Morre Juarez da Tekpix, ícone dos comerciais de televendas dos anos 2000

Morte de Juarez da Tekpix, figura pública que marcou gerações de telespectadores brasileiros.
Vamos falar de coisa boa? saiu dos limites da tela
O bordão de Juarez transcendeu a propaganda e se tornou parte da cultura televisiva brasileira dos anos 2000.
Mark

Por que a morte de Juarez importa agora, décadas depois que os comerciais saíram do ar?

Mimi

Porque ele é um símbolo de uma época específica da televisão brasileira. Quando as pessoas veem aquele vídeo antigo, não estão apenas vendo um comercial — estão vendo a si mesmas em um momento diferente, quando a TV aberta era o centro da cultura. Juarez era a voz daquele período.

Luke

Mas precisamos ser claros: a morte dele é notícia porque ele era uma figura pública, não porque o comercial foi particularmente importante. A Tekpix desapareceu do mercado. O que permanece é a nostalgia.

Mark

E quanto àquele episódio em 2025, a denúncia de assédio sexual?

Mimi

Aconteceu, foi divulgado que ele se afastou da RedeTV! depois disso. Mas os detalhes do que aconteceu, se houve investigação, qual foi o resultado — tudo isso permanece obscuro.

Luke

Exatamente. A matéria menciona a denúncia, mas não há informação sobre o desfecho. Não sabemos se foi investigado, se houve consequências formais. É um vazio importante que não podemos preencher.

Mark

A causa da morte também não foi divulgada?

Mimi

Não. Ele foi encontrado em casa, em São Paulo, mas nenhuma causa oficial foi confirmada até o momento em que a notícia começou a circular.

Luke

O que significa que estamos falando sobre a morte de uma pessoa pública sem saber realmente o que aconteceu. A gente tem o fato da morte, temos a memória cultural, mas os detalhes médicos e circunstanciais estão todos em aberto.

Mark

Como você acha que as pessoas vão lembrar dele?

Mimi

Pelo bordão. Por aquele entusiasmo. Pelos vídeos que continuam circulando na internet. A morte talvez reacenda o interesse nesses clipes antigos, e uma nova geração vai descobrir quem era Juarez.

Luke

Sim, mas também há o contexto da denúncia de 2025. Quando as pessoas buscarem sobre ele agora, vão encontrar tanto a nostalgia quanto aquela acusação. A narrativa não é limpa.

  • Juarez foi encontrado morto em casa, em São Paulo, sem que a causa oficial da morte tenha sido esclarecida nos primeiros comunicados.
  • A notícia provocou uma onda de comoção nas redes sociais, com telespectadores compartilhando clipes antigos e se despedindo de uma figura que marcou a infância e a adolescência de muitos brasileiros.
  • Em 2025, sua trajetória havia sido interrompida por uma denúncia de assédio sexual envolvendo uma funcionária da RedeTV!, afastando-o de suas atividades — um capítulo cujo desfecho nunca foi esclarecido publicamente.
  • A apresentadora Sônia Abrão confirmou a morte e lamentou a perda, enquanto o bordão 'Vamos falar de coisa boa?' voltava a circular como epitáfio involuntário de uma era televisiva que não volta mais.

Juarez Aparecido Pontes Fernandes, o homem que transformou a venda de câmeras digitais em espetáculo televisivo com seu bordão 'Vamos falar de coisa boa?', morreu em São Paulo na sexta-feira, dia 9 de outubro, encontrado sem vida em sua residência. Antes de se tornar ícone, ele era vendedor de telemarketing — e foi justamente essa autenticidade irreproduzível que o levou às telas e à memória afetiva de uma geração. Sua morte encerra um capítulo singular da televisão brasileira dos anos 2000, mas os vídeos que circulam nas redes sociais sugerem que certas presenças resistem ao tempo.

Juarez Aparecido Pontes Fernandes morreu em São Paulo na sexta-feira, dia 9 de outubro, encontrado sem vida em sua residência na capital paulista. A causa oficial da morte não foi divulgada nos primeiros comunicados. Para quem cresceu diante da televisão aberta nos anos 2000, o nome dispensava apresentações — vinha carregado daquele entusiasmo inconfundível e da pergunta que virou marca registrada: 'Vamos falar de coisa boa?'

Antes de chegar às telas, Juarez trabalhava no telemarketing, vendendo eletrônicos pela Tecnomania. Foi ali que os responsáveis pela empresa perceberam algo que não se ensina: a capacidade de transformar um produto em espetáculo. Levaram-no para os comerciais, e a câmera digital Tekpix tornou-se seu palco. Fala acelerada, gestos amplos, demonstrações entusiasmadas e ofertas de parcelamento — tudo embalado num carisma genuíno que fazia os anúncios serem reconhecidos instantaneamente.

