Em João Pessoa, na manhã de 25 de abril de 2026, uma discussão banal de trânsito transformou-se em tragédia irreversível: Matheus de Souza Soares, vidraceiro de 26 anos que sonhava em mudar de vida e havia acabado de abrir sua própria empresa, foi atropelado e morto por um motorista de ônibus que fugiu do local. O episódio nos lembra que a violência no trânsito não é apenas estatística — é a interrupção brutal de histórias em pleno florescimento, deixando para trás quem amava e era amado.
Matheus de Souza Soares: vidraceiro e atleta morto em atropelamento em João Pessoa
Deixa de show, você sabe que eu vou
Como uma discussão de trânsito terminou em morte? O que exatamente aconteceu entre o motorista e Matheus?
A polícia confirmou que houve uma discussão de trânsito entre os dois, mas os detalhes específicos do que foi dito ou feito não estão claros nos registros públicos. O que sabemos é que terminou em atropelamento.
Isso é importante notar — a gente sabe que houve discussão, sabe que houve atropelamento, mas o que aconteceu entre esses dois momentos, como a discussão escalou para violência física, ainda está nebuloso. A polícia tem esses detalhes, mas não foram divulgados.
A esposa dele fala muito sobre quem ele era como pessoa. Isso muda algo sobre o caso?
Muda a forma como entendemos o que foi perdido. Matheus tinha planos — abriu empresa há quatro meses, praticava jiu-jítsu, era ligado à igreja. Não era alguém à margem. Era alguém construindo vida.
Mas é importante separar: quem Matheus era como pessoa não muda os fatos legais do caso. O motorista está acusado de homicídio doloso. A questão agora é se a intenção de matar pode ser provada em tribunal.
O motorista já tinha histórico de violência com veículos?
Sim. Ele foi preso no ano anterior por jogar um ônibus contra o carro de uma mulher diversas vezes. Então há um padrão aqui.
Há um padrão, mas precisamos ser cuidadosos: uma prisão anterior não prova nada sobre este caso específico. O que prova é que ele estava dirigindo um ônibus de novo, apesar desse histórico. Isso levanta questões sobre supervisão e responsabilidade da empresa.
A esposa disse algo que me marcou — que ele não costumava comer à mesa, mas naquele dia sentou com ela.
Ela está tentando processar o acaso, o detalhe que poderia ter mudado tudo. Se ele tivesse saído cinco minutos antes ou depois, se não tivesse ido buscá-la... São os pensamentos que vêm depois.
É um reflexo humano compreensível, mas também é especulação. O que sabemos é que ele decidiu buscá-la, e nesse caminho encontrou o motorista. O resto é o que poderia ter sido.
El Pulso
- Uma discussão de trânsito escalou para um atropelamento intencional, ceifando a vida de um jovem de 26 anos que naquele mesmo dia havia saído para buscar a esposa no trabalho.
- O motorista Carlos Eliezer Pereira de Carvalho fugiu após o atropelamento, deixando Matheus morto na via e outras duas pessoas feridas.
- A prisão em flagrante do motorista horas depois revelou um histórico alarmante: ele já havia sido detido anteriormente por usar um ônibus como arma contra outro veículo.
- A Justiça manteve a prisão preventiva do acusado, que responde por homicídio doloso — reconhecendo a intenção de matar —, enquanto a defesa optou pelo silêncio.
- Atrás dos autos e das acusações, fica a voz de Ana Beatriz, que perdeu o companheiro com quem dividia cada dia desde 2021 e que, naquela manhã, havia sentado ao seu lado para tomar café pela última vez.
Em João Pessoa, na manhã de 25 de abril de 2026, uma discussão banal de trânsito transformou-se em tragédia irreversível: Matheus de Souza Soares, vidraceiro de 26 anos que sonhava em mudar de vida e havia acabado de abrir sua própria empresa, foi atropelado e morto por um motorista de ônibus que fugiu do local. O episódio nos lembra que a violência no trânsito não é apenas estatística — é a interrupção brutal de histórias em pleno florescimento, deixando para trás quem amava e era amado.
Matheus de Souza Soares tinha 26 anos, trabalhava como vidraceiro e havia aberto a própria empresa há apenas quatro meses. Na manhã de 25 de abril, tomou café ao lado da esposa Ana Beatriz — um gesto simples que ela guardaria na memória, pois ele costumava comer no sofá. Mais tarde, insistiu em buscá-la no trabalho, mesmo sem necessidade. "Deixa de show, você sabe que eu vou", disse. Foi nesse trajeto que encontrou a morte.
Uma discussão de trânsito com o motorista de um ônibus terminou em atropelamento. Carlos Eliezer Pereira de Carvalho fugiu do local, mas foi preso em flagrante horas depois. Acusado de homicídio doloso e de lesão corporal contra outras duas vítimas, ele teve a prisão preventiva mantida e foi encaminhado ao presídio do Róger. Registros judiciais revelaram que, no ano anterior, ele já havia sido preso por usar um ônibus para colidir repetidamente contra o carro de uma mulher.
