Na noite de uma segunda-feira comum em Maceió, uma menina de 13 anos voltava para casa depois de assistir a um jogo de futebol com amigas quando foi morta por rejeitar a aproximação de um homem adulto. O crime, ocorrido no bairro da Levada, expõe uma violência que não é apenas individual, mas sintomática de um mundo onde o 'não' dito por uma criança pode custar-lhe a vida. A investigação segue aberta, e a sociedade é convocada a ser parte da resposta que a justiça ainda não pôde dar.
Menina de 13 anos é assassinada com tiro na cabeça em Maceió
Ela não quis nada com ele, e ele a perseguiu
Por que um homem adulto seguiria uma menina de 13 anos após ela recusar sua abordagem?
A polícia acredita que pode ter sido uma questão de rejeição pessoal. Ele a abordou no clube, ela disse não, e em vez de aceitar, ele a perseguiu. Às vezes a recusa não é aceita.
A família dela tinha alguma ligação com crime ou tráfico?
Não. Os pais deixaram claro que ela não tinha envolvimento com nada disso. Trabalhavam duro, ela estudava. Era uma menina comum.
Como é que uma criança sai de um clube e acaba morta no caminho para casa?
Ela estava com amigas, incluindo a irmã de 10 anos. Mas em algum ponto do trajeto, esse homem a alcançou e disparou. Tudo aconteceu perto de casa, em um bairro onde ela deveria estar segura.
O que a polícia tem para trabalhar?
Descrição do suspeito, câmeras de segurança na região, e o testemunho das amigas que estavam com ela. Mas ainda não identificaram ninguém.
Qual é o próximo passo?
Analisar as gravações das câmeras, esperar denúncias pelo 181. Sem identificação do suspeito, dependem da população.
Isso muda algo no que sabemos sobre segurança em Maceió?
Mostra que a violência pode alcançar qualquer um, em qualquer lugar, mesmo em um trajeto que deveria ser rotineiro.
Le Pouls
- Uma menina de 13 anos foi assassinada com um tiro na cabeça após recusar o contato de um homem adulto que a abordou em frente a um clube no Vergel do Lago.
- Sua irmã de 10 anos estava presente e testemunhou a perseguição que antecedeu os disparos — uma criança que viu outra criança ser morta por dizer não.
- O suspeito, descrito como homem de cerca de 1,75 m vestindo roupas pretas, fugiu em direção à Vila Brejal com a arma ainda em mãos e permanece foragido.
- A polícia identificou câmeras de segurança na região e planeja analisar as gravações em busca de imagens que possam levar à identificação do autor.
- A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa apela à população para que denúncias sejam feitas pelo número 181, único caminho aberto até agora para alcançar o suspeito.
Na noite de uma segunda-feira comum em Maceió, uma menina de 13 anos voltava para casa depois de assistir a um jogo de futebol com amigas quando foi morta por rejeitar a aproximação de um homem adulto. O crime, ocorrido no bairro da Levada, expõe uma violência que não é apenas individual, mas sintomática de um mundo onde o 'não' dito por uma criança pode custar-lhe a vida. A investigação segue aberta, e a sociedade é convocada a ser parte da resposta que a justiça ainda não pôde dar.
Na noite de 26 de agosto, Ana Beatriz, de 13 anos, saiu com três amigas — entre elas sua irmã de 10 anos — para assistir a um jogo de futebol em um clube no Vergel do Lago, em Maceió. Era uma noite ordinária até que um homem adulto a abordou no local e tentou se aproximar dela. Ela recusou. Ele não aceitou.
No caminho de volta para casa, no bairro da Levada, o homem a perseguiu e disparou contra ela. Ana Beatriz foi socorrida por populares e levada ao Hospital Geral do Estado, mas não resistiu ao ferimento na cabeça e faleceu pouco após dar entrada na unidade.
O delegado Ronílson Medeiros, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, detalhou que a família da menina é trabalhadora e que ela estudava regularmente, sem qualquer envolvimento com drogas ou criminalidade. A motivação do crime, segundo as investigações iniciais, foi exclusivamente a rejeição. Testemunhas descreveram o suspeito como um homem de aproximadamente 1,75 m, de roupas pretas, que fugiu em direção à Vila Brejal ainda armado.
A polícia busca imagens de câmeras de segurança da região e pede que qualquer pessoa com informações sobre o autor entre em contato pelo Disque Denúncia, número 181. Até o momento, o suspeito segue sem identificação — e Ana Beatriz, sem justiça.
Na noite de segunda-feira, 26 de agosto, uma menina de 13 anos foi morta com um tiro na cabeça no bairro da Levada, em Maceió. O crime ocorreu próximo à sua casa, após ela sair de um clube onde havia assistido a um jogo de futebol com três amigas, uma delas sua irmã de 10 anos. Segundo relatos de testemunhas, um homem a abordou no local do clube, tentou se aproximar dela, e quando ela recusou qualquer contato, ele a perseguiu. No caminho de volta para casa, efetuou disparos contra a adolescente.
A vítima, identificada pelas iniciais A.B.S.T., mas conhecida como Ana Beatriz, foi socorrida por populares e levada ao Hospital Geral do Estado, no Trapiche da Barra. Chegou viva à unidade, mas faleceu pouco depois de dar entrada. A Secretaria de Segurança Pública registrou o caso, e a investigação ficou a cargo da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil.
O delegado Ronílson Medeiros, plantonista da DHPP, concedeu entrevista à TV Pajuçara detalhando os primeiros passos da investigação. Ele explicou que os pais da menina informaram que ela havia saído com as amigas para o clube, localizado no Vergel do Lago, em frente à Praça Padre Cícero. Uma das amigas, a irmã mais jovem, relatou que um homem adulto as abordou no local, tentando manter contato com Ana Beatriz. Quando ela recusou, ele a perseguiu e disparou contra ela no caminho.
Segundo o delegado, a família reside na Levada e trabalha com muito esforço para manter os filhos. Ana Beatriz estudava e, até então, não apresentava qualquer vínculo com tráfico de drogas ou uso de entorpecentes. O delegado também mencionou que a menina havia tido outros relacionamentos anteriormente, mas não se interessou pelo homem que a abordou naquela noite. Testemunhas descreveram o suspeito como um indivíduo de aproximadamente 1,75 metros de altura, vestindo roupas pretas. Ele fugiu em direção à Vila Brejal logo após os disparos, ainda com a arma em punho.
A Polícia Civil de Alagoas apela para que a população forneça informações sobre o assassino. O delegado Ronílson Medeiros solicitou que qualquer pessoa com dados sobre o crime entre em contato pelo Disque Denúncia, o número 181, para que as informações sejam verificadas e o autor seja identificado. A polícia também identificou câmeras de segurança na região e planeja solicitar as gravações para análise, na esperança de obter imagens que ajudem a esclarecer o homicídio. Até o momento, o suspeito não foi identificado.
Citations marquantes
A menina estudava. Até então, não vimos vínculo dela com tráfico de drogas. Ela não quis se relacionar com aquele rapaz que a teria abordado.— Delegado Ronílson Medeiros, DHPP
Solicito que a sociedade e a população local que tenha informação sobre esse caso nos passe a informação por meio do 181.— Delegado Ronílson Medeiros