Motorola redefine-se como marca lifestyle com cores vibrantes, materiais premium e IA

As pessoas passaram do 'como é o seu sistema?' para 'isto tem que ver comigo?'
Ruben Castano descreve a mudança fundamental na forma como os consumidores escolhem telemóveis em 2026.
Mark

Porque é que a Motorola decidiu fazer esta mudança agora, depois de tantos anos como marca de telemóveis básicos?

Mimi

Porque perceberam que o telemóvel deixou de ser apenas um dispositivo. Está connosco o dia inteiro, faz parte dos nossos outfits, das nossas personalidades. As pessoas queriam mais do que preto e cinzento.

Mark

E as parcerias com Pantone, Alcantara e Swarovski — como é que isso muda a experiência de usar um telemóvel?

Mimi

Muda tudo. Não é apenas cor. É a sensação de pele na mão, é o brilho dos cristais, é o som que sai do dispositivo. É luxo acessível, é design que faz sentido.

Mark

Os números mostram que 65% das vendas ainda são em preto. Isso não sugere que a maioria das pessoas ainda quer o básico?

Mimi

Sugere que 35% das vendas agora são em cores vibrantes. Há três anos eram praticamente zero. É uma mudança de mentalidade, não acontece da noite para o dia.

Mark

O Wardrobe parece pensado especificamente para pessoas interessadas em moda. Que percentagem do público-alvo da Motorola é esse?

Mimi

Talvez não seja a maioria, mas é um segmento que cresce. E a verdade é que toda a gente se veste. Toda a gente quer saber se aquela roupa combina com aquela outra. A IA apenas torna isso mais fácil.

Mark

A sustentabilidade é mencionada mas não parece ser o foco principal. Porquê?

Mimi

Porque a Motorola prefere agir de forma consistente do que fazer grandes campanhas. Usam materiais reciclados nas embalagens, materiais sustentáveis nos dispositivos. Não é comunicação, é consistência.

Mark

Qual é o risco de apostar tudo em lifestyle e design quando a concorrência oferece especificações técnicas superiores?

Mimi

O risco existe, mas a Motorola não está a abandonar a tecnologia. Os sensores de câmara são de topo, as baterias são potentes, a IA está integrada. Apenas estão a embrulhar tudo isto com personalidade.

  • Há três anos, 99% dos smartphones vendidos eram pretos ou em tons neutros — hoje, apenas 65% das vendas da Motorola seguem esse caminho, sinal de que algo mudou na relação entre as pessoas e os seus dispositivos.
  • A marca sente a pressão de se distinguir num mercado saturado e responde com uma aposta radical na personalidade visual, nos materiais premium e em colaborações com ícones da moda, do desporto e da cultura.
  • O novo portfólio estende-se da família G acessível até aos dobráveis razr de topo, incorporando câmaras de 200MP, IA generativa, som Bose e cristais Swarovski — tecnologia e estética fundidas numa só proposta.
  • A funcionalidade Wardrobe, integrada no Google Photos e estreando nos razr, usa IA para catalogar roupas a partir de fotografias e permitir criar combinações de looks virtuais, aproximando moda e tecnologia de forma inédita.
  • A trajetória aponta para um posicionamento onde o telemóvel é tratado como acessório de moda tanto quanto ferramenta digital, desafiando concorrentes a responder a uma linguagem que vai além das especificações técnicas.

A Motorola, marca que regressou a Portugal há dois anos após uma longa ausência, anuncia uma reorientação estratégica profunda: deixar de ser sinónimo de acessibilidade discreta para se tornar uma referência de estilo de vida, identidade e expressão pessoal. Através de parcerias com casas como a Pantone, a Alcantara e a Swarovski, e de um portfólio que vai dos 249€ aos 1399€, a empresa propõe que o telemóvel deixe de ser um utensílio neutro e passe a ser um espelho de quem o usa. É uma aposta que reflete uma mudança mais ampla no modo como a tecnologia de consumo procura conquistar não apenas a razão, mas também a emoção e a identidade dos seus utilizadores.

A Motorola quer ser mais do que uma marca de telemóveis. Depois de regressar a Portugal em 2024, uma década após a aquisição pela Lenovo, a empresa iniciou uma transformação que agora aprofunda: colocar o design, os materiais premium e a identidade pessoal no centro da sua proposta de valor.

Daniela Idi, diretora de Marketing para a EMEA, explica que a mudança começou há três anos com uma pergunta simples — porque é que o dispositivo que nos acompanha o dia inteiro não reflete quem somos? A resposta veio em forma de cores vibrantes, acabamentos em pele e madeira, e parcerias com a Pantone para a cor, a Alcantara para o tecido, a Swarovski para a elegância e a Bose para o som. O impacto é visível nos números: a fatia de vendas em preto caiu de 99% para 65%.

O novo portfólio organiza-se em três gamas. A família G, a mais acessível, arranca nos 249€ e sobe até ao moto g87 com sensor de 200MP. A gama edge apresenta o edge 70 pro a partir de 599€, o modelo mais fino da série, com acabamentos inspirados em tecidos naturais e a estreia da plataforma Collections by Motorola, que já conta com parcerias com a FIFA e a Fórmula 1. No topo estão os dobráveis razr — o 70, o 70 plus e o 70 ultra, entre 869€ e 1399€ — com ecrãs exteriores funcionais, IA integrada através do MotoAI, Gemini e Perplexity, e funcionalidades de câmara como o modo camcorder com zoom por gesto de pulso ou o groupshot que corrige olhos fechados em fotografias de grupo.

