Morre Apolinho, lenda da radiodifusão brasileira e ex-técnico do Flamengo

Falecimento de figura importante da cultura e comunicação brasileira, deixando três filhos e sete netos.
Irreverente e criativo, Apolinho moldou a linguagem do rádio esportivo
Washington Rodrigues criou termos e formatos que marcaram gerações de ouvintes durante mais de 50 anos de carreira.
Mark

Como alguém que começou como bancário enviando boletins amadores para o rádio se torna uma lenda da comunicação brasileira?

Mimi

Apolinho tinha irreverência e criatividade naturais. Ele não apenas cobria futebol — ele criava linguagem, inventava termos como Geraldinos & Arquibaldos que as pessoas passavam a usar. O rádio naquela época era vivo, improvisado, e ele soube aproveitar isso.

Luke

Mas quanto tempo levou até ele ser contratado pela Rádio Guanabara? A fonte diz que enviava boletins de forma amadora, mas não especifica quanto tempo durou esse período.

Mark

E esse apelido Apolinho, vindo de um microfone batizado em referência à Apollo 11 — isso parece muito específico para ser verdade.

Mimi

Pois é. Celso Garcia, outro locutor, fez essa associação criativa. Depois Waldir Amaral também usou, e eventualmente o apelido saiu do microfone e virou o nome do próprio Washington.

Luke

É uma história bonita, mas vale notar que temos apenas a versão de como o apelido surgiu. Não há confirmação de outras fontes sobre esse detalhe específico.

Mark

Ele foi técnico do Flamengo? Isso parece estranho para alguém que era jornalista.

Mimi

Foi em 1995, durante uma crise do clube. O presidente Kleber Leite o convidou para organizar o ataque. Depois voltou como diretor técnico em 1998. Mas ele mesmo chamava isso de uma convocação, não era sua profissão principal.

Luke

Ele foi vice-campeão da Supercopa da Libertadores naquele ano, mas a fonte não deixa claro se isso foi sucesso ou fracasso relativo. E quanto tempo ele ficou em cada cargo?

Mark

Sua relação com o Vasco era especial?

Mimi

Muito. Ele considerava mais fácil cobrir o Vasco porque não tinha a paixão que tinha pelo Flamengo. Eurico Miranda, o dirigente histórico, sempre preferia falar com Apolinho a outros jornalistas.

Luke

Isso mostra uma coisa interessante sobre jornalismo — a imparcialidade dele com o Vasco vinha justamente da falta de paixão. Com o Flamengo era o oposto.

  • Uma das vozes mais reconhecidas do rádio esportivo brasileiro silenciou com a morte de Apolinho aos 87 anos, após internação por câncer no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro.
  • Seu desaparecimento abre um vazio difícil de preencher: durante mais de 50 anos, ele foi presença constante nas principais emissoras do país, moldando gerações de ouvintes e profissionais.
  • A parceria histórica com o locutor José Carlos Araújo e, depois, com Luiz Penido na Super Rádio Tupi, representa um modelo de comunicação esportiva que raramente se repete.
  • Mesmo fora dos microfones, Apolinho deixou marca no futebol ao assumir o comando técnico do Flamengo em 1995, levando o time ao vice-campeonato da Supercopa da Libertadores.
  • Seu legado permanece vivo nos programas que criou, nos termos que inventou e na legião de fãs, colegas e familiares que carregam sua irreverência como herança.

Com a morte de Washington Rodrigues, o Apolinho, aos 87 anos, o Brasil perde uma das vozes que ajudaram a construir a identidade sonora do futebol nacional. Por mais de cinco décadas, seu microfone foi o elo entre o campo e milhões de ouvintes, transformando a transmissão esportiva em algo próximo de uma arte popular. Ele partiu no Rio de Janeiro, deixando filhos, netos e o eco inconfundível de uma voz que o tempo não apagará.

Washington Rodrigues, o Apolinho, morreu na quarta-feira aos 87 anos no Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, onde tratava um câncer. Com ele se vai uma das vozes mais marcantes da radiodifusão brasileira, alguém que por mais de cinco décadas ensinou o país a ouvir futebol.

Nascido no Rio de Janeiro em 1º de setembro de 1936, Washington começou sua trajetória de forma quase acidental: bancário de profissão, enviava boletins amadores sobre futebol de salão para a Rádio Guanabara até ser contratado. O apelido que o tornaria lenda veio do locutor Celso Garcia, que batizou seu microfone de Apolinho em referência às missões Apollo 11 — e o nome nunca mais o largou.

Sua carreira percorreu as principais emissoras cariocas. Após a Copa do Mundo de 1978, o locutor José Carlos Araújo o convidou para ser comentarista, formando uma das duplas mais emblemáticas da história do rádio brasileiro, que atravessou a Rádio Globo, a Nacional e a Super Rádio Tupi. Na Tupi, onde chegou em 1999, criou o Show do Apolinho — programa que completou 25 anos em fevereiro deste ano — e expressões como Geraldinos & Arquibaldos, que entraram no vocabulário dos ouvintes.

