Na Avenida Boqueirão, em Canoas, uma colisão entre carro e motocicleta ceifou a vida de Guilherme Joaquim da Silva, 19 anos, numa sexta-feira que revelou mais do que um acidente — revelou uma intenção. O condutor Fernando Ávila Molossi, 51 anos, não buscou socorro nem prestou assistência: buscou uma oficina para apagar os rastros do impacto. A Polícia Civil, diante das imagens e do encadeamento dos fatos, enxerga ali não o acaso do trânsito, mas a escolha deliberada de um homem que transformou uma rua comum no palco de uma tragédia evitável.
Motorista preso por morte de motociclista tentou consertar carro em oficina após colisão
Ele vinha numa perseguição pela Avenida Boqueirão
Por que um homem levaria o carro para consertar logo após atropelar alguém?
A sequência sugere que ele estava tentando apagar evidências ou simplesmente agir como se nada tivesse acontecido. O nervosismo que os funcionários notaram pode indicar pânico ou cálculo.
As câmeras mostram que ele tentou atingir a moto antes do atropelamento fatal?
Sim. Há um primeiro momento em que ele quase consegue derrubar os dois. A moto derrapia. Depois eles param para questionar por que ele fez aquilo. É esse padrão que levou a polícia a chamar de perseguição, não de acidente.
E a embriaguez? Ele confirmou que havia bebido?
Recusou o teste do bafômetro. Os policiais notaram sinais de embriaguez, mas sem o teste não há comprovação. Ele também permaneceu em silêncio durante o depoimento.
A namorada dele viu tudo?
Ela estava na garupa. Sobreviveu com ferimentos. Seu relato foi crucial para a polícia entender que houve um confronto antes do atropelamento fatal.
Qual é a acusação exata?
Homicídio doloso com motivo fútil. A polícia entende que havia intenção de causar confusão, e isso resultou em morte. O "motivo fútil" significa que não havia razão aparente para a agressão.
Il Polso
- Um jovem de 19 anos morreu atropelado na Avenida Boqueirão após o carro de Molossi atingir a motocicleta que ele pilotava com a namorada na garupa.
- Câmeras de segurança revelaram que, antes do atropelamento fatal, o condutor já havia tentado derrubar a moto numa primeira passagem — transformando o que parecia acidente em perseguição.
- Em vez de parar para socorrer as vítimas, Molossi dirigiu até uma oficina de chapeação e pediu conserto urgente dos danos, sendo flagrado nervoso e com sinais de embriaguez.
- Preso em flagrante em casa, o suspeito recusou o bafômetro e permaneceu em silêncio durante o depoimento; no dia seguinte, a prisão preventiva foi decretada em audiência de custódia.
- A Polícia Civil investiga o caso como homicídio doloso com motivo fútil, enquanto a família de Guilherme rejeita qualquer narrativa de briga de trânsito e motociclistas de Canoas foram às ruas protestar.
Na Avenida Boqueirão, em Canoas, uma colisão entre carro e motocicleta ceifou a vida de Guilherme Joaquim da Silva, 19 anos, numa sexta-feira que revelou mais do que um acidente — revelou uma intenção. O condutor Fernando Ávila Molossi, 51 anos, não buscou socorro nem prestou assistência: buscou uma oficina para apagar os rastros do impacto. A Polícia Civil, diante das imagens e do encadeamento dos fatos, enxerga ali não o acaso do trânsito, mas a escolha deliberada de um homem que transformou uma rua comum no palco de uma tragédia evitável.
Na última sexta-feira, Guilherme Joaquim da Silva, de 19 anos, pilotava sua motocicleta pela Avenida Boqueirão em Canoas com a namorada na garupa quando um carro o atingiu com força suficiente para derrubá-los e passar por cima do jovem. Ele morreu no local. Ela sobreviveu com ferimentos.
