Na última segunda-feira de janeiro, o Fortaleza abriu as portas da sua sala de imprensa para apresentar Moisés — um atacante de 25 anos que chegou do futebol amador até a beira da Libertadores. A cerimônia era simples, mas o que ela continha era denso: a história de um homem que enfrentou o preconceito de quem duvidava de suas origens e, mesmo assim, nunca deixou de crer no próprio caminho. Escolher o Fortaleza, entre outras propostas, foi um ato de fé tanto quanto de ambição.
Moisés é apresentado e explica escolha pelo Fortaleza: "Um time muito grande"
Eu sei que é uma camisa muito grande, um time muito grande
Por que você acha que Moisés escolheu o Fortaleza em vez de outros clubes que o procuraram?
Ele foi bem claro: a Libertadores foi decisiva. Mas não era só isso. Ele falou da torcida, da cidade, e da grandeza do clube. Parece que foi uma decisão pensada, conversada com a família.
Mas a gente não sabe quem eram os outros clubes, certo? Não há nomes. E quando ele diz "propostas", a gente não tem números, não tem detalhes. É o que ele quis contar.
E quanto ao nervosismo na estreia? Isso é comum em um primeiro jogo?
Totalmente. Ele reconheceu isso abertamente. Mas o importante é que ele ajudou na vitória e está consciente do que precisa melhorar. Não é alguém que nega as dificuldades.
Verdade. Mas também não sabemos exatamente o que ele fez em campo. A gente tem a vitória do time, tem a palavra dele dizendo que ajudou, mas não há descrição do desempenho específico.
E essa história de vir do futebol amador, de sofrer preconceito — isso muda a forma como a gente vê a chegada dele?
Muda completamente. Ele não teve a base tradicional que a maioria dos jogadores tem. Começou tarde. E mesmo assim chegou aqui. É uma história de persistência.
É uma história que ele contou, e que importa. Mas a gente não tem contexto sobre quantos jogadores vêm do amador, ou se esse preconceito é algo documentado ou se é a percepção dele. É importante notar a diferença.
Faz sentido. Então o que a gente realmente sabe é que ele chegou, estreou, e acredita que pode contribuir.
Exatamente. E que escolheu o Fortaleza sabendo que era um passo grande na carreira dele.
O Pulso
- Moisés estreou antes mesmo de ser apresentado oficialmente, sentindo o peso do nervosismo em campo, mas saindo com a vitória sobre o Sousa-PB nas costas.
- A trajetória irregular — do futebol amador ao profissional, carregando o estigma de quem não passou por base — criou uma tensão silenciosa que o acompanhou até a coletiva.
- Outros clubes fizeram propostas, e a decisão exigiu longas conversas com família e namorada antes de o atacante bater o martelo pelo Tricolor.
- A Libertadores foi o argumento decisivo: disputar o torneio continental é o sonho que transformou uma escolha racional em algo mais próximo de uma vocação.
- Agora integrado ao dia a dia com o técnico Vojvoda, Moisés reconhece que tem muito a evoluir, mas projeta confiança de quem já superou obstáculos maiores do que um primeiro jogo nervoso.
Na última segunda-feira de janeiro, o Fortaleza abriu as portas da sua sala de imprensa para apresentar Moisés — um atacante de 25 anos que chegou do futebol amador até a beira da Libertadores. A cerimônia era simples, mas o que ela continha era denso: a história de um homem que enfrentou o preconceito de quem duvidava de suas origens e, mesmo assim, nunca deixou de crer no próprio caminho. Escolher o Fortaleza, entre outras propostas, foi um ato de fé tanto quanto de ambição.
Na tarde de 31 de janeiro, o Fortaleza apresentou oficialmente Moisés como seu sexto reforço da temporada. O atacante, vindo da Ponte Preta, sentou-se diante dos jornalistas no Centro de Excelência Alcides Santos ao lado do presidente Marcelo Paz e do vice-presidente Alex Santiago — encerrando um período de adaptação que já durava três semanas.
O jogador de 25 anos já havia estreado no domingo anterior, na vitória sobre o Sousa-PB. Ele admitiu o nervosismo do primeiro jogo, mas também a satisfação de ter contribuído para o resultado. "Tô muito feliz pela vitória e pela minha estreia, sei que ajudei da melhor maneira possível, mas tenho muito a melhorar", disse, citando a adaptação ao estilo de Vojvoda como processo em curso.
