Diante da iminência de um Super El Niño que promete chuvas excepcionais e ventos intensos no Sul do Brasil, a construtora FG Empreendimentos reescreve silenciosamente a lógica do canteiro de obras em Balneário Camboriú. Com 16 megaobras em curso simultâneo, a empresa incorporou o tempo atmosférico como variável de engenharia — não como obstáculo, mas como dado de planejamento. É o reconhecimento de que, numa era de clima imprevisível, a capacidade de adaptação vale tanto quanto qualquer cronograma.
Megaobras de Balneário Camboriú se preparam para Super El Niño com monitoramento climático
Segurança é um processo contínuo, não uma reação
Por que uma construtora precisaria mudar tanto seu planejamento por causa de previsões climáticas? Não é exagero?
Não é. Quando você tem 16 obras grandes acontecendo ao mesmo tempo, uma chuva forte não é só um inconveniente — pode parar tudo. Além disso, há riscos reais de segurança. Materiais podem cair, estruturas podem falhar. O monitoramento permite antecipar, não reagir.
Mas como você muda o cronograma de uma megaobra assim? Não há prazos fixos?
Há, mas a FG descobriu que é mais eficiente ser flexível. Se você sabe que chuva pesada vem na quinta, você antecipa trabalhos que podem ser feitos em dias secos e move os trabalhos sensíveis para depois. Mantém a produtividade sem sacrificar segurança.
E o sistema de alertas da Climatempo — como funciona na prática?
Boletins diários com previsão de cinco dias. Quando há alerta de evento severo, as equipes já sabem o que fazer. No caso do ciclone de agosto, começaram a se preparar na segunda-feira, antes da tempestade chegar. Protocolos já estavam prontos.
Qual foi a mudança mais importante nos sistemas de proteção?
Trocar estruturas rígidas por redes e vedações. Madeira e painéis podem virar projéteis com vento forte. Redes e vedações contêm o risco. É uma mudança que reflete aprendizado — eles viram o que funciona e o que não funciona.
Isso tudo custa mais caro?
Provavelmente sim, mas o custo de uma obra parada, de um acidente, de danos a propriedades vizinhas é muito maior. É investimento em prevenção, não despesa.
E se o Super El Niño não chegar tão forte quanto previsto?
Mesmo assim, a estrutura de monitoramento e os protocolos ficam. Não é desperdício — é resiliência. A próxima tempestade virá, e eles estarão prontos.
The Pulse
- A previsão de um Super El Niño com chuvas muito acima da média coloca em risco o ritmo de 16 megaobras simultâneas numa das cidades que mais cresce no Brasil.
- Quando chegam alertas de eventos severos — como o ciclone de agosto —, todas as frentes de trabalho são acionadas preventivamente, sem esperar o tempo piorar.
- Drones inspecionam fachadas, equipes verificam fixações e bandejas de proteção, e os canteiros são reorganizados antes que os ventos cheguem.
- Estruturas rígidas de madeira cederam lugar a redes e sistemas de vedação modernos, reduzindo o risco de materiais serem projetados para áreas externas.
- O monitoramento meteorológico diário da Climatempo tornou-se tão central ao planejamento quanto qualquer planta de engenharia — o clima agora dita a sequência das obras.
Diante da iminência de um Super El Niño que promete chuvas excepcionais e ventos intensos no Sul do Brasil, a construtora FG Empreendimentos reescreve silenciosamente a lógica do canteiro de obras em Balneário Camboriú. Com 16 megaobras em curso simultâneo, a empresa incorporou o tempo atmosférico como variável de engenharia — não como obstáculo, mas como dado de planejamento. É o reconhecimento de que, numa era de clima imprevisível, a capacidade de adaptação vale tanto quanto qualquer cronograma.
Balneário Camboriú se prepara para um cenário climático fora do comum. As previsões de Super El Niño apontam para chuvas muito acima da média no Sul do Brasil, e a FG Empreendimentos — com 16 megaobras em andamento simultâneo na região — já reorganizou sua forma de trabalhar. Seguir um cronograma fixo deixou de ser uma opção: cada alerta meteorológico dispara uma reconfiguração das etapas de obra.
Mario Merolli, diretor de engenharia da empresa, destaca que empreendimentos dessa escala exigem tanto planejamento de longo prazo quanto capacidade de adaptação rápida. Na prática, explica o diretor de produção Gustavo Simas, isso significa antecipar atividades vulneráveis à chuva, reorganizar frentes de trabalho e priorizar etapas que podem ser executadas em ambientes protegidos — mantendo a produtividade mesmo quando o tempo ameaça.
