Moro lidera pesquisa para governo do Paraná com 42,3%; Requião Filho tem 19,9%

Requião enfrenta a maior rejeição, mas segue em segundo
Análise de como a rejeição não determina automaticamente a intenção de voto em uma disputa fragmentada.
Mark

Como uma pesquisa contratada pelo próprio PL consegue credibilidade? Não há um conflito óbvio de interesse?

Mimi

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com número de protocolo, o que significa que está sujeita a verificação pública. O instituto Paraná Pesquisas tem histórico de trabalho. Mas você tem razão em notar quem pagou — isso deve estar claro para o leitor.

Luke

E está claro. Mas o que não sabemos é se há outras pesquisas independentes confirmando esses números. Uma pesquisa isolada, mesmo registrada, é apenas um ponto de dados.

Mark

Moro sobe de 42,3% para 47,3% quando Greca sai. Isso significa que Greca está tirando votos de Requião, não de Moro?

Mimi

Provavelmente. Greca é do MDB, Requião é do PDT — são da mesma ala política. Quando Greca sai, seus votos migram para Requião, não para Moro. Moro já estava consolidado.

Luke

Mas isso é inferência. A pesquisa não pergunta para onde os votos de Greca iriam. Estamos lendo entre as linhas.

Mark

E a rejeição? Requião tem 35% de rejeição contra 23,6% de Moro. Como ele consegue estar em segundo lugar com tanta rejeição?

Mimi

Porque a rejeição não é a mesma coisa que intenção de voto. Muita gente que rejeita Requião pode estar votando em Greca ou em outro candidato. A rejeição é um teto, não uma sentença.

Luke

Exato. E é importante notar que a pergunta de rejeição permitia múltiplas respostas, então os percentuais não somam 100%. Alguém pode rejeitar Requião e também rejeitar Moro.

Mark

Deltan Dallagnol aparece em 28,1% para o Senado, mas está inelegível até 2030. Por que a pesquisa o inclui?

Mimi

Porque em junho de 2026, quando a pesquisa foi feita, ele ainda podia tentar se registrar e recorrer. A inelegibilidade é uma questão jurídica em aberto, não uma sentença final.

Luke

Mas o texto deixa claro que especialistas acham improvável que ele consiga se registrar. Então esses 28,1% podem ser votos que não têm para onde ir.

Mark

Gleisi Hoffmann tem 45,1% de rejeição. Como ela aparece como favorita para o Senado?

Mimi

Ela não é exatamente favorita — Alvaro Dias lidera com 37,7%. Gleisi tem 25,2%, tecnicamente próxima de Deltan e Filipe Barros. Mas você está certo: uma rejeição de 45% é muito alta.

Luke

E aqui está o ponto: em cenários diferentes, a ordem muda. Sem Alvaro Dias, Deltan sobe. Sem Deltan, Filipe Barros lidera com 40,3%. O Senado é muito mais volátil que o governo.

  • Moro domina com 42,3% no cenário estimulado, mais que o dobro do segundo colocado, Requião Filho, que marca 19,9% — uma vantagem que cresce ainda mais quando Rafael Greca é retirado da lista.
  • Requião Filho carrega a maior rejeição do campo: 35% dos eleitores paranaenses afirmam que jamais votariam nele, enquanto Moro tem rejeição de 23,6%.
  • A pesquisa espontânea expõe uma fragilidade coletiva: dois terços dos entrevistados não souberam citar nenhum candidato ao governo sem receber uma lista de nomes.
  • No Senado, Deltan Dallagnol aparece com 28,1% no cenário estimulado, mas está inelegível até 2030 por decisão do TSE — sua presença nos números pode não se traduzir em candidatura real.
  • Gleisi Hoffmann enfrenta a maior rejeição entre os candidatos ao Senado: 45,1% dos eleitores dizem que não votariam nela sob nenhuma circunstância, tornando sua campanha uma escalada íngreme.

