Menino de 12 anos morre baleado em festa de aniversário no Rio

Menino de 12 anos morto a tiros; duas outras pessoas mortas e uma ferida em tiroteio separado no mesmo dia em Nova Iguaçu.
Menino de 12 anos morto no meio de disputa entre milicianos
Yan Gabriel Marques foi baleado durante festa de aniversário em Nova Iguaçu enquanto grupos rivais trocavam tiros.
Mark

Por que a polícia acha que foi um confronto entre milicianos e não apenas um crime aleatório?

Mimi

Porque os dois grupos — o de Juninho Varão e o de Zinho — estão em disputa pela mesma região. Nova Iguaçu é território que ambos querem controlar. Quando há tiroteio em festa de aniversário, a polícia procura por padrão, por território em disputa.

Luke

Mas a polícia tem confirmação de que foi assim? Ou é ainda uma suspeita?

Mimi

É suspeita. Eles estão investigando. O que sabemos é que houve tiros, que a criança morreu, e que esses dois grupos estão em conflito naquela área.

Mark

E o pai do menino — ele estava envolvido?

Mimi

A polícia suspeita que sim, que ele pode ter participado do tiroteio. Mas isso também está sendo investigado.

Luke

Então não é confirmado.

Mimi

Não. É uma linha de investigação.

Mark

Esses milicianos — eles têm poder real naquela região?

Mimi

Sim. Juninho Varão controla extorsão, venda de gás, tudo. Zinho comanda a maior milícia do Rio. Eles não são pequenos criminosos.

Luke

E ambos são foragidos?

Mimi

Ambos. Nenhum foi preso ainda.

  • Uma festa de aniversário de criança foi interrompida a tiros, matando Yan Gabriel Marques, de 12 anos, em plena tarde de sábado em Nova Iguaçu.
  • A disputa pelo controle territorial entre os grupos de Juninho Varão e Zinho — ambos foragidos da Justiça — transforma bairros inteiros em campos de batalha miliciana.
  • O pai da criança aniversariante é investigado como possível participante do tiroteio, adicionando uma camada perturbadora ao luto familiar.
  • No mesmo dia, um ataque a tiros contra um bar na mesma cidade matou mais duas pessoas e feriu uma terceira, revelando a escala da violência naquele fim de semana.
  • A Polícia Civil instaurou inquérito e conduz diligências, mas a autoria e a motivação do crime ainda estão por ser definitivamente esclarecidas.

Em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, uma festa de aniversário infantil tornou-se palco de tragédia quando Yan Gabriel Marques, de 12 anos, foi morto a tiros em meio a um suposto confronto entre milicianos rivais. O episódio revela como a disputa territorial entre grupos criminosos transforma espaços de celebração em zonas de guerra, ceifando vidas que ainda mal haviam começado. A sociedade e as autoridades são novamente convocadas a enfrentar a pergunta que não cessa: até quando a violência organizada ditará os ritmos da vida cotidiana nas periferias brasileiras?

Yan Gabriel Marques tinha 12 anos e estava celebrando seu aniversário no sábado, dia 8 de julho, em Nova Iguaçu, quando foi baleado e morreu. O projeto social do qual o menino participava decretou luto na segunda-feira, enquanto investigadores da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense tentavam reconstruir como uma festa infantil se converteu em cena de crime.

A suspeita central é que homens ligados a Juninho Varão — foragido com passagens por homicídio, tortura e organização criminosa, acusado de comandar extorsões e o monopólio do gás em bairros da região — trocaram tiros com integrantes do grupo de Zinho, que assumiu a liderança da maior milícia do Rio após a morte do irmão em 2021. Há ainda a possibilidade de que o pai da criança aniversariante tenha participado do confronto, o que a polícia também investiga.

No mesmo sábado, outro tiroteio atingiu um bar na Travessa Barbosa, no bairro Austin. Suspeitos dispararam de um carro contra frequentadores do local: Fábio da Silva Assumpção, de 58 anos, morreu na hora; Alessandro Barata não resistiu após cirurgia; e a filha de Alessandro foi baleada na perna, mas está estável.

Ao fim daquele fim de semana, Nova Iguaçu contabilizava três mortos e uma ferida — um retrato brutal da violência que acompanha a disputa pelo controle territorial na Baixada Fluminense.

Yan Gabriel Marques tinha 12 anos quando foi baleado durante sua festa de aniversário no sábado, dia 8 de julho, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A polícia agora trabalha para determinar se o menino foi atingido no meio de um confronto entre grupos milicianos rivais que operavam na região.

O projeto social do qual Yan participava decretou luto na segunda-feira. Enquanto isso, investigadores da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense começaram a montar o quebra-cabeça de como uma celebração de aniversário infantil se transformou em cena de crime. A polícia suspeita que homens ligados a Gilson Ingrácio de Souza Junior, conhecido como Juninho Varão, trocaram tiros com criminosos do grupo de Luís Antônio da Silva Braga, chamado Zinho. Há também a possibilidade de que o pai da criança cujo aniversário era celebrado tenha participado do tiroteio.

Juninho Varão é foragido e tem antecedentes por homicídio, tortura e organização criminosa. Segundo denúncias do Ministério Público, ele comanda operações milicianas em bairros como Cabuçu, Palhada, Valverde e Grão Pará, incluindo extorsão de comerciantes e controle do monopólio de venda de gás. Zinho, por sua vez, assumiu a liderança da maior milícia do Rio após a morte de seu irmão em junho de 2021. Como Juninho Varão, ele também é foragido e não apresentou advogado.

A Polícia Civil informou que instaurou um inquérito para investigar o caso e que diligências estão em andamento para apurar tanto a autoria quanto a motivação do crime. No mesmo sábado em que Yan foi morto, outro tiroteio ocorreu na região. Suspeitos dispararam de um carro contra pessoas que estavam em um bar na Travessa Barbosa, no bairro Austin. Fábio da Silva Assumpção, 58 anos, morreu no local. Alessandro Barata foi levado ao hospital, submetido a cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos. A filha de Alessandro, cuja identidade não foi divulgada, foi baleada na perna esquerda e seu estado de saúde é estável.

Os dois incidentes deixaram um saldo de três mortos e uma pessoa ferida em Nova Iguaçu naquele fim de semana, ilustrando a intensidade da violência que marca a disputa pelo controle territorial entre grupos criminosos na Baixada Fluminense.

Diligências estão em andamento para apurar a autoria e a motivação do crime
— Polícia Civil
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