Mbappé trocaria Chuteira de Ouro pela chance de jogar a final da Copa

Gostaria de não ser o maior artilheiro e jogar a final
Mbappé expressa seu desejo de estar na decisão do Mundial em vez de conquistar um recorde individual.
Mark

Mbappé diz que trocaria a Chuteira de Ouro pela final. Isso é apenas uma frase bonita, ou ele realmente sente isso?

Mimi

Você tem que entender o contexto. Ele acabou de viver a derrota mais amarga possível — não apenas perder, mas perder na disputa pelo terceiro lugar, o que significa que sua equipe não conseguiu nem isso. Naquele momento, um recorde individual não consola ninguém.

Mark

Mas 22 gols em Copas do Mundo é histórico. Messi está atrás. Por que isso não o satisfaz?

Mimi

Porque Messi tem algo que Mbappé não tem neste torneio: a chance de jogar a final. Messi pode chegar a 22 ou 23 gols e ainda assim estar em uma final. Mbappé tem o recorde, mas está em casa vendo a decisão pela televisão. O recorde fica vazio sem o título.

Mark

Ele menciona Deschamps várias vezes. Qual é o peso disso?

Mimi

Deschamps passou 14 anos construindo essa equipe. Mbappé cresceu sob seu comando. Deixar o técnico sem um presente — sem uma medalha, sem uma final — é uma forma de fracasso pessoal para o capitão, independentemente de quantos gols ele tenha marcado.

Mark

A imprensa francesa já fala em Zidane como substituto. Isso muda algo para Mbappé?

Mimi

Muda tudo. Zidane é um ícone, alguém que ganhou Copas. Mas primeiro, Mbappé tem que processar essa derrota. Zidane chega em setembro. Agora, em julho, o que importa é o que não aconteceu no campo.

  • A França perdeu para a Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar e ficou fora do pódio, encerrando a Copa com frustração.
  • Mbappé marcou dois gols e chegou a 22 no total histórico de Copas, ultrapassando Messi e tornando-se o maior artilheiro de todos os tempos na competição.
  • Apesar do recorde, o atacante declarou abertamente que trocaria a Chuteira de Ouro pela chance de disputar a final — priorizando o título coletivo sobre qualquer conquista individual.
  • O primeiro tempo desastroso contra a Inglaterra foi reconhecido pelo próprio Mbappé como um abandono ao time e, simbolicamente, ao técnico Deschamps em sua despedida.
  • Após 14 anos no comando, Didier Deschamps deixa a seleção francesa sem o presente de despedida que os jogadores queriam lhe dar, com Zinédine Zidane apontado como seu sucessor a partir de setembro.

Enquanto a França se despedia da Copa do Mundo sem medalha, Kylian Mbappé alcançava um patamar solitário na história do futebol — 22 gols em Copas, superando Messi. Ainda assim, o atacante deixou claro que nenhum recorde individual vale o que ele mais desejava: estar em campo na final. Há algo de profundamente humano nessa confissão — a glória coletiva, mesmo quando inalcançável, pesa mais do que qualquer troféu pessoal.

A França encerrou sua participação na Copa do Mundo sem medalha, derrotada pela Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar. Para a equipe, foi uma despedida amarga — mas para Kylian Mbappé, o jogo guardava um marco histórico: com dois gols marcados, o atacante chegou a 22 tentos em Copas do Mundo, ultrapassando Messi e se tornando o maior artilheiro de todos os tempos na competição.

Messi, com 21 gols no total e oito neste torneio, disputaria a final no domingo seguinte contra a Espanha. Mbappé teria que assistir de longe — e quando perguntado sobre a rivalidade individual, surpreendeu com a resposta: preferiria abrir mão da Chuteira de Ouro para estar em campo naquela decisão. "Gostaria de não ser o maior artilheiro da história e jogar amanhã a final", disse. E ainda previu, com generosidade: "Leo marca o tempo todo, amanhã vai marcar com certeza".