No Paraná de 2026, uma pesquisa encomendada pelo próprio PL coloca Sergio Moro como favorito destacado ao governo estadual, enquanto o Senado permanece um campo mais incerto e disputado. Os números revelam não apenas intenções de voto, mas também os limites do reconhecimento espontâneo e as sombras jurídicas que pairam sobre candidatos como Deltan Dallagnol. A democracia, como sempre, se constrói entre o que os eleitores dizem quando estimulados e o que realmente carregam na memória — e entre o que a lei permite e o que as pesquisas imaginam.

Uma pesquisa do instituto Paraná Pesquisas, encomendada pelo PL e registrada na Justiça Eleitoral, ouviu 1.500 eleitores em 56 municípios do Paraná entre 7 e 9 de junho de 2026. Os resultados colocam Sergio Moro com 42,3% das intenções de voto no cenário estimulado para o governo estadual, mais que o dobro de Requião Filho, do PDT, que registra 19,9%. Rafael Greca, do MDB, soma 13,9%, e Sandro Alex, do PSD, chega a 10,7%.

Quando Greca é retirado do teste, Moro sobe para 47,3% e Requião Filho avança para 23,5% — movimento que sugere que Greca divide mais votos com o candidato do PDT do que com o ex-juiz. Já na pesquisa espontânea, sem apresentação de nomes, dois terços dos entrevistados não souberam ou não opinaram, e Moro foi mencionado por apenas 16,1% — revelando o peso que a apresentação de candidatos exerce sobre as escolhas.

No campo da rejeição, Requião Filho lidera negativamente: 35% dos eleitores afirmam que não votariam nele em nenhuma hipótese. Moro tem rejeição de 23,6%, enquanto Greca registra 13,2%. Quanto à percepção de vitória, 47,9% apontam Moro como o provável vencedor, contra apenas 14,8% para Requião Filho.

Para o Senado, o cenário é mais fragmentado. Alvaro Dias lidera com 37,7%, seguido por Deltan Dallagnol, com 28,1%, e Gleisi Hoffmann, com 25,2%. Filipe Barros marca 24,2% e Alexandre Curi, 23,4%. Há, porém, uma complicação jurídica central: Deltan está inelegível até 2030 por decisão do TSE de 2023, que cassou seu registro por entender que ele deixou o Ministério Público Federal com processos internos pendentes. Especialistas alertam que um novo registro provavelmente será negado, tornando sua presença nos números uma possibilidade que pode não chegar às urnas.

Gleisi Hoffmann enfrenta a maior rejeição entre os candidatos ao Senado: 45,1% dos eleitores dizem que jamais votariam nela. A disputa pela vaga no Senado, ao contrário do governo estadual, permanece aberta e sensível a qualquer mudança de cenário.

Uma pesquisa encomendada pelo PL e registrada na Justiça Eleitoral mostra Sergio Moro com vantagem substancial na corrida pelo governo do Paraná. O levantamento, realizado pelo instituto Paraná Pesquisas entre 7 e 9 de junho de 2026, ouviu 1.500 eleitores em 56 municípios e apresenta margem de erro de 2,6 pontos percentuais. No cenário principal, Moro aparece com 42,3% das intenções de voto, enquanto Requião Filho, do PDT, registra 19,9%. Rafael Greca, do MDB, soma 13,9%, e Sandro Alex, do PSD, chega a 10,7%. Os demais candidatos testados — Tony Garcia, da DC, com 1,4%, e Luiz França, da Missão, com 0,9% — ficam bem atrás. Brancos, nulos e abstenções somam 6,8%, enquanto 4,1% não souberam responder.

Quando Rafael Greca é removido do teste, a vantagem de Moro aumenta. Ele sobe para 47,3%, enquanto Requião Filho avança para 23,5%. Sandro Alex marca 12,8%, Tony Garcia sobe para 1,9%, e Luiz França para 1,5%. Nesse recorte, 7,5% indicam voto em branco, nulo ou nenhum candidato, e 5,4% não opinam. A mudança sugere que Greca pode estar dividindo votos com Requião Filho mais do que com Moro.

