavar o passado do Sistema Solar sem sair do presente.
Nasa lança sonda Lucy para explorar asteroides troianos de Júpiter
Fósseis do Sistema Solar primitivo, presos há bilhões de anos
Por que esses asteroides troianos são tão importantes? O que os torna diferentes de outros asteroides que já estudamos?
Eles são considerados fósseis do Sistema Solar primitivo. Enquanto os planetas se formaram e evoluíram, esses troianos permaneceram relativamente intactos, presos nesses dois aglomerados ao redor de Júpiter. Estudá-los é como abrir um arquivo de 4,5 bilhões de anos.
Mas precisamos ser claros: a fonte diz que os cientistas "acreditam" que sejam remanescentes. Isso é uma hipótese bem fundamentada, mas não é certeza. A missão vai testar essa ideia.
E quanto ao nome Lucy? Parece haver uma história por trás disso.
Sim. O fóssil de um ancestral humano descoberto na Etiópia em 1974 foi chamado de Lucy. Esse nome inspirou até uma música dos Beatles. Então a Nasa decidiu homenagear essa descoberta paleontológica ao nomear a sonda.
Interessante que a fonte menciona a música dos Beatles, mas não há confirmação de que a música tenha sido inspirada especificamente pelo fóssil. A música "Lucy in the Sky with Diamonds" é de 1967, sete anos antes da descoberta. A conexão pode ser mais uma coincidência de nomes.
Quanto tempo Lucy levará para completar sua missão?
Doze anos no total. Durante esse tempo, ela fará sobrevoos de sete asteroides troianos diferentes, além de passar por um asteroide no cinturão principal.
E é importante notar que esses não são pouso — são sobrevoos. A sonda passará por esses objetos coletando dados, mas não pousará neles. Isso é tecnicamente mais viável, mas também significa que o tempo de observação de cada asteroide é limitado.
O Pulso
- Pela primeira vez na história, uma nave humana parte em direção aos asteroides troianos de Júpiter — regiões do espaço que permaneceram completamente inexploradas até este lançamento.
- O foguete Atlas V decolou pontualmente às 6h34 do horário de Brasília, carregando uma sonda equipada com painéis solares do tamanho de ônibus escolares para captar energia a distâncias imensas do Sol.
- Os troianos, alguns com até 225 km de diâmetro e nomes de guerreiros gregos, são considerados fragmentos primordiais — testemunhas silenciosas da violenta formação dos planetas externos há 4,5 bilhões de anos.
- Lucy percorrerá doze anos e bilhões de quilômetros para sobrevoar sete asteroides troianos e um do cinturão principal, oferecendo uma amostra representativa desses mundos antigos.
- Os dados esperados podem reescrever a compreensão científica sobre como o Sistema Solar se organizou e chegou à configuração que conhecemos hoje.
Em Cabo Canaveral, ao amanhecer de um sábado de outubro de 2021, a Nasa enviou ao espaço a sonda Lucy — batizada em homenagem a um ancestral humano fossilizado — para uma jornada de doze anos rumo aos asteroides troianos de Júpiter, remanescentes intocados da aurora do Sistema Solar. Como fósseis cósmicos preservados há 4,5 bilhões de anos, esses objetos guardam memórias da formação dos planetas externos, e Lucy é a primeira emissária humana a buscá-las. A missão é, em essência, uma arqueologia do tempo profundo: escavar o passado do Sistema Solar sem sair do presente.
No amanhecer de um sábado em Cabo Canaveral, a Nasa lançou a sonda Lucy a bordo de um foguete Atlas V, dando início a uma missão de doze anos para explorar os asteroides troianos de Júpiter — os primeiros objetos desse tipo a serem visitados por uma nave humana. O lançamento ocorreu às 6h34, horário de Brasília, conforme o planejado.
Os troianos são milhares de rochas espaciais distribuídas em dois aglomerados que orbitam o Sol junto a Júpiter — um à sua frente, outro atrás. Considerados fragmentos do material primordial que deu origem aos planetas externos há cerca de 4,5 bilhões de anos, os maiores deles chegam a 225 km de diâmetro e carregam nomes de guerreiros da mitologia grega. Nenhuma missão havia chegado até eles antes.
Construída pela Nasa e lançada pela parceria Boeing-Lockheed Martin, a sonda é equipada com dois grandes painéis solares arredondados — cada um da largura de um ônibus escolar — que captam energia solar para alimentar seus instrumentos. O nome Lucy vem do famoso fóssil de um ancestral humano primitivo encontrado na Etiópia em 1974, e a sonda também sobrevoará um asteroide do cinturão principal batizado de DonaldJohanson, em homenagem ao paleontólogo que fez aquela descoberta.
Ao longo de sua jornada, Lucy realizará sobrevoos de sete asteroides troianos, permitindo que cientistas estudem composição, estrutura e características desses mundos antigos. Os dados coletados prometem lançar nova luz sobre os processos que moldaram o Sistema Solar e o conduziram à forma que conhecemos — uma arqueologia cósmica em escala de bilhões de anos.
No sábado de manhã, em Cabo Canaveral, a Nasa decolou com um foguete Atlas V carregando a sonda Lucy — uma missão que levará doze anos e atravessará bilhões de quilômetros para estudar um tipo de asteroide que nenhuma nave humana havia visitado antes. O lançamento aconteceu às 6h34, horário de Brasília, conforme o cronograma previsto, marcando o início de uma expedição sem precedentes para explorar os asteroides troianos de Júpiter.
Os troianos são milhares de rochas espaciais que orbitam o Sol em dois aglomerados distintos — um à frente de Júpiter em sua órbita, outro atrás dele. Os cientistas acreditam que esses objetos são fragmentos do material primordial que formou os planetas externos do Sistema Solar há aproximadamente 4,5 bilhões de anos. Os maiores deles, batizados com nomes de guerreiros da mitologia grega, chegam a medir até 225 quilômetros de diâmetro. Até agora, ninguém havia explorado essas regiões remotas do espaço.
A sonda foi construída pela Nasa e lançada pela United Launch Alliance, uma parceria entre Boeing e Lockheed Martin. Lucy é equipada com dois painéis solares arredondados, cada um com a largura de um ônibus escolar, que capturam energia do Sol distante para alimentar seus instrumentos científicos. A nave também carrega foguetes para realizar as manobras necessárias durante sua jornada pelo espaço.
O roteiro de Lucy inclui sobrevoos de sete asteroides troianos diferentes, oferecendo aos cientistas a oportunidade de estudar uma amostra representativa desses mundos antigos. Além disso, a sonda passará por um asteroide no cinturão principal do Sistema Solar, chamado DonaldJohanson, em homenagem ao paleontólogo que descobriu o fóssil de um ancestral humano primitivo. Esse fóssil, encontrado na Etiópia em 1974, recebeu o apelido de Lucy — o mesmo nome que batiza a sonda espacial.
Os dados coletados durante esses sobrevoos podem fornecer respostas fundamentais sobre como o Sistema Solar se organizou. Ao estudar a composição, estrutura e características dos troianos, os cientistas esperam compreender melhor os processos que moldaram a formação dos planetas externos e que levaram o Sistema Solar à configuração que conhecemos hoje. A missão representa um salto significativo no conhecimento humano sobre as origens do nosso vizinhança cósmica.
Citações Notáveis
Os cientistas acreditam que os asteroides troianos sejam remanescentes de material que formou os planetas externos do Sistema Solar— Nasa