Pela primeira vez em mais de meio século, olhos humanos contemplam a órbita oriental da Lua — e pela primeira vez na história, toda a Bacia Oriental foi vista por astronautas. A missão Artemis II, com quatro tripulantes a bordo da nave Orion, não apenas registra uma imagem inédita, mas retoma o fio de uma conversa antiga entre a humanidade e o cosmos, agora com a Lua como degrau para Marte.
Nasa divulga primeira foto da órbita oriental da Lua na missão Artemis II
Parecia que íamos colidir com a Terra, mas desviamos dela
Por que essa foto da Bacia Oriental é tão importante? Não temos satélites que já fotografaram a Lua inteira?
Temos, sim. Mas essa é a primeira vez que um ser humano, de fato, viu essa região com seus próprios olhos enquanto orbitava a Lua. É uma diferença sutil, mas significativa — marca um ponto de virada na exploração tripulada.
Espera aí. A Nasa diz que é a primeira vez que "toda a bacia foi vista por olhos humanos". Mas isso significa que nenhum astronauta da Apollo viu essa região? Porque eles orbitaram a Lua nos anos 1960 e 1970.
Boa pergunta. Os astronautas da Apollo fizeram órbitas, mas aparentemente não capturaram essa visão específica da Bacia Oriental. Ou talvez a trajetória deles não tenha permitido esse ângulo.
E quanto ao objetivo maior? Estabelecer uma base permanente — isso é realista?
É o plano. A ideia é usar a Lua como plataforma para explorar terras raras e depois como ponto de parada para Marte. Christina Koch mencionou que é um passo rumo a Marte, onde poderiam encontrar evidências de vida passada.
Mas quando? A missão Artemis II é um sobrevoo. Eles não vão pousar. Então estamos falando de uma base permanente que ainda está anos ou décadas no futuro.
Exatamente. Essa missão é um passo. O sobrevoo tripulado é o primeiro em mais de 50 anos. Depois virão os pousos.
Jeremy Hansen é canadense. Por que isso importa?
Porque será o primeiro não americano a voar ao redor da Lua. Simboliza que a exploração espacial não é mais apenas americana.
Embora a nave seja americana, a missão seja da Nasa, e três dos quatro astronautas sejam americanos. Mas sim, é um gesto simbólico importante.
E ele está tendo uma experiência incrível lá em cima?
Parece estar. Descreveu sensações extraordinárias, a Terra desaparecendo enquanto dormia, o momento de quase colisão durante a injeção translunar. Está ansioso para ver a face oculta da Lua e um eclipse do Sol atrás da Lua.
Der Puls
- A Nasa publicou a primeira fotografia humana da Bacia Oriental lunar, uma região jamais vista por astronautas em órbita — um marco que reescreve os limites do olhar humano no espaço.
- Os quatro astronautas já ultrapassaram os 241 mil quilômetros que separam a Terra da Lua, colocando a missão no limiar de um sobrevoo lunar tripulado inédito desde a era Apollo.
- Durante a manobra de injeção translunar, o astronauta Jeremy Hansen sentiu que a nave estava em rota de colisão com a Terra — um momento de tensão visceral que revelou a audácia física da missão.
- Na quinta noite, a Orion entrará na esfera de influência gravitacional da Lua, onde Hansen aguarda ansioso para ver a face oculta do satélite e um eclipse solar atrás da Lua.
- A missão mira além do sobrevoo: estabelecer uma base permanente lunar como plataforma para exploração de terras raras e como escala estratégica rumo a Marte.
Pela primeira vez em mais de meio século, olhos humanos contemplam a órbita oriental da Lua — e pela primeira vez na história, toda a Bacia Oriental foi vista por astronautas. A missão Artemis II, com quatro tripulantes a bordo da nave Orion, não apenas registra uma imagem inédita, mas retoma o fio de uma conversa antiga entre a humanidade e o cosmos, agora com a Lua como degrau para Marte.
A Nasa revelou neste domingo uma imagem sem precedentes: a primeira fotografia tirada por humanos da órbita oriental da Lua, com a Bacia Oriental visível na borda do disco lunar. É a primeira vez que toda essa região foi contemplada por astronautas — um marco que situa a missão Artemis II entre os grandes momentos da exploração espacial.
