Em noites como esta, o futebol revela sua natureza mais cruel e mais generosa ao mesmo tempo. Sob o comando estreante de Eduardo Baptista, o Internacional derrotou o Corinthians por 2 a 1 no Beira-Rio, numa partida que começou como declaração de intenções — com o gol mais rápido do Brasileirão 2026, aos 41 segundos — e terminou como exercício de resistência coletiva. A vitória não redime o Inter da zona de rebaixamento, mas devolve ao clube e à sua torcida aquilo que o futebol às vezes empresta: a esperança de que ainda há tempo.
Na estreia, Baptista leva Inter à vitória sobre Corinthians e renova esperança contra rebaixamento
O Inter respira, mas ainda está na zona de rebaixamento
Como assim o gol mais rápido do Brasileirão em 2026? Isso é realmente o que o Inter precisava naquele momento?
Sim, aos 41 segundos. Vitinho entrou na área e bateu forte de pé esquerdo. Não era só um gol — era um sinal de que o time tinha vindo para jogar, especialmente na estreia de Baptista.
Mas espera aí. O Inter ainda está na zona de rebaixamento depois dessa vitória, certo? Então quanto essa vitória realmente muda?
Não tira do Z-4, é verdade. Mas renova o fôlego. Depois de um início assim, com um gol tão rápido, o time ganha esperança de que pode sair dessa situação.
E quanto a sorte? Você mencionou três chutes na trave do Corinthians.
Foram dois no primeiro tempo e um no segundo. Matheuzinho bateu, Anthoni tocou, bateu na trave. Depois Yuri Alberto chutou de fora, bateu na trave de novo. E no segundo tempo, Depay deixou a bola bater no corpo e ela pegou na trave.
Então o Inter ganhou porque foi melhor ou porque teve sorte?
Os dois. O Inter foi melhor no primeiro tempo, criou chances reais. Mas no segundo tempo, o Corinthians pressionou muito e o Inter sobreviveu. A sorte ajudou.
Alan Patrick marcou o segundo gol. Como foi?
Villagra pressionou Garro na área do Corinthians, recuperou a bola e passou para Bruno Henrique. Bruno Henrique deixou Alan Patrick sem goleiro, e ele marcou aos 32 minutos do segundo tempo.
E André descontou logo depois?
Aos 34 minutos. O Corinthians atacou pela esquerda, levantou a bola na área e André saltou mais do que a zaga. Anthoni não conseguiu fazer nada.
Então foi um jogo tenso do começo ao fim?
Não. O primeiro tempo foi do Inter. O segundo tempo foi do Corinthians pressionando e o Inter se defendendo. Mas o Inter resistiu.
Il Polso
- Vitinho marcou aos 41 segundos do primeiro tempo, o gol mais rápido do Brasileirão 2026, impondo ao Corinthians um ritmo que o visitante jamais esperava enfrentar.
- Três bolas na trave do Corinthians — em sequência quase absurda entre o fim do primeiro e o início do segundo tempo — mantiveram o Inter vivo quando o jogo parecia escapar de suas mãos.
- Eduardo Baptista mexeu no time, o Corinthians bombardeou o gol de Anthoni, e o Inter se descaracterizou pelas substituições, vivendo minutos de pura sobrevivência.
- Villagra pressionou, recuperou a bola e Alan Patrick fez 2 a 0 aos 32 minutos do segundo tempo — mas André descontou dois minutos depois, reacendendo a tensão até o apito final.
- O Inter vence, respira e permanece no Z-4, mas chega ao clássico contra o Grêmio no dia 11 de outubro com moral renovada e a sensação de que algo pode estar mudando.
Em noites como esta, o futebol revela sua natureza mais cruel e mais generosa ao mesmo tempo. Sob o comando estreante de Eduardo Baptista, o Internacional derrotou o Corinthians por 2 a 1 no Beira-Rio, numa partida que começou como declaração de intenções — com o gol mais rápido do Brasileirão 2026, aos 41 segundos — e terminou como exercício de resistência coletiva. A vitória não redime o Inter da zona de rebaixamento, mas devolve ao clube e à sua torcida aquilo que o futebol às vezes empresta: a esperança de que ainda há tempo.
O Inter entrou em campo como se tivesse algo urgente a dizer. Aos 41 segundos, antes mesmo de o Corinthians se organizar, Vitinho já havia marcado — uma jogada coletiva de precisão cirúrgica que resultou no gol mais rápido do Brasileirão 2026. Era a estreia de Eduardo Baptista no comando colorado, e o time respondeu com uma intensidade que o adversário não esperava.
Durante quase todo o primeiro tempo, o Inter dominou e criou chances reais de ampliar. Mas o futebol reservou seus caprichos para os minutos finais da etapa: em sequência quase surreal, o Corinthians acertou a trave duas vezes seguidas sem que a bola entrasse. O placar de 1 a 0 chegou ao intervalo carregado de tensão e de sorte colorada.