A novidade mais ambiciosa é o Wardrobe, uma funcionalidade do Google Photos que estreia na família razr. Usando inteligência artificial, identifica roupas e acessórios nas imagens guardadas, cria um guarda-roupa visual estruturado e permite combinar peças e partilhar looks com amigos — tudo dentro da aplicação. Disponível a partir do verão, é o sinal mais claro de que a Motorola não está apenas a vender tecnologia, mas a propor uma nova forma de pensar a relação entre moda e dispositivos digitais.

A Motorola está a fazer uma aposta clara: deixar de ser apenas uma marca de telemóveis e transformar-se numa referência de estilo de vida. Depois de regressar a Portugal em 2024, uma década após ter sido comprada pela Lenovo, a empresa chegou com cores vibrantes que mudaram a forma como as pessoas escolhem os seus dispositivos. Agora, três anos depois de iniciar essa transformação, a marca quer aprofundar essa estratégia, colocando a personalidade, os materiais premium e o design no centro de tudo o que faz.

Daniela Idi, diretora de Marketing da Motorola EMEA, explica que a mudança começou há cerca de três anos, quando a marca decidiu recuperar parte da sua herança enquanto criava uma nova razão para as pessoas a escolherem. "Queríamos construir uma proposta de valor diferenciadora", diz, "onde juntamos design, materiais premium, inovação e uma experiência mais pessoal". A lógica é simples: o telemóvel está connosco o dia inteiro, desde que acordamos até adormecer, e deve refletir quem somos. Deve ser uma extensão da nossa identidade.

Os números falam por si. Há três anos, cerca de 99% dos smartphones vendidos eram pretos ou em cores neutras. Hoje, apenas 65% das vendas da Motorola são em preto. As pessoas estão abertas a explorar design, cor e personalidade. Quando entram numa loja, identificam imediatamente uma Motorola pelas cores vibrantes e pelos materiais. A marca conseguiu "interromper" visualmente o consumidor, como refere Idi.

Esta transformação não seria possível sem as parcerias estratégicas que a Motorola mantém. A Pantone domina a cor, a Alcantara o tecido, a Swarovski a elegância e a Bose o som. O resultado são cores icónicas como azul escuro ou roxo berrante, acabamentos de luxo em pele ou madeira, som de alta qualidade e cristais que brilham ao sol. Ruben Castano, vice-presidente de Design e Brand, resume a abordagem: "Estamos a explorar combinações que praticamente nenhuma outra marca está a trabalhar neste momento. O objetivo é oferecer tecnologia de topo, mas com personalidade, emoção e identidade visual muito forte".

O novo portfólio reflete esta filosofia em três gamas distintas. A família G, a mais acessível, inclui o moto g37 (desde 249€) com câmara de 50MP e bateria de 5200mAh, o moto g47 (desde 319€) com câmara de 108MP para mais detalhe, o moto g37 power (desde 259€) com bateria de 7000mAh para maior autonomia, e o moto g87 (desde 399€) com sensor de 200MP e som 280% mais potente. A gama edge apresenta o motorola edge 70 pro (desde 599€), o telemóvel mais fino e leve da série, com sensores de 50MP em todas as câmaras e acabamentos com aparência sedosa inspirados em tecidos naturais. Este é também o primeiro a incorporar a Collections by Motorola, uma plataforma de curadoria e colaboração com ícones da moda e cultura, com parcerias já estabelecidas com a FIFA e a Fórmula 1.

Mas é a família razr, os telemóveis dobráveis, que marca o ponto mais alto desta transformação. O razr 70 (desde 869€), o razr 70 plus (desde 1149€) e o razr 70 ultra (desde 1399€) chegam com ecrãs exteriores funcionais que permitem usar aplicações, verificar notificações e responder a mensagens sem abrir o dispositivo. Todos incorporam várias formas de Inteligência Artificial, incluindo MotoAI, Gemini e Perplexity. As funcionalidades de câmara destacam-se: o modo camcorder permite zoom suave com um gesto de pulso, o groupshot usa IA para abrir olhos fechados em fotografias de grupo, a signature style aprende automaticamente as preferências de edição do utilizador, e o frame match permite bloquear um enquadramento e deixar que as linhas se alinhem automaticamente.

A funcionalidade mais revolucionária, porém, é o Wardrobe, uma nova funcionalidade do Google Photos que estreia na família razr antes de chegar a outros dispositivos. Usando Inteligência Artificial, identifica roupas e acessórios nas imagens guardadas, gerando capturas isoladas que criam um guarda-roupa visual estruturado. A partir daí, é possível combinar peças, experimentar diferentes visuais e partilhar combinações com amigos, tudo dentro da aplicação. Disponível a partir do verão, esta funcionalidade transforma a forma como pensamos sobre moda e tecnologia, permitindo criar looks dignos de passerelle a partir do que já temos em casa.

Queríamos recuperar parte da herança da Motorola, mas ao mesmo tempo criar uma nova razão para as pessoas escolherem a marca. Foi aí que nasceu este posicionamento mais lifestyle.
— Daniela Idi, diretora de Marketing da Motorola EMEA
Estamos a explorar combinações que praticamente nenhuma outra marca está a trabalhar neste momento. O objetivo é oferecer tecnologia de topo, mas com personalidade, emoção e identidade visual muito forte.
— Daniela Idi
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