Quando a pesquisa muda de abordagem e pergunta espontaneamente em quem os eleitores votariam — sem apresentar nomes — o cenário se transforma radicalmente. Dois terços dos entrevistados, 66%, não souberam ou não opinaram. Moro foi mencionado por 16,1%, Requião Filho por apenas 4,8%, Ratinho Junior por 3,3%, Sandro Alex por 2,1%, e Greca por 1,6%. A diferença entre o estímulo e a resposta espontânea revela quanto a apresentação de nomes influencia as escolhas.

A pesquisa também mediu a percepção sobre quem vencerá a eleição. Moro foi apontado por 47,9% como o provável vencedor, enquanto Requião Filho foi citado por apenas 14,8%. Greca aparece com 12,3% e Sandro Alex com 8,2%. Outros 15% não souberam responder. Mas quando se trata de rejeição, o quadro muda. Requião Filho enfrenta o maior índice: 35% dos entrevistados disseram que não votariam nele sob nenhuma circunstância. Moro tem rejeição de 23,6%, Greca de 13,2%, Tony Garcia de 11,3%, Sandro Alex de 9,1%, e Luiz França de 7,9%.

Para o Senado, o cenário é mais fragmentado. No teste estimulado em que cada eleitor podia escolher até dois nomes, Alvaro Dias, do MDB, lidera com 37,7%. Deltan Dallagnol, do Novo, aparece com 28,1%, tecnicamente próximo de Gleisi Hoffmann, do PT, que tem 25,2%. Filipe Barros, do PL, marca 24,2%, e Alexandre Curi, dos Republicanos, 23,4%. Cristina Graeml, do PSD, tem 13,1%, Dr. Rosinha, do PT, 7,6%, e Hauly, do Pode, 3,5%. Quando Alvaro Dias é removido, Deltan sobe numericamente para 30,5%, praticamente empatado com Filipe Barros, que marca 30%, enquanto Gleisi fica com 27,9%.

Mas há uma complicação jurídica importante. Deltan Dallagnol, embora apareça em cenários de pesquisa, está inelegível até 2030 segundo decisão do Tribunal Superior Eleitoral de 2023. O TSE cassou seu registro de candidato ao entender que ele deixou o Ministério Público Federal enquanto havia processos internos pendentes que poderiam resultar em punição. Especialistas alertam que, embora Deltan possa tentar se registrar e recorrer na Justiça Eleitoral, a tendência jurídica é que um novo registro seja negado. Sua presença nos números da pesquisa, portanto, reflete uma possibilidade que pode não se concretizar nas urnas.

Na pesquisa espontânea para o Senado, 82,5% dos eleitores não souberam ou não opinaram. Deltan foi citado por 4,3%, Gleisi por 2,4%, Alvaro Dias por 1,7%, Alexandre Curi por 1,6%, Filipe Barros por 1,3%, Cristina Graeml por 0,4%, e Hauly por 0,1%. Quanto à rejeição, Gleisi Hoffmann enfrenta o maior índice: 45,1% dos entrevistados disseram que não votariam nela. Dr. Rosinha tem 12,1% de rejeição, Alvaro Dias 12%, Deltan 11,7%, Filipe Barros 7,9%, Cristina Graeml 7%, Hauly 6,7%, e Alexandre Curi 6,4%. Os números sugerem que, enquanto Moro tem uma vantagem clara e crescente no governo estadual, a disputa pelo Senado permanece aberta e sensível a mudanças de cenário.

Deltan Dallagnol está inelegível até 2030 em razão da decisão do TSE que cassou seu registro em 2023, ao entender que ele deixou o Ministério Público Federal na pendência de processos internos que poderiam resultar em punição
— Análise de especialistas citada na pesquisa
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