Há corridas que moldam uma carreira e corridas que revelam a fragilidade por detrás da glória. Mauricio Moreira, que em 2022 conquistou a Volta a Portugal, não estará na 86.ª edição da prova — ausência que condensa seis meses de inatividade, um desmaio perturbador, uma rescisão contratual polémica e um regresso ao pelotão ainda incompleto. O ciclista uruguaio de 30 anos, pré-inscrito pela Efapel, ficou fora do elenco final para uma corrida que começa esta quarta-feira na Maia, lembrando que entre o pódio e o esquecimento existe, por vezes, apenas uma temporada difícil.
Mauricio Moreira ausente na 86.ª Volta a Portugal após seis meses parado
Seis meses parado, apenas dez dias de competição este ano
Porque é que um campeão de 2022 desaparece assim do mapa durante seis meses?
Começou com um desmaio durante a corrida. Depois veio o divórcio com a equipa anterior — e foi feio, com acusações de traição contratual.
Mas ele tinha contrato até 2025. Como é que saiu?
Por acordo mútuo, tecnicamente. Mas a equipa antiga diz que ele já tinha combinado com outra antes de sair. Há sempre duas versões nestas coisas.
E agora na Efapel, porque não o colocam na Volta?
Porque seis meses parado é muito tempo. Ele só fez dez dias de corrida este ano. Não tem ritmo, não tem preparação específica.
Portanto, é um ciclista que desapareceu e não consegue voltar.
Por enquanto, sim. Mas ainda tem tempo. A época é longa.
O Pulso
- Moreira desmaiou na quarta etapa da Volta a Portugal do ano passado, um episódio físico que desencadeou uma longa paragem de seis meses e lançou sombras sobre o seu futuro no ciclismo de alto nível.
- A rescisão com a Sabgal-Anicolor transformou-se em escândalo: a equipa acusou-o de ter assumido compromisso com outra formação enquanto ainda estava contratualmente vinculado até 2025, verbal e por escrito.
- A transferência para a Efapel prometia um recomeço, mas o regresso à competição ficou aquém — apenas dois eventos e dez dias de corrida em toda a temporada, insuficientes para preparar uma prova tão exigente.
- A Efapel optou por António Ferreira em vez do antigo campeão, compondo um elenco de sete ciclistas que parte para a Maia sem o nome mais sonante que tinha disponível.
- Na ausência de Moreira, o russo Artem Nych torna-se o único vencedor anterior presente nesta edição, sublinhando o quanto a paisagem da prova mudou desde 2022.
Há corridas que moldam uma carreira e corridas que revelam a fragilidade por detrás da glória. Mauricio Moreira, que em 2022 conquistou a Volta a Portugal, não estará na 86.ª edição da prova — ausência que condensa seis meses de inatividade, um desmaio perturbador, uma rescisão contratual polémica e um regresso ao pelotão ainda incompleto. O ciclista uruguaio de 30 anos, pré-inscrito pela Efapel, ficou fora do elenco final para uma corrida que começa esta quarta-feira na Maia, lembrando que entre o pódio e o esquecimento existe, por vezes, apenas uma temporada difícil.
Mauricio Moreira não vai estar na Volta a Portugal que arranca esta quarta-feira na Maia. A Efapel confirmou hoje os sete ciclistas do seu elenco para a 86.ª edição da prova, e o uruguaio de 30 anos — apesar de pré-inscrito — ficou de fora de uma corrida que ele próprio venceu em 2022 e onde terminou em segundo lugar em 2021.
A ausência é o resultado de uma série de acontecimentos difíceis. Na Volta do ano passado, Moreira desmaiou durante a quarta etapa e foi obrigado a abandonar. Pouco depois, rescindiu o contrato com a Sabgal-Anicolor, equipa onde tinha passado quatro temporadas, num acordo mútuo que rapidamente gerou polémica. A direção do clube acusou-o de quebra de confiança, alegando que ele tinha assumido compromisso com outra equipa enquanto ainda estava vinculado contratualmente até 2025.
Este ano, após seis meses parado, Moreira assinou pela Efapel. Mas o regresso à competição foi tímido: apenas a Prova de Abertura e o Grande Prémio Abimota, somando dez dias de corrida. Essa falta de ritmo e de preparação específica terá sido determinante para a sua exclusão do elenco.
No seu lugar, a Efapel escolheu António Ferreira, que se junta a Joaquim Silva, Tiago Antunes, André Carvalho, Pedro Pinto, ao russo Aleksandr Grigorev e ao colombiano Santiago Mesa. Com Moreira ausente, o único vencedor anterior em prova será o russo Artem Nych, da Anicolor-Tien21. Para o antigo campeão, é mais uma Volta que fica para trás.
Mauricio Moreira não estará na Volta a Portugal que começa esta quarta-feira na Maia. O anúncio chegou hoje da Efapel, que confirmou os sete ciclistas que integram o seu elenco para a 86.ª edição da prova. O uruguaio de 30 anos, apesar de ter sido pré-inscrito, fica de fora de uma corrida que ele próprio venceu em 2022 e onde terminou em segundo lugar em 2021, atrás de Amaro Antunes — que seria posteriormente desclassificado.
O que levou Moreira a esta ausência é uma sequência de acontecimentos que se desenrolou ao longo dos últimos meses. No ano passado, durante a Volta a Portugal, o ciclista desmaiou na quarta etapa, um episódio que o forçou a abandonar a corrida. Pouco depois, rescindiu o contrato com a Sabgal-Anicolor, a equipa onde tinha passado quatro temporadas, através de um acordo mútuo que rapidamente se tornou controverso. A direção da equipa, liderada por Carlos Pereira, acusou Moreira de quebra de confiança, argumentando que ele tinha assumido um compromisso com outra formação apesar de estar vinculado contratualmente — tanto verbalmente como por escrito — até 2025.
Este ano, após seis meses de inatividade, Moreira transferiu-se para a Efapel. Mas o seu regresso ao ciclismo de competição tem sido modesto. Até agora, apenas completou a Prova de Abertura e o Grande Prémio Abimota, somando apenas dez dias completos de competição. Essa falta de ritmo competitivo e de preparação específica para a Volta a Portugal terá pesado na decisão de não o incluir no elenco para a prova que arranca quarta-feira e termina a 17 de agosto em Lisboa.
No lugar de Moreira, a Efapel escolheu António Ferreira, que se junta aos portugueses Joaquim Silva, Tiago Antunes, André Carvalho e Pedro Pinto, ao russo Aleksandr Grigorev e ao colombiano Santiago Mesa. A ausência do antigo campeão deixa o russo Artem Nych, da Anicolor-Tien21, como o único vencedor anterior presente nesta edição. Para Moreira, que tinha terminado em 30.º lugar na Volta de 2023 após uma queda na subida à Torre, esta é mais uma volta que fica para trás.
Citações Notáveis
O ciclista tinha assumido um compromisso com outra equipa, apesar de estar ciente de que tinha um vínculo contratual, tanto verbal como escrito, até 2025— Direção da Sabgal-Anicolor, liderada por Carlos Pereira