A história de Moisés tem raízes no futebol amador de Santa Catarina, e essa origem cobrou seu preço. Ele revelou ter sofrido preconceito por não ter passado por uma base estruturada, mas nunca abandonou a crença em si mesmo. Cada degrau subido desde então carrega o peso de quem precisou provar o que outros recebem como dado.
Antes de assinar com o Fortaleza, o atacante recebeu propostas de outros clubes e levou a decisão para dentro de casa, conversando com família e namorada. O que inclinou a balança foi a chance de disputar a Copa Libertadores — sonho que, segundo ele, "todo mundo que joga futebol carrega". A grandeza da torcida e a qualidade da cidade completaram a equação. Moisés chegou convencido de que tem futebol para honrar a camisa e ajudar o clube a alcançar seus objetivos.
Na tarde de segunda-feira, 31 de janeiro, o Fortaleza apresentou oficialmente seu sexto reforço da temporada de 2022. Moisés, atacante que chegava da Ponte Preta, sentou-se diante dos jornalistas na sala de imprensa do Centro de Excelência Alcides Santos, ladeado pelo presidente Marcelo Paz e pelo vice-presidente Alex Santiago. O momento marcava não apenas a chegada de um novo jogador, mas também o encerramento de um período de adaptação que havia começado três semanas antes, quando o atleta iniciou seus treinos com o elenco tricolor.
O jogador de 25 anos já havia pisado no gramado com a camisa do Fortaleza no domingo anterior, quando o time venceu o Sousa-PB. Naquela estreia, Moisés sentiu o peso do primeiro jogo oficial — o nervosismo era visível, e ele próprio reconheceu isso na coletiva. Mas havia também satisfação. Ele havia contribuído para a vitória, mesmo sabendo que havia muito a melhorar. "No dia a dia com o Vojvoda, eu vou me adaptando no estilo de jogar dele", explicou, referindo-se ao técnico do clube. "Tô muito feliz pela vitória, principalmente, e pela minha estreia sei que ajudei da melhor maneira possível, mas eu acho que eu tenho a melhorar muito."
A trajetória de Moisés até chegar ao Fortaleza não havia sido convencional. Natural de Santa Catarina, ele começou sua carreira profissional tardiamente, vindo do futebol amador. Essa origem o havia marcado. "Foram momentos difíceis no começo da minha carreira, por questões de ter um preconceito por causa de ser amador, de não ter base", revelou. Mas ele não havia desistido. Cada passo dado desde então era prova de que acreditava em si mesmo, de que a fé o havia sustentado quando outros duvidavam.
Antes de chegar ao Fortaleza, Moisés havia recebido sondagens e propostas de outros clubes. A escolha, porém, havia sido deliberada. Ele conversou longamente com sua família e sua namorada antes de tomar a decisão. O que o atraiu não era apenas a estrutura do clube ou a qualidade da cidade, embora ambas importassem. Era a oportunidade de disputar a Copa Libertadores — o sonho que todo jogador carrega. "Quando meus empresários me passaram as situações, as propostas, eu acho que Fortaleza por ser uma cidade boa, ter uma torcida que é inexplicável, e por estar disputando uma Libertadores, que todo mundo sonha em jogar", disse. Ele sabia que vestia uma camisa pesada, que representava uma instituição grande. E estava convencido de que conseguiria mostrar seu futebol e ajudar a equipe a alcançar seus objetivos.
Citações Notáveis
No dia a dia com o Vojvoda, eu vou me adaptando no estilo de jogar dele. Tô muito feliz pela vitória, principalmente, e pela minha estreia sei que ajudei da melhor maneira possível, mas eu acho que eu tenho a melhorar muito.— Moisés, em coletiva de imprensa
Fortaleza por ser uma cidade boa, ter uma torcida que é inexplicável, e por estar disputando uma Libertadores, que todo mundo sonha em jogar. Eu escolhi vestir a camisa do Fortaleza, que eu sei que é uma camisa muito grande, um time muito grande.— Moisés, explicando sua escolha pelo clube