O comportamento do motorista após a colisão chamou a atenção das autoridades. Fernando Ávila Molossi, 51 anos, não prestou socorro — foi direto a uma oficina de chapeação, onde chegou às 12h40 pedindo agilidade no conserto do veículo. Um funcionário notou seu nervosismo. Molossi foi embora ao saber que a equipe estava em horário de almoço. Pouco depois, policiais militares o encontraram em casa e o prenderam em flagrante. Ele apresentava sinais de embriaguez, recusou o bafômetro e não falou durante o depoimento.
As imagens de segurança, porém, revelaram um detalhe decisivo: antes do atropelamento fatal, o carro já havia tentado atingir a motocicleta numa primeira passagem. A moto derrapou. Segundo a namorada de Guilherme, os dois pararam ao lado do veículo para questionar o condutor — e as câmeras registraram esse encontro também. A delegada Graziela Zinelli, da Polícia Civil, interpretou a sequência como perseguição deliberada.
Molossi foi autuado por homicídio doloso com motivo fútil e por usar recurso que dificultou a defesa da vítima. No sábado, a prisão preventiva foi decretada. O advogado da família de Guilherme rejeita qualquer versão que enquadre o caso como desdobramento de uma discussão de trânsito, defendendo que a agressão foi aleatória. Familiares, amigos e motociclistas de Canoas foram às ruas protestar. A investigação segue em andamento.
Na última sexta-feira, um carro atingiu uma motocicleta na Avenida Boqueirão em Canoas. Guilherme Joaquim da Silva, de 19 anos, estava pilotando. Sua namorada vinha na garupa. O impacto foi violento o suficiente para derrubar os dois e passar por cima do jovem. Ele morreu no local. Ela sobreviveu com ferimentos.
O que aconteceu depois revela algo sobre o estado de espírito de quem estava ao volante. Fernando Ávila Molossi, 51 anos, saiu do carro e dirigiu direto para uma oficina de chapeação. Câmeras de segurança o registraram chegando lá às 12h40 da mesma sexta-feira. Ele permaneceu cerca de quatro minutos no local, pedindo agilidade no conserto dos danos. Um dos funcionários notou que parecia nervoso. Molossi saiu quando soube que a equipe estava em horário de almoço.
Policiais militares o encontraram em casa pouco depois. Ele foi preso em flagrante. Apresentava sinais de embriaguez, segundo os PMs, mas recusou fazer o teste do bafômetro. Não disse nada durante o depoimento.
A investigação da Polícia Civil, porém, vê mais do que um acidente de trânsito. As imagens de segurança mostram algo anterior ao atropelamento fatal. Há um primeiro momento em que o carro tenta atingir a motocicleta. O condutor quase consegue. A moto derrapia. Depois, segundo o relato da namorada de Silva, os dois pararam ao lado do veículo para perguntar por que ele havia tentado derrubá-los. Câmeras flagraram esse encontro também.
A delegada Graziela Zinelli, da Polícia Civil, interpretou a sequência de eventos como perseguição. "O flagrado tinha a intenção de causar alguma confusão com a vítima, que acabou vindo a óbito", disse ela. Molossi foi autuado em flagrante por homicídio doloso com motivo fútil e por usar de recurso que dificultou a defesa da vítima. No sábado seguinte, a prisão preventiva foi decretada em audiência de custódia.
A defesa de Molossi não se manifestou publicamente além de dizer que faria uma declaração assim que compreendesse os fatos. O advogado da família de Silva, Rainer Mendonça, contesta qualquer versão que sugira uma discussão de trânsito. Para ele, o atropelamento foi aleatório — uma agressão sem motivo aparente contra um jovem que estava apenas pilotando sua moto.
Familiares, amigos e motociclistas de Canoas realizaram protestos após a morte. A investigação segue em andamento, com a Polícia Civil tratando o caso como homicídio doloso.
Citazioni salienti
O flagrado tinha a intenção de causar alguma confusão com a vítima, que acabou vindo a óbito. Ele vinha numa perseguição pela Avenida Boqueirão— Delegada Graziela Zinelli, Polícia Civil
Não houve discussão de trânsito e Guilherme foi atingido de forma aleatória— Advogado Rainer Mendonça, representante da família de Silva