Aos 39 anos, Lionel Messi encerrou mais de duas décadas de serviço à seleção argentina com a serenidade de quem já carregou o peso de uma nação inteira nos pés — e aprendeu, com o tempo, a transformá-lo em glória. Sua despedida, anunciada nas redes sociais no último dia de agosto de 2026, não é apenas o fim de uma era para o futebol argentino, mas um momento em que a história esportiva se curva diante de uma trajetória que redefiniu os limites do possível. O homem que chegou como promessa e partiu como lenda segue em campo, agora perseguindo apenas um número: mil.
Messi se despede da seleção argentina com recordes e mira o milésimo gol
Após vinte anos, deixa recordes que dificilmente serão igualados
Como é possível que alguém jogue por uma seleção por mais de vinte anos e ainda assim deixe tantos recordes intocados?
Porque Messi não foi apenas um jogador regular — foi o jogador. Participou de sete Copas América, seis Mundiais. Jogou 207 partidas. Quando você está lá em quase todas as competições importantes durante duas décadas, os números se acumulam de forma que ninguém mais consegue alcançar.
Mas vale notar que alguns desses recordes são um pouco automáticos. Se você joga mais partidas que qualquer outro, é provável que marque mais gols também. O que realmente impressiona é a consistência — marcar em cinco Mundiais diferentes, dar assistências em seis.
E quanto àquele período entre 2010 e 2016, quando ele não conseguia ganhar títulos? Isso não o define também?
Absolutamente. Aqueles anos foram dolorosos. Três vice-campeonatos seguidos — 2014, 2015, 2016 — e ele chegou a anunciar aposentadoria. Mas voltou. E quando finalmente ganhou em 2021, tudo mudou. Ele jogou diferente depois disso.
É importante lembrar que a Argentina como time também evoluiu. Scaloni chegou em 2018. A Copa de 2021 foi uma construção coletiva. Messi foi decisivo, mas não foi sozinho.
Ele está perseguindo o milésimo gol agora. Quão realista é que ele chegue lá?
Ele tem 927 gols oficiais e contrato com o Inter Miami até 2028. Precisa de 73 gols. Aos 39 anos, marcou quatro em um jogo recentemente. Matematicamente é possível.
Mas aqui temos que ser cuidadosos com a definição de "gol oficial". O Inter Miami joga na MLS, que é diferente de Copa do Mundo ou Champions League em termos de reconhecimento histórico. Quando as pessoas falam do milésimo gol de Pelé, há debate sobre quais gols contam. O mesmo pode acontecer com Messi.
O que muda agora que ele se aposentou da seleção?
Muda tudo e nada. Ele segue jogando, segue marcando. Mas não há mais a pressão de representar um país inteiro. Pode jogar apenas pelo prazer.
E há também a questão do legado. Ele saiu no topo — campeão mundial, recordista de gols, recordista de assistências. Não saiu porque não conseguia mais jogar. Saiu porque completou o ciclo.
O Pulso
- Após três vice-campeonatos mundiais e anos de dor pública, Messi finalmente quebrou o jejum de títulos com a Argentina em 2021 — e a partir daí, o peso que o curvava desapareceu.
- O tricampeonato mundial no Catar em 2022, conquistado numa final épica contra a França com pênaltis e emoção até o último segundo, selou sua posição como o maior da história do futebol argentino.
- Mesmo na Copa de 2026, já com 39 anos, Messi marcou oito gols e deu quatro assistências antes de ver a Argentina perder a final para a Espanha por 1 a 0 — uma despedida agridoce, mas digna.
- Com 207 jogos, 125 gols e 65 assistências, os números que deixa para a seleção são recordes absolutos que dificilmente serão alcançados por qualquer sucessor.
- A corrida pelo milésimo gol continua pelo Inter Miami, onde Messi tem contrato até 2028 e chega a 2026 com 927 tentos oficiais na carreira.
Aos 39 anos, Lionel Messi encerrou mais de duas décadas de serviço à seleção argentina com a serenidade de quem já carregou o peso de uma nação inteira nos pés — e aprendeu, com o tempo, a transformá-lo em glória. Sua despedida, anunciada nas redes sociais no último dia de agosto de 2026, não é apenas o fim de uma era para o futebol argentino, mas um momento em que a história esportiva se curva diante de uma trajetória que redefiniu os limites do possível. O homem que chegou como promessa e partiu como lenda segue em campo, agora perseguindo apenas um número: mil.
Lionel Messi anunciou sua aposentadoria da seleção argentina no dia 31 de agosto de 2026, encerrando uma jornada de mais de vinte anos que começou nas categorias de base e atravessou gerações inteiras de torcedores. Aos 39 anos, o craque deixa para trás recordes que parecem pertencer mais à mitologia do que ao esporte.
Sua história com a camisa albiceleste foi marcada por altos e baixos que poucos atletas suportariam. Estreou em Mundiais em 2006, tornando-se o jogador mais jovem a atuar e marcar pela Argentina numa Copa. Conquistou o ouro olímpico em Pequim em 2008. Mas os anos seguintes trouxeram uma sequência cruel de vice-campeonatos — 2014, 2015 e 2016 — que o levaram a anunciar uma primeira aposentadoria da seleção, tomada no calor da dor, antes de ser convencido a retornar.
A redenção chegou na Copa América de 2021, disputada no Brasil. Um gol de Di María no Maracanã garantiu o título sobre o Brasil por 1 a 0, e Messi finalmente levantou uma taça pela equipe principal. Algo mudou nele a partir dali. No Catar, em 2022, liderou a Argentina ao tricampeonato mundial numa final inesquecível contra a França — empate em 3 a 3, pênaltis, e Dibu Martínez transformado em herói. Messi foi eleito o melhor jogador do torneio pela segunda vez na carreira.