Sobre a derrota, Mbappé foi direto: a equipe havia sido "completamente nocauteada" no primeiro tempo, antes de reagir tarde demais no segundo. A dor era agravada pelo contexto — era a última partida de Didier Deschamps como técnico da França, após 14 anos no cargo. "É uma pena pelo treinador. Queríamos fazer algo por ele", lamentou o capitão.

Zinédine Zidane seria o substituto de Deschamps, assumindo em setembro, segundo a imprensa francesa — informação ainda sem confirmação oficial. A seleção francesa encerrava assim sua Copa sem pódio, sem a final que seu maior artilheiro teria trocado por qualquer prêmio, e em transição no comando.

A França saiu do campo de disputa pelo terceiro lugar sem levar para casa uma medalha. A Inglaterra venceu no sábado, e com essa derrota, os franceses ficaram de fora do pódio da Copa do Mundo. Mas há um asterisco nessa história: enquanto a equipe se despedia do torneio, Kylian Mbappé alcançava um marco solitário. Com dois gols marcados naquela partida, o atacante chegou a dez gols nesta edição do Mundial e, mais importante, a 22 na história de todas as Copas — um recorde que o coloca sozinho no topo da lista de maiores artilheiros de todos os tempos nessa competição.

Messi, seu rival histórico, segue atrás. O argentino tem oito gols neste torneio e 21 no total das Copas. A final entre Espanha e Argentina aconteceria no domingo, e Mbappé teria que observar de longe, torcendo para ver se Messi conseguiria igualar seu recorde ou se ele manteria a liderança solitária. Mas quando perguntado sobre essa disputa individual, o francês respondeu de forma que surpreendeu: ele trocaria a Chuteira de Ouro — o prêmio ao maior artilheiro — pela chance de estar em campo naquele domingo, lutando por um título mundial.

"Gostaria de não ser o maior artilheiro da história e jogar amanhã a final", disse Mbappé quando questionado sobre a competição com Messi. Ele reconheceu o peso do recorde, o legado que representa, mas deixou claro que naquele momento, aquilo não era o que mais o preocupava. "Acho que é bom por tudo que representa de legado. Mas hoje não é a primeira coisa que me passa pela cabeça", completou. E, prevendo o que viria na decisão, acrescentou: "Leo marca o tempo todo, amanhã vai marcar com certeza".

Sobre a derrota para a Inglaterra, Mbappé foi direto. Sua equipe havia sido "completamente nocauteada" nos primeiros 45 minutos. "Acho que eles nos atropelaram logo de cara. Depois, no segundo tempo, voltamos a ser jogadores de alto nível", explicou o capitão francês. O problema era que esse despertar havia chegado tarde demais e não resultou em gols — apenas em um jogo mais equilibrado quando a partida já estava decidida.

O que tornava a derrota ainda mais amarga era o contexto. Era a última partida de Didier Deschamps como técnico da França após 14 anos no cargo. Mbappé lamentou profundamente que o time não tivesse conseguido dar um presente de despedida ao treinador. "É uma pena pelo treinador. Queríamos fazer algo por ele, mas infelizmente o primeiro tempo dá a impressão de que o abandonamos, e não é de forma alguma o que queríamos transmitir", disse o atacante.

O substituto de Deschamps seria Zinédine Zidane, segundo informações da imprensa francesa. O novo comandante começaria seus trabalhos no primeiro de setembro. Mas essa informação ainda não havia sido confirmada oficialmente nem pelo treinador nem pela Federação Francesa. De qualquer forma, a França encerrava sua participação naquela Copa sem medalha, sem a final que Mbappé teria trocado por qualquer prêmio individual, e em transição no comando técnico.

Gostaria de não ser o maior artilheiro da história e jogar amanhã a final
— Kylian Mbappé
É uma pena pelo treinador. Queríamos fazer algo por ele, mas infelizmente o primeiro tempo dá a impressão de que o abandonamos
— Kylian Mbappé
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