Apolinho também pisou no gramado como técnico: em 1995, no centenário do Flamengo, assumiu o comando do clube a pedido do presidente Kleber Leite e conduziu o time ao vice-campeonato da Supercopa da Libertadores, com um ataque formado por Sávio, Romário e Edmundo. Três anos depois, retornou como diretor técnico, mas os microfones sempre o chamaram de volta.

Curiosamente, sua paixão pelo Flamengo o tornava mais à vontade para cobrir outros clubes — e foi justamente no Vasco da Gama que se notabilizou como um dos maiores setoristas da história, sendo o interlocutor preferido do dirigente Eurico Miranda. Deixa três filhos, sete netos e uma geração inteira de ouvintes que aprenderam a amar o futebol pela sua voz.

Washington Rodrigues, conhecido por toda uma geração de ouvintes brasileiros como Apolinho, morreu na quarta-feira aos 87 anos. Estava internado no Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, onde tratava um câncer. Com sua morte desaparece uma das vozes mais reconhecidas da radiodifusão brasileira, alguém que moldou a forma como milhões de pessoas acompanhavam futebol pelo rádio durante mais de cinco décadas.

Nascido no Rio de Janeiro em 1º de setembro de 1936, Washington Rodrigues revelou paixão pelo futebol desde jovem. Enquanto trabalhava como bancário, praticava futebol de salão e começou a enviar boletins sobre a modalidade para a Rádio Guanabara de forma amadora, o que eventualmente levou à sua contratação. O apelido que o tornaria famoso surgiu de forma criativa: o locutor Celso Garcia batizou seu microfone de Apolinho em referência aos equipamentos usados pelos astronautas da missão Apollo 11. O nome pegou, e logo todos passaram a chamar Washington Rodrigues assim.

Sua carreira no rádio o levou pelas principais emissoras do Rio de Janeiro, onde se notabilizou como um dos principais repórteres da história da radiodifusão brasileira. Depois da Copa do Mundo de 1978 na Argentina, recebeu um convite do locutor José Carlos Araújo para virar comentarista. Essa parceria se tornaria uma das mais emblemáticas da história do rádio, passando por emissoras como Rádio Globo, Nacional e, posteriormente, Super Rádio Tupi. A dupla se reencontrou na Tupi em 2015, consolidando uma amizade profissional que durou décadas.

Na Super Rádio Tupi, Apolinho iniciou sua passagem mais recente em 1999 com o Show do Apolinho, um programa que informava e divertia os ouvintes enquanto pautava a imprensa por mais de duas décadas. Formou outra dupla marcante ao lado do locutor Luiz Penido nas principais transmissões envolvendo futebol carioca e Seleção Brasileira. Além do programa principal, assinava a Palinha do Apolinho no Giro Esportivo e o quadro Geraldinos & Arquibaldos — termos inventados por ele próprio — nas manhãs da Tupi com Clóvis Monteiro de segunda a sexta e Roberto Canazio aos sábados. Também era comentarista do Show da Galera, exibido nas tardes de sábado, e principal comentarista esportivo da emissora.

Em fevereiro deste ano, o Show do Apolinho completou 25 anos na Super Rádio Tupi. O programa reuniu companheiros de longa data como o produtor e comentarista Marcus Vinícius e o sonoplasta Anderson Almeida, além da produtora Deysi de Assis e personagens que marcaram gerações de ouvintes. Sua irreverência criativa nunca o abandonou ao longo dos anos.

Além de sua carreira no rádio, Apolinho também passou pelo futebol como técnico. Em 1995, ano do centenário do Flamengo, o clube enfrentava uma crise e o presidente Kleber Leite o convidou para assumir o comando técnico e organizar o ataque formado por Sávio, Romário e Edmundo. Naquela ocasião, o time foi vice-campeão da Supercopa da Libertadores. Três anos depois, retornou ao clube como diretor técnico. Washington sempre se referiu a esses episódios como uma convocação, mas logo voltaria de forma definitiva aos microfones.

Como repórter, Apolinho considerava ter mais facilidade em cobrir qualquer clube que não fosse o Flamengo, justamente pela paixão que sentia pela instituição. Essa característica o notabilizou como um dos maiores setoristas da história do Vasco da Gama. Eurico Miranda, dirigente histórico do Gigante da Colina, sempre demonstrou preferência em falar com Apolinho em vez de outros veículos e profissionais. Deixa três filhos, sete netos e uma legião de fãs, ouvintes, ex-companheiros e colegas de trabalho espalhados pelo mundo.

Washington costumava se referir aos episódios como técnico e diretor do Flamengo como uma convocação
— Reportagem do Correio Braziliense
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