Motorista preso por morte de motociclista tentou consertar carro em oficina após colisão

Guilherme Joaquim da Silva, 19 anos, morreu no local do atropelamento; sua namorada sofreu ferimentos sem risco de morte.
Ele vinha numa perseguição pela Avenida Boqueirão
A delegada descreve a sequência de eventos que levou ao atropelamento fatal como perseguição intencional, não acidente.
Mark

Por que um homem levaria o carro para consertar logo após atropelar alguém?

Mimi

A sequência sugere que ele estava tentando apagar evidências ou simplesmente agir como se nada tivesse acontecido. O nervosismo que os funcionários notaram pode indicar pânico ou cálculo.

Mark

As câmeras mostram que ele tentou atingir a moto antes do atropelamento fatal?

Mimi

Sim. Há um primeiro momento em que ele quase consegue derrubar os dois. A moto derrapia. Depois eles param para questionar por que ele fez aquilo. É esse padrão que levou a polícia a chamar de perseguição, não de acidente.

Mark

E a embriaguez? Ele confirmou que havia bebido?

Mimi

Recusou o teste do bafômetro. Os policiais notaram sinais de embriaguez, mas sem o teste não há comprovação. Ele também permaneceu em silêncio durante o depoimento.

Mark

A namorada dele viu tudo?

Mimi

Ela estava na garupa. Sobreviveu com ferimentos. Seu relato foi crucial para a polícia entender que houve um confronto antes do atropelamento fatal.

Mark

Qual é a acusação exata?

Mimi

Homicídio doloso com motivo fútil. A polícia entende que havia intenção de causar confusão, e isso resultou em morte. O "motivo fútil" significa que não havia razão aparente para a agressão.

  • Um jovem de 19 anos morreu atropelado na Avenida Boqueirão após o carro de Molossi atingir a motocicleta que ele pilotava com a namorada na garupa.
  • Câmeras de segurança revelaram que, antes do atropelamento fatal, o condutor já havia tentado derrubar a moto numa primeira passagem — transformando o que parecia acidente em perseguição.
  • Em vez de parar para socorrer as vítimas, Molossi dirigiu até uma oficina de chapeação e pediu conserto urgente dos danos, sendo flagrado nervoso e com sinais de embriaguez.
  • Preso em flagrante em casa, o suspeito recusou o bafômetro e permaneceu em silêncio durante o depoimento; no dia seguinte, a prisão preventiva foi decretada em audiência de custódia.
  • A Polícia Civil investiga o caso como homicídio doloso com motivo fútil, enquanto a família de Guilherme rejeita qualquer narrativa de briga de trânsito e motociclistas de Canoas foram às ruas protestar.

Na Avenida Boqueirão, em Canoas, uma colisão entre carro e motocicleta ceifou a vida de Guilherme Joaquim da Silva, 19 anos, numa sexta-feira que revelou mais do que um acidente — revelou uma intenção. O condutor Fernando Ávila Molossi, 51 anos, não buscou socorro nem prestou assistência: buscou uma oficina para apagar os rastros do impacto. A Polícia Civil, diante das imagens e do encadeamento dos fatos, enxerga ali não o acaso do trânsito, mas a escolha deliberada de um homem que transformou uma rua comum no palco de uma tragédia evitável.

Na última sexta-feira, Guilherme Joaquim da Silva, de 19 anos, pilotava sua motocicleta pela Avenida Boqueirão em Canoas com a namorada na garupa quando um carro o atingiu com força suficiente para derrubá-los e passar por cima do jovem. Ele morreu no local. Ela sobreviveu com ferimentos.

O comportamento do motorista após a colisão chamou a atenção das autoridades. Fernando Ávila Molossi, 51 anos, não prestou socorro — foi direto a uma oficina de chapeação, onde chegou às 12h40 pedindo agilidade no conserto do veículo. Um funcionário notou seu nervosismo. Molossi foi embora ao saber que a equipe estava em horário de almoço. Pouco depois, policiais militares o encontraram em casa e o prenderam em flagrante. Ele apresentava sinais de embriaguez, recusou o bafômetro e não falou durante o depoimento.

