Morre aos 96 anos Antônio Boabaid, 2º advogado mais antigo de SC

Seu legado de ética, compromisso e respeito permanece entre nós
Palavras do presidente da OAB/SC sobre o impacto duradouro de Boabaid na profissão.
Mark

Por que a morte de um advogado, mesmo que respeitado, merecia essa cobertura?

Mimi

Porque Boabaid não era apenas um profissional — ele era um testemunho vivo de como a profissão se transformou. Quase 70 anos de carreira significa que ele viu tudo mudar e conseguiu se adaptar sem perder seus princípios.

Luke

Mas a reportagem não explica muito bem o que ele realmente fez. Sabemos que foi secretário-geral adjunto e conselheiro, mas quais foram suas contribuições concretas à OAB/SC?

Mark

Boa pergunta. E quanto à sua atuação como advogado? Há algum caso importante que ele tenha trabalhado?

Mimi

A reportagem não menciona casos específicos. O foco é mais na sua presença institucional e na forma como ele representava uma ponte entre gerações.

Luke

Isso é uma limitação real. Sabemos que ele trabalhou voluntariamente por cerca de 20 anos, mas não sabemos exatamente em quais projetos ou iniciativas. É atribuído a ele um legado de ética, mas não há exemplos concretos.

Mark

Então o que realmente sabemos sobre o impacto dele?

Mimi

Sabemos que a liderança atual da OAB/SC o considerava importante o suficiente para homenageá-lo em agosto, entregando sua ficha de inscrição original. Isso sugere que ele era uma figura simbólica significativa.

Luke

Verdade, mas símbolo de quê, exatamente? A reportagem deixa isso vago. Ele era um símbolo de continuidade, de adaptação, de ética — mas precisaríamos de mais detalhes para entender qual desses aspectos era mais importante.

  • Com quase 70 anos de carreira, Boabaid era uma das últimas memórias vivas dos primórdios da advocacia organizada em Santa Catarina — sua ausência deixa um vazio institucional difícil de preencher.
  • A OAB/SC perdeu não apenas um membro histórico, mas um símbolo de continuidade entre o Direito artesanal das máquinas de escrever e a era dos processos digitais.
  • Em agosto, a entidade havia prestado homenagem ao advogado entregando-lhe a ficha original de inscrição de 1957 — um gesto que agora ganha contornos de despedida.
  • O presidente da OAB/SC, Juliano Mandelli, convocou a memória de Boabaid como bússola ética para as gerações futuras de advogados catarinenses.
  • O velório, realizado na noite de domingo em Florianópolis, reuniu colegas, familiares e a comunidade jurídica em torno de uma trajetória que moldou a profissão no estado.

Aos 96 anos, Antônio Boabaid encerrou uma jornada de quase sete décadas dedicadas à advocacia catarinense — uma vida que atravessou eras tecnológicas e transformações jurídicas sem jamais abandonar os princípios do diálogo e da ética. Segundo advogado mais antigo de Santa Catarina, ele não apenas exerceu a profissão, mas ajudou a construir as fundações institucionais da OAB/SC ao longo de gerações. Sua morte, em outubro de 2026, marca o fim de uma era e o início de um legado que a própria Ordem reconhece como alicerce para os que virão.

Antônio Boabaid morreu aos 96 anos, encerrando quase sete décadas de atuação na advocacia de Santa Catarina. Era o segundo advogado mais antigo do estado e uma figura que testemunhou a profissão se transformar das páginas datilografadas aos autos eletrônicos — sem perder, em nenhum momento, a disposição para o diálogo e a firmeza ética que definiram sua reputação.

Ingressou na advocacia em 1957 e construiu sua trajetória profundamente ligada à OAB/SC. Por cerca de vinte anos, trabalhou de forma voluntária na entidade, ocupando funções como secretário-geral adjunto entre 1971 e 1972 e exercendo sucessivos mandatos como conselheiro estadual. Sua presença ajudou a moldar a instituição ao longo de décadas.

Em agosto deste ano, durante as celebrações do Dia da Advocacia, a vice-presidente da OAB/SC, Gisele Kravchychyn, entregou pessoalmente a Boabaid sua ficha original de inscrição na Ordem — um documento de 1957 que marcava o início de uma jornada que duraria quase uma vida inteira.

Ao lamentar a morte, o presidente da OAB/SC, Juliano Mandelli, destacou que Boabaid ajudou a construir os alicerces da advocacia catarinense e abriu caminhos para as gerações seguintes. "Seu legado de ética, compromisso e respeito à profissão permanece entre nós", afirmou. O velório foi realizado na noite de domingo, 11 de outubro, na Capela Diamond do Crematório Vaticano, em Florianópolis.

Antônio Boabaid morreu aos 96 anos, deixando para trás quase sete décadas de trabalho na advocacia catarinense. Ele era o segundo advogado mais antigo de Santa Catarina, uma figura que atravessou transformações profundas na profissão — desde o tempo em que os processos eram datilografados até a era dos autos eletrônicos.

Boabaid ingressou na advocacia em 1957 e construiu sua carreira inteiramente ligada à história institucional da profissão em Santa Catarina. Além de sua atuação como advogado, dedicou aproximadamente vinte anos de trabalho voluntário à OAB/SC, a Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina. Entre suas funções na entidade, foi secretário-geral adjunto entre 1971 e 1972, durante a gestão de João José Ramos Schaefer, e exerceu sucessivos mandatos como conselheiro estadual. Sua presença na instituição ajudou a moldá-la ao longo de décadas.

O que marcou sua trajetória foi a capacidade de acompanhar as mudanças tecnológicas sem perder de vista os princípios fundamentais da profissão. Enquanto a advocacia passava pela revolução digital, Boabaid manteve a disposição para o diálogo como um dos pilares essenciais do exercício do Direito. Essa abertura às transformações, combinada com a firmeza ética, definiu sua reputação entre colegas e gerações mais jovens.

Em agosto deste ano, durante as celebrações do Dia da Advocacia, a OAB/SC prestou uma homenagem especial a Boabaid. A vice-presidente da entidade, Gisele Kravchychyn, entregou pessoalmente a ele a ficha original de inscrição na Ordem, datada de 1957 — um documento que marcava o início de uma jornada que duraria quase sete décadas.

Juliano Mandelli, presidente da OAB/SC, lamentou a morte e ressaltou o peso do legado deixado. Segundo ele, Boabaid ajudou a construir os alicerces da advocacia em Santa Catarina e abriu caminhos para as gerações que vieram depois. "Seu legado de ética, compromisso e respeito à profissão permanece entre nós", afirmou Mandelli. A entidade também manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas do advogado.

O velório de Antônio Boabaid foi realizado no domingo, 11 de outubro, a partir das 17h, na Capela Diamond do Crematório Vaticano, em Florianópolis. A cerimônia estava prevista para as 20h.

Antônio Boabaid ajudou a construir os alicerces da advocacia em Santa Catarina e abriu caminhos para as gerações que vieram depois. Seu legado de ética, compromisso e respeito à profissão permanece entre nós.
— Juliano Mandelli, presidente da OAB/SC
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