Mais de 675 mortos no Nepal e 7 na China; número cresceu 50 pessoas em 6 horas e continua subindo conforme resgate avança. Cerca de 3 mil pessoas desaparecidas dos dois lados da fronteira; Nepal estima necessidade de US$ 4-5 bilhões para reconstrução.
Mortes em enchentes no Nepal e China ultrapassam 680; país pede ajuda técnica estrangeira
Já solicitamos esses serviços especializados onde não dispomos de experiência
Por que o Nepal mudou de ideia tão rapidamente sobre pedir ajuda? Isso não sugere que subestimou o desastre?
Provavelmente. Quando uma enchente atinge uma região de fronteira montanhosa, é difícil avaliar a escala real nos primeiros dias. Conforme os números de mortos e desaparecidos crescem — e cresceram 50 pessoas em seis horas — fica claro que você está diante de algo muito maior do que imaginava.
Mas precisamos ser cuidadosos aqui. O comunicado diz que o número cresceu 50 pessoas em seis horas, mas não sabemos se isso reflete novas mortes ou apenas a contagem sendo atualizada. São coisas diferentes.
Verdade. E o ministro foi bem específico sobre o que precisam: resgate em túneis, testes de DNA, armazenamento de corpos. Isso não é ajuda genérica — é expertise muito particular.
E quanto aos 3 mil desaparecidos? Isso é uma estimativa ou um número confirmado?
A fonte não deixa claro. Diz que estão desaparecidos, mas não especifica se é uma contagem de pessoas reportadas como desaparecidas ou uma estimativa baseada em registros de população. É uma diferença importante.
O que é certo é que o Nepal não tem infraestrutura para lidar com isso sozinho. Um país de 30 milhões de pessoas, já pobre, não tem laboratórios de DNA em quantidade suficiente, não tem capacidade de armazenamento de corpos em larga escala.
E os 4 a 5 bilhões de dólares para reconstrução — isso inclui apenas infraestrutura ou também compensação para as famílias?
A fonte diz "reconstrução", o que geralmente significa infraestrutura — pontes, estradas, comunicação. Mas não especifica se inclui habitação ou assistência direta às vítimas. Isso é um detalhe importante que não temos.
De qualquer forma, para um país como o Nepal, é um número que não conseguem arcar. Vai depender completamente de doações internacionais e empréstimos de instituições multilaterais.
The Pulse
- Mais de 680 mortos (675 no Nepal, 7 na China)
- Cerca de 3 mil pessoas desaparecidas dos dois lados da fronteira
- Nepal estima necessidade de US$ 4-5 bilhões para reconstrução
- Enchentes ocorreram na quarta-feira (26 de agosto) em região de fronteira montanhosa
Mais de 675 mortos no Nepal e 7 na China; número cresceu 50 pessoas em 6 horas e continua subindo conforme resgate avança. Cerca de 3 mil pessoas desaparecidas dos dois lados da fronteira; Nepal estima necessidade de US$ 4-5 bilhões para reconstrução.
Enchentes na região de fronteira entre Nepal e China causaram mais de 680 mortes e deixaram cerca de 3 mil desaparecidas. Nepal recua de posição anterior e solicita assistência técnica estrangeira para operações de resgate e reconstrução.
As enchentes que varreram a região de fronteira entre Nepal e China na quarta-feira deixaram um rastro de morte que continuava a crescer conforme os trabalhos de resgate avançavam. Até o sábado à tarde, o número de mortos havia ultrapassado 680 — 675 confirmados pelas autoridades nepalesas e 7 pela China. Em apenas seis horas, esse total havia aumentado em quase 50 pessoas, e os oficiais esperavam que o número continuasse a subir nos dias seguintes.
O desaparecimento em massa acompanhava a mortandade. Cerca de 3 mil pessoas estavam desaparecidas dos dois lados da fronteira, muitas delas presas em escombros, soterradas em deslizamentos de terra ou levadas pelas águas. O Nepal, uma nação montanhosa de 30 milhões de habitantes, enfrentava uma das piores catástrofes naturais de sua história recente, com a destruição se estendendo por uma vasta área de difícil acesso.
O que tornava a situação ainda mais complexa era a mudança de postura do governo nepalês. Dias antes, o país havia recusado ofertas de ajuda internacional nas operações de busca e resgate, afirmando que tinha capacidade de gerenciar os esforços por conta própria. Mas conforme a magnitude do desastre se tornava clara, essa posição se inverteu. No sábado, o Nepal formalmente solicitou assistência técnica estrangeira, reconhecendo que enfrentava desafios além de sua experiência e recursos técnicos disponíveis.
O ministro das Relações Exteriores nepalês, Shisir Khanal, foi direto ao explicar quais eram as lacunas. O país precisava de ajuda para resgatar pessoas presas em túneis — estruturas que desabaram ou foram bloqueadas pelas águas. Precisava restaurar vias de transporte e comunicação em locais onde as pontes haviam sido destruídas, isolando comunidades inteiras. E precisava de expertise para lidar com a identificação de corpos, incluindo testes de DNA, e para armazenar os mortos por períodos prolongados enquanto as famílias eram localizadas e os registros eram compilados. "Já solicitamos esses serviços especializados e assistência técnica para áreas onde não dispomos de experiência e conhecimento técnico suficientes", disse Khanal à agência Reuters.
O custo da reconstrução seria monumental. O ministro das Finanças do Nepal informou que o país precisaria entre 4 bilhões e 5 bilhões de dólares — algo entre 20 e 25 bilhões de reais — apenas para reconstruir a infraestrutura destruída. Para uma nação já empobrecida, com economia frágil, esse montante representava um fardo que não poderia ser carregado sozinho. A ajuda internacional não era mais uma questão de orgulho ou capacidade técnica; era uma questão de sobrevivência econômica.
Notable Quotes
Já solicitamos esses serviços especializados e assistência técnica para áreas onde não dispomos de experiência e conhecimento técnico suficientes— Shisir Khanal, ministro das Relações Exteriores do Nepal