Mulher com doença de Lyme se submete a 30 picadas de abelha semanais para controlar sintomas

Mulher jovem enfrentou isolamento social, dificuldades de mobilidade, problemas cognitivos e neurológicos que impactaram significativamente sua qualidade de vida durante anos antes do diagnóstico.
A terapia com veneno de abelha não dói tanto quanto a doença de Lyme
Savannah Spoor explica por que decidiu se submeter a 30 picadas de abelha por semana.
Mark

Por que ela escolheu especificamente as picadas de abelha, sendo um tratamento tão pouco convencional?

Mimi

Porque esgotou tudo o mais. Antibióticos, anti-inflamatórios — nada estava controlando os sintomas. Quando você está naquele ponto, onde a doença está roubando sua vida, você considera coisas que antes pareceriam impensáveis.

Mark

E o risco? Não há preocupação com reações alérgicas ou efeitos colaterais desconhecidos?

Mimi

Claro que há. Mas para alguém que não consegue nem dormir sozinha por causa dos sintomas, o risco calculado parece menor do que continuar vivendo naquele estado.

Mark

Ela diz que funciona. Mas como sabemos que não é apenas efeito placebo?

Mimi

Não sabemos. E é por isso que a comunidade médica não recomenda. Não há comprovação científica. Mas para Savannah, a melhora na qualidade de vida é real, independentemente do mecanismo.

Mark

Qual é o custo emocional de fazer isso sozinha, semana após semana?

Mimi

Ela descreve como assustador no início. Mas há também um aspecto de agência — ela está tomando controle do seu próprio tratamento, fazendo algo ativo pela sua saúde. Isso tem seu próprio valor psicológico.

Mark

E se outras pessoas tentarem isso sem orientação adequada?

Mimi

Esse é o grande perigo. Savannah fez um curso, ela sabe o que está fazendo. Mas a história dela pode inspirar pessoas a tentarem algo perigoso sem preparo. É por isso que os médicos não indicam.

  • Savannah Spoor, 23 anos, recebe 30 picadas de abelha semanalmente (10 picadas, 3 vezes por semana)
  • Diagnóstico de doença de Lyme veio em 2023, após anos de sintomas não identificados
  • Doença de Lyme é transmitida por carrapatos infectados pela bactéria Borrelia burgdorferi
  • Tratamento com veneno de abelha não possui comprovação científica

Savannah Spoor recebe 30 picadas de abelha semanalmente (10 picadas, 3 vezes por semana) como tratamento alternativo para doença de Lyme após esgotamento de opções médicas convencionais. A doença de Lyme é infecção bacteriana transmitida por carrapatos que causa lesões na pele, dores articulares e pode afetar sistema nervoso e coração, acometendo também celebridades como Justin Bieber e Bella Hadid.

Jovem norte-americana de 23 anos submete-se a 30 picadas de abelha por semana para controlar sintomas da doença de Lyme, após anos de diagnóstico tardio e tratamentos convencionais ineficazes.

Savannah Spoor, uma jovem norte-americana de 23 anos, encontrou uma solução extraordinária para controlar os sintomas da doença de Lyme: ela se submete a 30 picadas de abelha por semana, aplicadas por ela mesma. O tratamento, que parece saído de um manual de medicina alternativa, tornou-se sua última esperança após anos de sofrimento e diagnóstico tardio.

Os primeiros sinais apareceram em 2021, quando ela tinha apenas 18 anos e estava no início da vida universitária. Na época, os sintomas eram leves o suficiente para passar despercebidos em meio às demandas da faculdade. Mas em 2023, tudo mudou. De repente, ela enfrentava dificuldades para caminhar com firmeza, dirigir, tontura persistente, dores de cabeça, náuseas, dores nas articulações, dormência, esquecimento de palavras e alterações na visão e audição. O diagnóstico de doença de Lyme só veio naquele ano, após uma longa jornada passando por médicos de diversas especialidades. "Ninguém deseja um resultado positivo no teste, mas quando você passa anos procurando respostas, a única coisa pior do que receber um diagnóstico é não receber nenhum", ela contou à revista People. "Lembro de me sentir realmente validada."

A doença de Lyme é uma infecção bacteriana transmitida por carrapatos da espécie Ixodes infectados pela bactéria Borrelia burgdorferi. Causa lesões na pele, dores articulares e, em casos graves, pode afetar o sistema nervoso e o coração. Celebridades como Justin Bieber, Bella Hadid e Justin Timberlake também convivem com a condição. Para Savannah, o impacto foi devastador. Ela não conseguia viajar, sair para jantar, e em seus piores momentos, nem se sentia confortável dormindo sozinha. "Minha experiência foi completamente diferente da dos meus colegas. Acho que a maioria deles nem conseguia compreender o que eu estava passando ou a profundidade do sofrimento que eu estava vivenciando", relembrou.

Antes de recorrer às picadas de abelha, Savannah esgotou todas as opções médicas convencionais. O tratamento aprovado por autoridades médicas baseia-se em antibióticos, que são mais eficazes quando usados nos estágios iniciais da doença. Anti-inflamatórios não esteroides também podem ser prescritos para dores articulares. Mas no final de 2023, nada parecia estar funcionando. Foi então que ela se inscreveu em um curso para aprender a aplicar as picadas em si mesma. "É doloroso, desconfortável e não é tarefa fácil. Há um ditado que diz: 'A terapia com veneno de abelha não dói tanto quanto a doença de Lyme'", disse ela.

Atualmente, Savannah administra 10 picadas três vezes por semana, totalizando 30 picadas semanais. O processo inteiro leva de 10 a 15 minutos. Segundo ela, o tratamento funcionou e devolveu sua qualidade de vida. Ela também afirma usar abelhas no fim de suas vidas, devolvendo tanto as que não utiliza quanto as que morrem para a natureza. No entanto, é importante notar que a aplicação do ferrão de abelhas não possui comprovação científica e não é um tratamento amplamente indicado pela comunidade médica. Os antibióticos continuam sendo a opção aprovada e mais eficaz, especialmente quando administrados nos primeiros estágios da infecção.

Quando você passa anos procurando respostas, a única coisa pior do que receber um diagnóstico é não receber nenhum. Lembro de me sentir realmente validada.
— Savannah Spoor, em entrevista à People
Minha experiência foi completamente diferente da dos meus colegas. Acho que a maioria deles nem conseguia compreender o que eu estava passando ou a profundidade do sofrimento que eu estava vivenciando.
— Savannah Spoor
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