Ana Beatriz descreveu o marido como alguém de sorriso fácil, fé genuína e generosidade constante. O casal se conheceu na escola, reencontrou-se em 2020 e, desde 19 de julho de 2021, nunca mais se separou. "Eu tenho certeza que fui amada até o último suspiro de forma verdadeira", disse ela. Matheus praticava jiu-jítsu, havia conquistado recentemente um novo grau na faixa, atuava na igreja e falava frequentemente sobre o futuro: "Amor, nós vamos mudar de vida, você crê?"
Horas antes de morrer, ele havia comentado em tom de brincadeira sobre um quase acidente no trânsito. "Ele disse rindo: 'amor, eu ia virando estampa de camisa'", lembrou Ana Beatriz. Matheus foi enterrado no Cemitério Santa Catarina, no Bairro dos Estados, em João Pessoa, no fim da tarde do mesmo dia em que morreu.
Matheus de Souza Soares tinha 26 anos e trabalhava como vidraceiro. Na manhã de 25 de abril, ele tomou café com a esposa, Ana Beatriz, em casa — um detalhe que ela depois lembraria com precisão, porque ele não costumava comer à mesa, preferindo o sofá. Naquele dia, porém, sentou-se ao seu lado. Horas depois, após cumprir compromissos profissionais, ele decidiu buscá-la no trabalho, apesar de ela ter dito que não era necessário. "Deixa de show, você sabe que eu vou", respondeu. Foi nesse trajeto que tudo aconteceu.
Segundo a Polícia Militar e a Polícia Civil, uma discussão de trânsito eclodiu entre Matheus, que estava de motocicleta, e o motorista de um ônibus. O desentendimento terminou em atropelamento. O motorista, Carlos Eliezer Pereira de Carvalho, fugiu do local, mas foi preso em flagrante horas depois. Ele foi acusado de homicídio doloso — quando há intenção de matar — e de lesão corporal contra duas outras pessoas que também ficaram feridas no incidente. Matheus morreu no local.
Ana Beatriz descreveu o marido como alguém de sorriso fácil, sempre pronto a ajudar e encorajar quem o cercava. "Era um ser especial, fora do normal. Sempre apoiava todos que precisavam, dizia 'você consegue, eu te ajudo'", contou à reportagem. O casal se conheceu na escola em 2018, se afastou por um tempo e retomou o contato em 2020. O primeiro encontro oficial aconteceu em 19 de julho de 2021 — data que marcou, para ela, o início de suas vidas juntas. "Desde esse dia, nunca mais nos largamos. A gente vivia junto para tudo. Eu tenho certeza que fui amada até o último suspiro de forma verdadeira. Ele era a minha alma gêmea."
Matheus havia recentemente dado um passo importante na vida profissional. Cerca de quatro meses antes de sua morte, abriu a própria empresa no ramo de vidraçaria — um projeto que, segundo a família, estava em crescimento. Ele falava frequentemente sobre mudança de vida. "Sempre dizia: 'amor, nós vamos mudar de vida, você crê?'", lembrou Ana Beatriz. Além do trabalho, mantinha hábitos simples: assistia vídeos na internet, passava tempo em casa com a esposa e praticava jiu-jítsu, esporte no qual havia conquistado recentemente um novo grau na faixa. Também era ligado à igreja, onde havia atuado como obreiro.
No dia do acidente, Matheus havia comentado em tom de brincadeira sobre um quase acidente no trânsito que havia ocorrido horas antes. "Ele disse rindo: 'amor, eu ia virando estampa de camisa'", relatou a esposa. Pouco depois, foi até o local de trabalho dela, despediu-se e seguiu para casa. Quando decidiu buscá-la, não sabia que seria a última vez que sairia de motocicleta.
Matheus de Souza Soares foi enterrado no Cemitério Santa Catarina, no Bairro dos Estados, em João Pessoa, no fim da tarde de sexta-feira, 25 de abril. O velório ocorreu no mesmo dia, na casa de familiares no bairro dos Ipês. Quanto ao motorista, Carlos Eliezer Pereira de Carvalho teve sua prisão preventiva mantida após audiência de custódia e foi encaminhado para a Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, conhecida como presídio do Róger. Conforme processo ao qual a reportagem teve acesso, o suspeito já havia sido preso no ano anterior por jogar um ônibus contra o carro de uma mulher diversas vezes. Sua defesa informou que não se pronunciaria sobre o caso.
Citas Notables
Era um ser especial, fora do normal. Sempre apoiava todos que precisavam, dizia 'você consegue, eu te ajudo'— Ana Beatriz, esposa de Matheus
Eu tenho certeza que fui amada até o último suspiro de forma verdadeira. Ele era a minha alma gêmea— Ana Beatriz, sobre o relacionamento com Matheus