O sistema funciona com precisão: a Climatempo envia boletins diários com previsões de chuva, vento e rajadas para os cinco dias seguintes. Quando o ciclone atingiu o sul do país na semana de 3 de agosto, os alertas chegaram ainda na segunda-feira — tempo suficiente para acionar protocolos em todas as obras. Fabio Maciel de Almeida, responsável pela segurança, coordena inspeções com drones em fachadas, verificação de fixações e bandejas de proteção, e intensificação da limpeza dos canteiros para eliminar riscos de projeção de materiais.
Nos últimos anos, a empresa também modernizou seus sistemas de proteção coletiva: guarda-corpos de madeira e painéis de madeirite foram substituídos por redes de proteção e sistemas de vedação nas periferias das edificações. A mudança reduz diretamente o perigo de materiais serem arremessados para áreas externas por ventos fortes. Para Almeida, o que está em jogo vai além do cronograma — é a segurança de quem trabalha nas obras e de quem vive ao redor delas.
Balneário Camboriú está se preparando para um cenário climático que pode trazer consequências sérias para a região. A possibilidade de um Super El Niño — com previsões de chuvas bem acima da média para o Sul do Brasil — já está mudando a forma como as grandes construtoras planejam seus projetos. A FG Empreendimentos, que tem 16 megaobras em andamento simultaneamente na região, incorporou o monitoramento meteorológico diário como parte essencial de sua rotina de engenharia. Não é mais possível simplesmente seguir um cronograma fixo; agora, cada previsão de tempo adverso dispara uma reorganização das etapas de trabalho.
Mario Merolli, diretor de engenharia da FG, explica que empreendimentos dessa escala exigem planejamento de longo prazo e, acima de tudo, capacidade de adaptação rápida. A empresa trabalha continuamente com diferentes cenários climáticos, incorporando as previsões ao planejamento das obras para reduzir riscos operacionais e manter a qualidade das entregas. Gustavo Simas, diretor de produção, detalha como isso funciona na prática: dependendo das condições meteorológicas previstas, a empresa antecipa atividades mais vulneráveis à chuva, reorganiza a sequência das frentes de trabalho e prioriza etapas que podem ser executadas em ambientes protegidos. Essa flexibilidade permite manter a produtividade mesmo quando o tempo ameaça.
O sistema de acompanhamento climático da FG funciona com precisão. A empresa contrata assessoria meteorológica da Climatempo, que envia boletins diários com previsões de chuva, velocidade dos ventos e rajadas para os cinco dias seguintes. Quando há alerta para eventos severos — como o ciclone que atingiu o sul do país na semana de 3 de agosto — as equipes são acionadas preventivamente. Fabio Maciel de Almeida, responsável pela segurança da companhia, relata que começaram a receber alertas ainda na segunda-feira, e a partir dali todas as obras foram orientadas para aplicar protocolos específicos de segurança.
As medidas práticas são rigorosas. A empresa intensifica a organização e limpeza dos canteiros para eliminar riscos de projeção de materiais. Realiza inspeções preventivas em fachadas e sistemas de proteção coletiva usando drones. As equipes verificam bandejas de proteção, sistemas de backup, fixações e outras estruturas de segurança antes de condições climáticas mais severas chegarem. Não é trabalho que se faz de última hora.
Nos últimos anos, a FG também modificou seus sistemas de proteção coletiva. Estruturas rígidas como guarda-corpos de madeira e painéis de madeirite foram gradualmente substituídas por soluções mais modernas: redes de proteção e sistemas de vedação nas periferias das edificações. A mudança busca reduzir especificamente o risco de materiais serem projetados para áreas externas dos empreendimentos — um perigo real quando ventos fortes chegam. Segundo Almeida, segurança é um processo contínuo. Monitoramento meteorológico diário, inspeções preventivas, manutenção dos sistemas de proteção e gestão rigorosa da organização dos canteiros trabalham juntos para proteger colaboradores, empreendimentos vizinhos e toda a comunidade do entorno, especialmente durante eventos climáticos adversos. O que está em jogo não é apenas o cronograma de uma obra, mas a segurança de quem trabalha nela e de quem vive ao redor.
Notable Quotes
A engenharia de empreendimentos dessa magnitude exige planejamento de longo prazo e capacidade de adaptação— Mario Merolli, diretor de engenharia da FG Empreendimentos
Dependendo das condições meteorológicas, antecipamos atividades mais suscetíveis às intempéries e reorganizamos o sequenciamento das frentes de trabalho— Gustavo Simas, diretor de produção da FG Empreendimentos