No segundo tempo, o Corinthians pressionou com força. Anthoni fez defesas decisivas, incluindo um milagre diante de Kaio César. O Inter, remendado pelas substituições, mal conseguia sair para o ataque — até que Villagra pressionou Garro na área adversária, recuperou a bola e serviu Bruno Henrique, que deixou Alan Patrick cara a cara com o gol vazio: 2 a 0.
O alívio foi breve. Dois minutos depois, André subiu mais do que a zaga e descontou de cabeça: 2 a 1. Os minutos finais foram de sufoco, com o Inter recuado e o Corinthians em desespero. Mas desta vez, a resistência foi suficiente.
Com 27.566 torcedores no Beira-Rio, o Inter venceu sem sair do Z-4 — mas ganhou fôlego e confiança para o que vem pela frente. O próximo teste é o clássico Gre-Nal, no dia 11 de outubro, na Arena do Grêmio.
O Inter entrou em campo como se tivesse algo a provar. Aos 41 segundos — antes mesmo de o Corinthians respirar fundo — Vitinho já havia marcado o gol mais rápido do Brasileirão em 2026. Hugo Souza cobrou o tiro de meta, Thiago Maia ganhou no alto, Alerrandro escorou, Alan Patrick tocou, e Vitinho fez o movimento perfeito: entrou na área pela esquerda, bateu forte com o pé esquerdo, sem chances para o goleiro. Não era apenas um gol. Era um aviso.
Na estreia de Eduardo Baptista no comando do Inter, o time saiu do banco de reservas com uma intensidade que o Corinthians não esperava. Os colorados mandaram no jogo durante praticamente todo o primeiro tempo, criando chances reais de ampliar a vantagem. Aos seis minutos, Alerrandro cruzou da direita, Bernabei pegou a sobra do outro lado e cruzou novamente, mas Alan Patrick não alcançou por pouco. Vitinho desarmou Raniele no meio do campo aos 22 minutos e entrou na área pela direita, forçando Hugo Souza a espalmar para escanteio. O Inter pressionava, e o Corinthians — que tinha voltado com Yuri Alberto e um 4-3-3 ousado — mal conseguia respirar.
Mas o futebol tem seus caprichos. Entre os minutos 38 e 39 do primeiro tempo, a sorte sorriu para o Inter de forma quase absurda. Yuri Alberto fez uma parede perfeita e deu um passe na medida para Matheuzinho, que bateu forte. Anthoni tocou na bola, que explodiu na trave e foi para a lateral. Segundos depois, Yuri Alberto chutou de fora da área, Anthoni defendeu parcialmente, a bola bateu na trave novamente, correu pela linha e não entrou. O Corinthians pressionava, o Inter se defendia, e a etapa inicial terminou sob muita tensão — mas com o placar ainda em 1 a 0.
O segundo tempo começou mais lento. Eduardo Baptista fez uma troca logo no intervalo: Aguirre saiu, Paulinho entrou, e Vitinho foi para a ala direita. Nos primeiros minutos, pouco acontecia. Mas aos 13 minutos, veio outro lance de muita sorte. O Inter tinha um contragolpe, Bernabei errou o passe, o Corinthians recuperou a bola, Yuri Alberto cruzou da esquerda, Anthoni não alcançou e Depay apenas deixou a bola bater em seu corpo. Incrivelmente, ela pegou na trave e voltou nos braços do goleiro colorado. O Inter sobrevivia.
O Corinthians bombardeava. Kaio César chutou duas vezes da direita, ambas para fora. Anthoni fez um milagre aos 24 minutos quando Kaio César recebeu sozinho na área e tentou cavar — o goleiro fez uma defesa espantosa, inclusive no rebote. O time visitante estava desesperado, o Inter totalmente mexido e descaracterizado pelas substituições. E foi nesse momento, quando tudo parecia desmoronar, que veio o segundo gol. O Corinthians tinha a bola na própria área para sair jogando. Villagra pressionou Garro, recuperou a bola e passou para Bruno Henrique na área. O volante foi perfeito, deixou Alan Patrick sem goleiro. Inter 2 a 0, aos 32 minutos do segundo tempo.
O alívio durou apenas o tempo da comemoração. Assim que a bola rolou, o Corinthians atacou pela esquerda, levantou a bola na área e André saltou mais do que a zaga. Desta vez, não tinha o que Anthoni fazer. 2 a 1, aos 34 minutos. O jogo ficou tenso novamente. Aos 40, o Inter teve a chance de matar definitivamente quando Alan Patrick devolveu para Carbonero na área, mas seu chute foi travado. No final, um sufoco danado — mas dessa vez, o Inter resistiu.
A vitória não tira o Inter do Z-4, mas renova o fôlego na luta contra o rebaixamento no Brasileirão. Com 27.566 torcedores no Estádio Beira Rio — 24.784 pagantes — o time respira. Próximo desafio: Grêmio x Inter, no dia 11 de outubro, na Arena, pela 30ª rodada.
Citazioni salienti
Na estreia de Eduardo Baptista, o Inter teve um início arrasador, abriu o placar antes de um minuto, contou com a sorte em três chutes na trave, fez o segundo, levou um e sobreviveu.— Descrição do jogo