Mojtaba Khamenei escapou 'por segundos' de bombardeio que matou seu pai, diz jornal

Mais de 1.300 pessoas morreram no Irã por ataques dos EUA e Israel; 820 mortes no Líbano e deslocamento de mais de 800 mil pessoas; 12 mortes em Israel e 13 militares americanos.
Ninguém o viu, o que é incomum
Trump expressa incerteza sobre se o novo líder supremo do Irã está vivo ou morto.

Mojtaba Khamenei escapou da morte 'por segundos' em bombardeio que matou seu pai, Ali Khamenei, segundo relatos do Telegraph. Trump declarou não saber se novo líder está vivo, citando informações de inteligência sobre ferimentos graves e possível perda de membro.

  • Mojtaba Khamenei escapou por segundos do bombardeio que matou seu pai, Ali Khamenei, em 28 de fevereiro
  • Trump afirma que inteligência americana indica que Khamenei foi gravemente ferido e pode ter perdido uma perna
  • Mais de 1.300 mortes no Irã, 820 no Líbano, 12 em Israel, 13 militares americanos
  • EUA bombardearam mais de 7.000 alvos no Irã; Irã fechou o Estreito de Ormuz
  • Mais de 800 mil pessoas deslocadas no Líbano em 10 dias

Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, não apareceu em público desde assumir cargo após morte de seu pai em ataques aéreos. Trump afirma que inteligência americana indica que Khamenei foi gravemente ferido e pode ter perdido uma perna.

O novo líder supremo do Irã desapareceu da vida pública no momento em que o mundo mais precisa vê-lo. Mojtaba Khamenei assumiu o cargo após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em bombardeios coordenados entre Estados Unidos e Israel que marcaram o início da atual guerra no Oriente Médio. Desde então, nenhuma aparição pública. Apenas um comunicado escrito. E agora, segundo relatos publicados pelo Telegraph, o filho escapou da morte por segundos — estava caminhando em um jardim pouco antes do ataque aéreo que matou seu pai.

O presidente Donald Trump colocou em dúvida se Khamenei está vivo. Durante entrevista na Casa Branca na segunda-feira, Trump afirmou que informações de inteligência americana indicam que o novo líder foi gravemente ferido no ataque a Teerã. "Não sabemos se ele está morto ou não. Devo dizer que ninguém o viu, o que é incomum", disse Trump. Segundo ele, há relatos de que Khamenei perdeu uma perna, está gravemente desfigurado, ou pode estar morto. A incerteza sobre quem realmente governa o Irã neste momento é profunda. "Não sabemos quem é o líder deles. Temos pessoas querendo negociar. Não temos ideia de quem sejam", completou Trump.

Enquanto a liderança iraniana permanece envolta em mistério, os ataques militares americanos continuam em escala massiva. Trump declarou ter destruído a capacidade militar do Irã e afirmou que os Estados Unidos já atingiram mais de sete mil alvos em toda a República Islâmica, prosseguindo com força máxima. O Irã respondeu fechando o Estreito de Ormuz após ser atacado em 28 de fevereiro, bloqueando uma das rotas marítimas mais críticas do mundo — responsável por escoar um quinto do petróleo e gás natural liquefeito global. Trump agora pressiona aliados internacionais a ajudar a reabrir o corredor, argumentando que suas economias dependem muito mais dessa passagem do que a dos Estados Unidos. "Obtemos menos de 1% do nosso petróleo pelo Estreito", disse Trump, apontando que o Japão obtém 95%, a China 90%, e a Coreia do Sul 35%.

O presidente também expressou insatisfação com aliados que não demonstram entusiasmo suficiente. Ele afirmou estar "não feliz" com o Reino Unido pela falta de apoio. Enquanto isso, o Irã negou ter solicitado um cessar-fogo, mas seu chanceler deu o primeiro sinal de que permitirá circulação limitada de embarcações no estreito, afirmando que o bloqueio se aplica apenas a "inimigos e aqueles que apoiam sua agressão". No domingo, os Estados Unidos bombardearam a ilha de Kharg, local estratégico que abriga o principal terminal petrolífero iraniano.

O custo humano da guerra continua crescendo. A Cruz Vermelha iraniana registrou mais de mil e trezentas mortes por ataques americanos e israelenses, incluindo duzentos e vinte e três mulheres e duzentos e duas crianças. Em Israel, doze pessoas morreram em ataques de mísseis iranianos, enquanto pelo menos treze militares americanos perderam a vida, seis deles em um acidente aéreo no Iraque na semana anterior. No Líbano, onde o grupo apoiado pelo Irã Hezbollah iniciou os confrontos, o Ministério da Saúde contabiliza oitocentas e vinte mortes. Em apenas dez dias, mais de oitocentas mil pessoas — quase um em cada sete habitantes do Líbano — foram deslocadas de suas casas.

Na madrugada de segunda-feira, Israel reportou novo lançamento de mísseis iranianos em direção ao seu território. Vários ataques atingiram o centro de Israel e a região de Tel Aviv, causando danos em vinte e três locais e provocando um pequeno incêndio. Os militares israelenses afirmam que o Irã está disparando bombas de fragmentação, armas capazes de contornar algumas defesas aéreas e espalhar submunições em múltiplos pontos. A região segue em escalada, com novos ataques com mísseis e drones relatados por Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein nesta segunda-feira. O Irã também pediu evacuação de três grandes portos nos Emirados Árabes Unidos, marcando a primeira ameaça iraniana a instalações não pertencentes aos Estados Unidos no Golfo Pérsico. A incerteza sobre a liderança iraniana, combinada com a intensidade dos ataques militares, deixa a região em um estado de volatilidade extrema, sem clareza sobre quem está realmente no comando em Teerã ou como a crise pode evoluir.

Não sabemos se ele está morto ou não. Devo dizer que ninguém o viu, o que é incomum
— Donald Trump, presidente dos EUA
Não sabemos quem é o líder deles. Temos pessoas querendo negociar. Não temos ideia de quem sejam
— Donald Trump
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que o desaparecimento de Mojtaba Khamenei importa tanto neste momento?

Model

Porque em uma guerra, você precisa saber com quem está negociando ou contra quem está lutando. Se o líder está ferido, morto ou incapacitado, toda a estrutura de poder colapsa. Ninguém sabe quem toma decisões.

Inventor

Trump disse que não sabe se ele está vivo. Isso é uma admissão de fracasso de inteligência?

Model

Não exatamente. É mais uma admissão de caos. Os americanos sabem que algo aconteceu — sabem que ele foi ferido, possivelmente gravemente. Mas a falta de aparição pública cria um vácuo. Quando um líder desaparece, as pessoas preenchem esse vácuo com rumores.

Inventor

E quanto aos aliados que Trump está pressionando? Por que alguns não querem ajudar?

Model

Porque ajudar significa se envolver militarmente em uma região já em chamas. O Reino Unido, por exemplo, tem interesses comerciais complexos. Não é tão simples quanto Trump sugere.

Inventor

Os números de mortos — mais de mil no Irã, oitocentas no Líbano — isso muda algo?

Model

Muda tudo e nada. Muda porque mostra a escala real do sofrimento. Não muda porque as operações militares continuam. Os números crescem enquanto falamos.

Inventor

O que você acha que acontece se Mojtaba realmente está morto?

Model

Então o Irã entra em uma crise de sucessão no meio de uma guerra. Isso é extremamente perigoso. Grupos rivais competem pelo poder, e ninguém sabe quem controla os mísseis.

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