Sua última Copa foi em 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá. Mesmo na reta final, marcou oito gols e distribuiu quatro assistências, mas a Argentina perdeu a final para a Espanha por 1 a 0. A despedida foi agridoce — digna, mas incompleta no resultado.
Os números que deixa são históricos: 207 partidas, 125 gols e 65 assistências pela seleção. Marcou em cinco edições de Copa do Mundo, acumulando 21 gols em Mundiais. Agora, com 927 gols em carreira oficial, segue pelo Inter Miami em busca do milésimo — a última grande meta de um homem que já conquistou quase tudo o que o futebol tem a oferecer.
Lionel Messi encerrou sua passagem pela seleção argentina na segunda-feira, 31 de agosto, com um anúncio publicado nas redes sociais. Aos 39 anos, depois de mais de vinte anos defendendo o país, o craque deixa para trás uma carreira marcada por recordes que dificilmente serão igualados e segue perseguindo um objetivo pessoal: atingir o milésimo gol em sua trajetória profissional.
Sua jornada começou cedo. Promovido ao elenco principal do Barcelona em 2004, Messi logo foi integrado à seleção sub-20 argentina. No ano seguinte, liderou seus companheiros à conquista da Copa do Mundo da categoria, sendo eleito melhor jogador e artilheiro do torneio. Aos 18 anos e 357 dias, em 2006, fez sua estreia em Mundiais pela equipe principal sob comando de José Pekerman, entrando em campo na segunda rodada e marcando na goleada por 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro, tornando-se o jogador mais jovem a atuar e marcar pela Argentina em uma Copa. Dois anos depois, integrou o elenco que conquistou o ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, ao lado de Mascherano, Riquelme, Di María e Agüero, superando o Brasil de Ronaldinho Gaúcho na semifinal por 3 a 0 e a Nigéria na final por 1 a 0.
Mas nem tudo foi glória. Na Copa de 2010, já como detentor da Bola de Ouro, Messi viu sua Argentina cair nas quartas de final sem marcar sequer uma vez. A Copa América de 2011, disputada em casa, repetiu o roteiro amargo: eliminação nas quartas para o Uruguai e o craque em branco diante de sua torcida. Retornou aos Mundiais em 2014, no Brasil, onde seu protagonismo na fase de grupos levou os argentinos à final no Maracanã — a primeira desde 1990. A Alemanha venceu por 1 a 0 e conquistou o tetracampeonato. Messi foi eleito melhor atleta da competição, mas a derrota pesava. Em 2015, na Copa América no Chile, Argentina chegou à decisão e perdeu nos pênaltis. O mesmo cenário se repetiu em 2016, na edição Centenário, com Messi desperdiçando sua cobrança. Após esse resultado, anunciou aposentadoria da seleção, dizendo que havia tentado tudo o que era possível e que a dor era maior nele do que em qualquer outro. Pouco tempo depois, foi convencido a voltar.
O fim do jejum veio na Copa América de 2021, sediada no Brasil. Com quatro gols marcados, Messi liderou a Argentina até a final contra o Brasil. No Maracanã, Di María encobriu Ederson e fez o gol da vitória por 1 a 0, garantindo ao craque seu primeiro título com a equipe principal. A partir dali, algo mudou. Sem o peso de nunca ter levantado uma taça, Messi atuou com mais leveza. Antes da Copa de 2022, a Argentina aplicou 3 a 0 sobre a Itália e venceu a Finalíssima em Wembley. No Mundial no Catar, assumiu o papel de protagonista desde o início sob comando de Lionel Scaloni. Marcou em dois dos três primeiros jogos, garantiu a liderança do Grupo C, balançou as redes nas oitavas contra a Austrália (2 a 1), empatou com a Holanda em 2 a 2 (vitória nos pênaltis), e teve grande atuação na semifinal contra a Croácia (3 a 0). Na final memorável contra a França, marcou duas vezes em duelo com Kylian Mbappé, que fez três. Após empate em 3 a 3, Dibu Martínez defendeu uma cobrança nos pênaltis e sacramentou o tricampeonato mundial.
Sua última participação em um Mundial foi em 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá. Mesmo na reta final de sua carreira, mostrou estar em nível de destaque, marcando oito gols e dando quatro assistências. A Argentina chegou à final e perdeu para a Espanha por 1 a 0. Agora, Messi segue em ação pelo Inter Miami, clube no qual tem contrato até o final de 2028. Na semana anterior ao anúncio de sua aposentadoria da seleção, marcou quatro gols na goleada por 7 a 1 sobre o CF Montréal.
Os números que deixa pela Argentina são impressionantes: 207 partidas, 125 gols e 65 assistências — recordes históricos da seleção. Marcou em cinco edições diferentes de Copa do Mundo, acumulando 21 gols em Mundiais. Deu assistências em seis edições. Disputou sete Copas América. Marcou cinco gols em um único jogo, contra a Estônia em 2022. Anotou 18 gols em um único ano, também em 2022. É o único jogador argentino a marcar contra todos os adversários da Conmebol.
Em sua carreira oficial, Messi soma 927 gols e está a 73 do milésimo. Seu compatriota Cristiano Ronaldo, do Al-Nassr, segue mais próximo dessa marca com 978 tentos. A busca continua, agora apenas pelo Inter Miami.
Citações Notáveis
Tentei ao máximo. Tentei tudo o que era possível. Isso dói mais em mim do que em qualquer outra pessoa, mas é evidente que isso não é para mim.— Lionel Messi, após Copa América 2016