Motorista passa por acidente que matou colega sem saber que era ele

23 pessoas mortas (21 adultos e 2 crianças) em colisão frontal entre micro-ônibus de transporte de pacientes e carreta na BR-373, Paraná.
Parecia um irmão. Nunca reclamava de nada, estava sempre alegre
Como Amauri descreve seu colega Erick Wiertel, motorista que morreu na colisão frontal.
Mark

Como é possível passar por um acidente assim e não perceber que é alguém que você conhece?

Mimi

Amauri estava trabalhando, transportando um paciente. Tudo aconteceu muito rápido. Ele viu os destroços, ouviu os avisos dos outros motoristas sobre a gravidade, e precisou desviar. Não havia tempo para processar o que estava vendo.

Mark

E quando ele descobriu que era Erick?

Mimi

Depois, quando a notícia se espalhou. Imagina receber essa informação horas depois, sabendo que você passou por ali minutos após a morte dele acontecer.

Mark

Como era a relação deles?

Mimi

Erick era mais que colega. Amauri o descreve como alguém que parecia um irmão. Trabalharam juntos por anos no mesmo ônibus. Erick era alegre, dedicado, nunca reclamava.

Mark

Isso torna a tragédia ainda mais pesada?

Mimi

Muito mais. Não é só um acidente que matou 23 pessoas. É a perda de alguém que você viu quase todos os dias, que você conhecia bem, que fazia parte da sua rotina.

Mark

E os outros passageiros do micro-ônibus?

Mimi

Eram pacientes sendo transportados para hospitais em Curitiba. Duas crianças entre os 23 mortos. Pessoas que estavam em situação de vulnerabilidade, viajando para receber cuidados médicos.

  • Uma carreta sem carga invadiu a pista contrária na BR-373 e destruiu um micro-ônibus cheio de pacientes, matando 23 pessoas em poucos segundos.
  • Entre os mortos estava Erick Wiertel, motorista querido da Secretaria de Saúde de Imbituva, enquanto seu amigo Amauri Gaspar passava pelo local sem saber que o colega estava nos destroços à sua frente.
  • A rodovia ficou completamente bloqueada por sete horas, a Polícia Científica foi acionada e a identificação dos corpos foi conduzida em Ponta Grossa.
  • O governo do Paraná decretou luto oficial de três dias e as vítimas terão velório coletivo, marcando o acidente como o mais grave da região desde 2021.

Na madrugada de uma quarta-feira comum, a BR-373 no Paraná tornou-se palco de uma das tragédias mais dolorosas da região em anos: 23 pessoas — entre elas duas crianças e um motorista que nunca reclamava de nada — perderam a vida quando uma carreta invadiu a pista contrária e colidiu frontalmente com um micro-ônibus que levava pacientes para hospitais da Grande Curitiba. O acidente nos lembra, com brutalidade, como a fragilidade da vida humana pode ser atravessada por um desvio de rota — literal ou metafórico — em questão de segundos.

Amauri Gaspar de Andrade passou pelos destroços na madrugada de quarta-feira sem entender o que via. Dirigia uma ambulância na BR-373, em Ipiranga, quando outros motoristas o alertaram sobre a gravidade de um acidente à frente. Com um paciente a bordo, fez um desvio e seguiu. Só depois descobriu que o micro-ônibus destruído era aquele em que havia trabalhado por anos — e que o amigo Erick Wiertel, o motorista, estava entre os mortos.

O acidente aconteceu por volta das 3h30, quando o micro-ônibus que transportava pacientes do interior para hospitais da Grande Curitiba colidiu frontalmente com uma carreta. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o caminhão — vazio, emplacado em Erechim, no Rio Grande do Sul — invadiu a pista contrária antes do impacto. O saldo foi de 23 mortos: 21 adultos, duas crianças e o próprio motorista da carreta.

Amauri descreve Erick como alguém que parecia um irmão: sempre alegre, nunca reclamava, dedicado à família e querido por todos. A perda é ao mesmo tempo coletiva e profundamente pessoal.

A rodovia ficou interditada por cerca de sete horas. Equipes da Polícia Científica realizaram a perícia no local e a identificação dos corpos foi feita em Ponta Grossa. O governo decretou luto oficial de três dias, e as vítimas terão velório coletivo — um reconhecimento silencioso de que 23 vidas foram interrompidas ao mesmo tempo, na mesma estrada, numa madrugada que parecia comum.

Amauri Gaspar de Andrade dirigia uma ambulância na madrugada de quarta-feira quando passou por um acidente devastador na BR-373, em Ipiranga, nos Campos Gerais do Paraná. Ele viu os destroços, ouviu outros motoristas alertarem sobre a gravidade da colisão, desviou com seu paciente e seguiu adiante. Só depois soube que o micro-ônibus envolvido na batida era aquele em que havia trabalhado por anos como motorista da Secretaria de Saúde de Imbituva. E que o condutor daquele ônibus era Erick Wiertel, seu colega e amigo próximo.

O acidente aconteceu por volta das 3h30 da madrugada, quando um micro-ônibus que transportava pacientes do interior para hospitais da Grande Curitiba colidiu frontalmente com uma carreta na rodovia de pista simples. A força do impacto foi tão violenta que deixou 23 pessoas mortas: 21 adultos e duas crianças. O motorista da carreta, que viajava sozinho e sem carga no veículo emplacado em Erechim, no Rio Grande do Sul, também perdeu a vida. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a carreta invadiu a pista contrária antes de bater de frente com o micro-ônibus.

Amauri descreve o momento em que chegou ao local. Havia passado poucos minutos desde o impacto. Outros motoristas já estavam ali, alertando que era impossível passar, que o acidente era muito grave e que o socorro já estava a caminho. Com um paciente na ambulância, ele não conseguiu atravessar e fez um desvio, passando pela frente dos destroços sem compreender o que estava vendo. Só depois, quando a notícia se espalhou, descobriu que era seu colega de trabalho.

Erick Wiertel era mais que um colega. Amauri o descreve como alguém que parecia um irmão. Durante os anos em que trabalharam juntos, Erick nunca reclamava de nada, estava sempre alegre, sempre pronto para ajudar. Era uma pessoa dedicada à família, querida por todos. A perda é pessoal e profunda.

O acidente foi o mais grave registrado na região desde 2021. A rodovia ficou completamente interditada por cerca de sete horas, com o trânsito totalmente liberado apenas às 10h20 da manhã. A Polícia Científica do Paraná enviou equipes para fazer a perícia no local e nos corpos das vítimas, com a identificação dos mortos sendo realizada na sede da instituição em Ponta Grossa. O governo decretou luto oficial de três dias. As vítimas terão velório coletivo, um reconhecimento da magnitude da tragédia que tirou 23 vidas em questão de segundos na madrugada de uma quarta-feira comum.

Cheguei poucos minutos antes, quando vi o acidente, mas sem pensar que era o colega, o ônibus nosso. Depois fui saber da notícia de que era um colega de trabalho
— Amauri Gaspar de Andrade, motorista que passou pelo local
Sabe quando parece um irmão? Enquanto a gente trabalhou junto, ele nunca reclamou de nada, estava sempre alegre, sempre disposto para ajudar
— Amauri Gaspar de Andrade, sobre seu colega Erick Wiertel
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