A bordo da nave Orion estão os americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, e o canadense Jeremy Hansen. A missão, com duração de aproximadamente dez dias, partiu na quarta-feira anterior com um propósito que vai além do simbólico: estabelecer uma base permanente na Lua para exploração de recursos e servir de trampolim para futuras viagens a Marte. Christina Koch descreveu a Lua como uma espécie de pedra de Roseta para compreender a formação de outros sistemas solares.
Em videoconferência realizada no sábado, Hansen — ex-piloto de combate canadense em sua estreia no espaço — descreveu a intensidade da injeção translunar, manobra que levou a Orion a menos de 200 quilômetros da Terra antes de rumar à Lua. 'Disse a Reid que parecia que íamos colidir com a Terra', relatou, chamando o desvio de 'realmente fenomenal'.
Com o ponto médio Terra-Lua já superado, a missão avança para o primeiro sobrevoo lunar tripulado em mais de 50 anos. Hansen, que se tornará o primeiro não americano a orbitar a Lua, aguarda a entrada na esfera gravitacional lunar e a visão da face oculta do satélite. Questionado sobre conselhos às novas gerações, o astronauta e pai de três filhos foi direto: grandes conquistas exigem paixão compartilhada — e uma equipe à altura do sonho.
A Nasa divulgou neste domingo uma fotografia histórica: a primeira imagem capturada por olhos humanos da órbita oriental da Lua, tirada durante a missão Artemis II. Na foto, é possível ver a Bacia Oriental na borda direita do disco lunar — um marco que representa a primeira vez que toda essa região foi vista por astronautas em órbita.
A equipe responsável por essa conquista é formada por quatro astronautas: os americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen. Juntos, eles permanecerão na missão por aproximadamente dez dias. A nave Orion partiu na quarta-feira anterior com um objetivo ambicioso: estabelecer uma base permanente na Lua que funcione como plataforma para a exploração de terras raras no satélite e, posteriormente, como ponto de parada estratégico para futuras viagens a Marte.
Antes do lançamento, Christina Koch, uma das astronautas da missão, explicou a importância científica da empreitada. Segundo ela, a exploração lunar representa um passo rumo a Marte, onde existe maior probabilidade de encontrar evidências de vida passada. Além disso, descreveu a Lua como uma espécie de pedra de Roseta para compreender como outros sistemas solares se formam.
Em uma videoconferência realizada no sábado, Jeremy Hansen compartilhou suas impressões dos primeiros dias no espaço. O astronauta canadense, ex-piloto de combate de 50 anos em sua primeira viagem ao espaço, descreveu sensações intensas durante a jornada. Quando a nave Orion realizou a injeção translunar — uma manobra de propulsão que a levou a voar a menos de 200 quilômetros da Terra antes de seguir rumo à Lua — Hansen relatou ter tido a impressão de que estavam caindo do céu. "Disse a Reid que parecia que íamos colidir com a Terra", contou, acrescentando que o desvio foi "realmente fenomenal".
Até o momento da videoconferência, os quatro astronautas já haviam superado o ponto médio entre a Terra e a Lua, situado a mais de 241 mil quilômetros de distância. Esse feito coloca a missão Artemis II no caminho para realizar o primeiro sobrevoo lunar tripulado em mais de meio século. Hansen, que se tornará o primeiro não americano a voar ao redor da Lua, expressou entusiasmo com as próximas etapas. Na quinta noite da missão de dez dias, a Orion entrará na esfera de influência lunar, onde a atração gravitacional do satélite superará a da Terra. O astronauta aguarda ansiosamente para observar de perto a face oculta da Lua e presenciar um eclipse do Sol atrás da Lua — um fenômeno que descreveu como "realmente genial".
Quando questionado sobre conselhos para as novas gerações, Hansen — pai de três filhos — enfatizou a importância de seguir paixões e compartilhá-las com os demais. Ressaltou que grandes realizações, como a viagem até a Lua e o sobrevoo ao seu redor, exigem uma equipe forte por trás. A missão Artemis II continua sua trajetória, marcando um novo capítulo na exploração espacial humana e abrindo caminho para ambições ainda maiores no espaço.
Bemerkenswerte Zitate
Esta missão marca a primeira vez em que toda a bacia foi vista por olhos humanos— Nasa
É um passo rumo a Marte, onde poderíamos ter a maior probabilidade de encontrar evidências de vida passada— Christina Koch, astronauta da missão Artemis II