O bordão ultrapassou os limites da propaganda e entrou na cultura brasileira. Durante toda a década de 2000, a frase ficou associada diretamente a Juarez e àquele momento específico das televendas na televisão aberta. Sua carreira se estendeu por emissoras como RedeTV!, SBT e Record, sempre ligada a ações de merchandising. Quando a internet explodiu, vídeos antigos voltaram a circular, levando sua figura a uma nova geração que o reconhecia pela memória coletiva, mesmo sem ter visto um comercial ao vivo.

Em 2025, porém, uma denúncia de assédio sexual envolvendo uma funcionária da RedeTV! interrompeu sua trajetória. Ele se afastou das atividades, e o desfecho do caso nunca foi esclarecido publicamente. Agora, com sua morte, as circunstâncias permanecem nebulosas. A apresentadora Sônia Abrão, que trabalhou com ele por anos, confirmou a notícia e lamentou a perda. Nas redes sociais, telespectadores começaram a se despedir compartilhando clipes antigos — celebrando a memória de um homem que conseguiu fazer de uma câmera digital um fenômeno cultural.

Juarez Aparecido Pontes Fernandes morreu em São Paulo. A notícia circulou na sexta-feira, dia 9 de outubro, depois que ele foi encontrado sem vida em sua casa na capital paulista. Ninguém que cresceu vendo televisão aberta nos anos 2000 precisava de apresentações — o nome Juarez da Tekpix vinha carregado de memória, daquele entusiasmo contagiante e daquela pergunta que virou marca: "Vamos falar de coisa boa?"

Antes de se tornar um ícone televisivo, Juarez trabalhava nas trincheiras do telemarketing. Vendia pela Tecnomania, empresa que comercializava eletrônicos, e fazia isso bem — tão bem que os responsáveis pela companhia perceberam que ele tinha algo que não se ensina: a capacidade de transformar um produto em espetáculo. Decidiram levá-lo para os comerciais. A câmera digital Tekpix seria seu palco, e ele a apresentaria como se estivesse revelando um tesouro. Fala acelerada, gestos amplos, demonstrações dos recursos, ofertas de parcelamento — tudo embalado naquele estilo que fazia os anúncios serem reconhecidos instantaneamente pelos telespectadores.

Os comerciais da Tekpix ocupavam diferentes horários da programação e apareciam frequentemente em ações de merchandising. Aquela combinação de insistência comercial pura com um carisma genuíno criou algo que transcendeu a propaganda. O bordão "Vamos falar de coisa boa?" saiu dos limites da tela e entrou na cultura. Durante toda a década de 2000, a frase passou a ser associada diretamente a Juarez e àquele momento específico da televisão brasileira — um período em que as televendas ocupavam espaço considerável na grade das emissoras abertas, e os comerciais longos com demonstrações de produtos eram a forma de atrair consumidores interessados em equipamentos eletrônicos.

A carreira de Juarez não se limitou aos anúncios da Tecnomania. Ele participou de programas em emissoras como RedeTV!, SBT e Record, frequentemente ligado a ações de merchandising. Concedeu entrevistas nas quais relembrava o sucesso das propagandas e sua experiência no mercado de vendas. Mas foi a Tekpix que o definiu publicamente, que o transformou em personagem.

Quando a internet chegou e as redes sociais explodiram, gravações antigas de Juarez começaram a circular novamente. Vídeos de humor, montagens nostálgicas, publicações que celebravam a televisão dos anos 2000 — tudo isso trouxe Juarez para uma nova geração, para pessoas que talvez nunca tivessem visto um comercial seu ao vivo, mas que reconheciam a figura através da memória coletiva. Mesmo depois que a Tekpix perdeu espaço no mercado de eletrônicos, mesmo depois que os smartphones tornaram as câmeras digitais obsoletas, Juarez permanecia vivo na memória afetiva.

Em 2025, porém, sua trajetória foi marcada por uma denúncia de assédio sexual envolvendo uma funcionária da RedeTV!, emissora onde ele trabalhava. Ele se afastou de suas atividades. Os detalhes do que aconteceu depois, o desfecho da denúncia, não foram esclarecidos publicamente.

Agora, com sua morte, as circunstâncias permanecem nebulosas. Encontrado em casa, em São Paulo, nenhuma causa oficial foi divulgada nos primeiros comunicados. O que se sabe é que um dos rostos mais memoráveis da televisão brasileira se foi, e com ele, um pedaço daquela era das televendas, daquele estilo de comunicação que marcou gerações. A apresentadora Sônia Abrão, que trabalhou com ele durante anos, confirmou a notícia e lamentou sua morte. Nas redes sociais, telespectadores que cresceram com aquele bordão começaram a se despedir, compartilhando clipes antigos, celebrando a memória de um homem que conseguiu transformar a venda de uma câmera digital em um fenômeno cultural.

Vamos falar de coisa boa?
— Bordão memorável de Juarez da Tekpix
A apresentadora Sônia Abrão confirmou a notícia e lamentou sua morte
— Sônia Abrão, que trabalhou com Juarez durante anos
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