As imagens de segurança, porém, revelaram um detalhe decisivo: antes do atropelamento fatal, o carro já havia tentado atingir a motocicleta numa primeira passagem. A moto derrapou. Segundo a namorada de Guilherme, os dois pararam ao lado do veículo para questionar o condutor — e as câmeras registraram esse encontro também. A delegada Graziela Zinelli, da Polícia Civil, interpretou a sequência como perseguição deliberada.

Molossi foi autuado por homicídio doloso com motivo fútil e por usar recurso que dificultou a defesa da vítima. No sábado, a prisão preventiva foi decretada. O advogado da família de Guilherme rejeita qualquer versão que enquadre o caso como desdobramento de uma discussão de trânsito, defendendo que a agressão foi aleatória. Familiares, amigos e motociclistas de Canoas foram às ruas protestar. A investigação segue em andamento.

Na última sexta-feira, um carro atingiu uma motocicleta na Avenida Boqueirão em Canoas. Guilherme Joaquim da Silva, de 19 anos, estava pilotando. Sua namorada vinha na garupa. O impacto foi violento o suficiente para derrubar os dois e passar por cima do jovem. Ele morreu no local. Ela sobreviveu com ferimentos.

O que aconteceu depois revela algo sobre o estado de espírito de quem estava ao volante. Fernando Ávila Molossi, 51 anos, saiu do carro e dirigiu direto para uma oficina de chapeação. Câmeras de segurança o registraram chegando lá às 12h40 da mesma sexta-feira. Ele permaneceu cerca de quatro minutos no local, pedindo agilidade no conserto dos danos. Um dos funcionários notou que parecia nervoso. Molossi saiu quando soube que a equipe estava em horário de almoço.

Policiais militares o encontraram em casa pouco depois. Ele foi preso em flagrante. Apresentava sinais de embriaguez, segundo os PMs, mas recusou fazer o teste do bafômetro. Não disse nada durante o depoimento.

A investigação da Polícia Civil, porém, vê mais do que um acidente de trânsito. As imagens de segurança mostram algo anterior ao atropelamento fatal. Há um primeiro momento em que o carro tenta atingir a motocicleta. O condutor quase consegue. A moto derrapia. Depois, segundo o relato da namorada de Silva, os dois pararam ao lado do veículo para perguntar por que ele havia tentado derrubá-los. Câmeras flagraram esse encontro também.

A delegada Graziela Zinelli, da Polícia Civil, interpretou a sequência de eventos como perseguição. "O flagrado tinha a intenção de causar alguma confusão com a vítima, que acabou vindo a óbito", disse ela. Molossi foi autuado em flagrante por homicídio doloso com motivo fútil e por usar de recurso que dificultou a defesa da vítima. No sábado seguinte, a prisão preventiva foi decretada em audiência de custódia.

A defesa de Molossi não se manifestou publicamente além de dizer que faria uma declaração assim que compreendesse os fatos. O advogado da família de Silva, Rainer Mendonça, contesta qualquer versão que sugira uma discussão de trânsito. Para ele, o atropelamento foi aleatório — uma agressão sem motivo aparente contra um jovem que estava apenas pilotando sua moto.

Familiares, amigos e motociclistas de Canoas realizaram protestos após a morte. A investigação segue em andamento, com a Polícia Civil tratando o caso como homicídio doloso.

O flagrado tinha a intenção de causar alguma confusão com a vítima, que acabou vindo a óbito. Ele vinha numa perseguição pela Avenida Boqueirão
— Delegada Graziela Zinelli, Polícia Civil
Não houve discussão de trânsito e Guilherme foi atingido de forma aleatória
— Advogado Rainer Mendonça, representante da família de Silva
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