Masp inaugura passagem subterrânea com obra de Beatriz Milhazes conectando seus dois edifícios

Um caminho que une dois mundos do museu em cores e formas
A passagem subterrânea conecta os dois edifícios do Masp através de uma pintura de 98 metros da artista Beatriz Milhazes.
Mark

Por que o Masp decidiu fazer uma passagem subterrânea agora, quase um ano depois de abrir o anexo Pietro Maria Bardi?

Mimi

A conexão subterrânea permite que o visitante circule de forma contínua entre os dois edifícios. Antes, era preciso sair de um e entrar no outro. Agora há um fluxo único.

Luke

Mas a gente sabe por que demoraram tanto? Dois anos de planejamento para um túnel — isso é tempo de projeto ou tempo de aprovação?

Mimi

O projeto levou mais de dois anos, segundo o museu. Isso inclui a concepção artística com Beatriz Milhazes, a curadoria, o planejamento técnico.

Mark

E a escolha de Beatriz Milhazes para fazer a pintura — foi natural, ou houve um processo de seleção?

Mimi

A fonte não especifica. Mas há uma conexão clara: Milhazes já havia tido uma exposição no Masp chamada "Beatriz Milhazes: Avenida Paulista", e a cor azul que ela usa no túnel ganhou o nome "Azul Beatriz" depois dessa mostra.

Luke

Então a cor já existia na obra dela, e o museu a adotou? Ou foi criada especificamente para o túnel?

Mimi

A reportagem diz que a cor ganhou destaque após a exposição e passou a ser chamada assim na instituição. Não fica claro se foi criada para o túnel ou se já existia.

Mark

Quantas pessoas vão ver isso? É uma obra aberta ao público em geral?

Mimi

Não. O acesso é exclusivo para quem já está dentro do museu. O ingresso de R$ 85 inclui os dois prédios e a passagem.

Luke

Então é uma obra de arte que só existe para quem já pagou entrada. Isso limita bastante o alcance.

Mimi

Verdade. Mas também a torna parte da experiência do museu, não uma atração separada.

Mark

A pintura vai durar quanto tempo? É permanente?

Mimi

A reportagem não menciona. Só diz que foi feita com 33 tintas acrílicas. Presumivelmente é permanente, mas não há confirmação.

  • Dois edifícios do Masp existiam lado a lado sem conexão direta desde a inauguração do anexo em março de 2025 — uma lacuna que fragmentava a experiência do visitante.
  • A artista Beatriz Milhazes passou mais de dois anos desenvolvendo o projeto e três meses executando a pintura com 33 tintas acrílicas diferentes ao longo de 60 metros contínuos.
  • O 'Azul Beatriz', cor que se tornou marca da artista após exposição no próprio Masp, domina o teto e uma das paredes do túnel, criando uma identidade visual imersiva e reconhecível.
  • Elementos reflexivos instalados em uma parede de 38 metros amplificam a experiência, transformando a simples circulação entre prédios em uma travessia artística.
  • O acesso à passagem está integrado ao ingresso de R$ 85, tornando a obra parte indissociável da visita e não um atrativo separado.

No coração da Avenida Paulista, o Masp inaugura uma passagem subterrânea de 98 metros que, pela primeira vez, une fisicamente seus dois edifícios — o histórico de Lina Bo Bardi e o anexo Pietro Maria Bardi. Mais do que um corredor funcional, o túnel abriga 'Pietrolina', obra monumental da artista Beatriz Milhazes que transforma a travessia em experiência estética, homenageando os fundadores que deram nome aos dois espaços. É um gesto que convida o visitante a perceber que, entre um lugar e outro, a arte pode habitar o próprio caminho.

Na Avenida Paulista, o Masp inaugura nesta sexta-feira uma passagem subterrânea de 98 metros que conecta, pela primeira vez, o edifício histórico projetado por Lina Bo Bardi ao anexo Pietro Maria Bardi, aberto ao público em março de 2025. O túnel não é apenas uma solução arquitetônica: ao longo de seu percurso, a artista carioca Beatriz Milhazes criou uma obra que transforma o subterrâneo em experiência visual completa.

A pintura, chamada 'Pietrolina', homenageia o casal fundador da instituição — Lina e Pietro Maria Bardi — cujos nomes batizam os dois edifícios. Com arabescos, listras e formas florais inspiradas no Carnaval, a obra foi executada com 33 tintas acrílicas ao longo de três meses, após mais de dois anos de planejamento. O teto e uma das paredes ganham o chamado 'Azul Beatriz', cor que se tornou marca da artista desde sua exposição no próprio Masp.

Além dos 60 metros de pintura contínua, uma parede de 38 metros recebe elementos reflexivos que ampliam a percepção do espaço. A curadoria ficou a cargo de Adriano Pedrosa e Amanda Carneiro. O acesso à passagem está incluído no ingresso de R$ 85, integrando a travessia ao percurso geral da visita. O museu funciona de terça a domingo, com horário estendido até as 21 horas às sextas-feiras.

Na avenida Paulista, no coração de São Paulo, o Masp abre nesta sexta-feira um caminho subterrâneo que une dois mundos do museu até agora separados. O túnel conecta o edifício histórico projetado por Lina Bo Bardi ao anexo Pietro Maria Bardi, inaugurado em março de 2025, criando pela primeira vez uma circulação contínua entre os dois espaços. Mas este não é um simples corredor de passagem. Ao longo de seus 98 metros, a artista carioca Beatriz Milhazes pintou uma obra que transforma o subterrâneo em experiência visual.

A pintura, intitulada "Pietrolina", homenageia o casal fundador da instituição — Lina e Pietro Maria Bardi — cujos nomes batizam os dois edifícios do museu. O trabalho traz elementos visuais que remetem diretamente aos desfiles de Carnaval: arabescos sinuosos, listras ritmadas, formas orgânicas e florais que criam um padrão envolvente. A execução foi feita com 33 tintas acrílicas diferentes, aplicadas ao longo de três meses de trabalho intenso. Mas a gestação do projeto foi bem mais longa — mais de dois anos de planejamento e desenvolvimento precederam a pintura propriamente dita.

O teto e uma das paredes do túnel ganham destaque em um azul específico, batizado como "Azul Beatriz". A cor surgiu como marca registrada após a exposição "Beatriz Milhazes: Avenida Paulista" realizada no próprio Masp, e desde então a instituição a chama por esse nome. Além da pintura contínua de 60 metros, o projeto inclui elementos reflexivos instalados ao longo de uma parede de 38 metros, ampliando a experiência visual conforme o visitante percorre o espaço.

A curadoria da obra ficou a cargo de Adriano Pedrosa e Amanda Carneiro, que orientaram a concepção artística desde o início. O resultado é um espaço que não apenas funciona como ligação prática entre os dois edifícios, mas oferece aos visitantes uma imersão em cores e formas que dialogam com a história do museu e com a própria linguagem visual de Milhazes.

O acesso à passagem e à obra "Pietrolina" é restrito aos visitantes que já estão dentro do museu. O ingresso de R$ 85 dá direito à circulação pelos dois prédios do Masp, incluindo a travessia pelo túnel. Assim, a experiência subterrânea se integra ao percurso geral da visita, funcionando como transição entre os espaços e como obra de arte em si mesma. O museu funciona de terça a domingo, com horários estendidos às sextas-feiras até as 21 horas.

A cor azul ganhou destaque após a exposição 'Beatriz Milhazes: Avenida Paulista' no Masp e passou a ser chamada 'Azul Beatriz' na instituição
— Amanda Carneiro, curadora
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