Em meio à corrida eleitoral pela maior prefeitura do Brasil, Pablo Marçal compareceu à bancada da Globo e se viu diante de uma questão que ultrapassa sua própria candidatura: as alegadas conexões do presidente de seu partido com o PCC. Sem recuar, mas também sem assumir o peso da resposta, Marçal devolveu a responsabilidade a quem, segundo ele, deve prestá-la — o próprio dirigente partidário. A cena revela algo recorrente na política contemporânea: a arte de estar próximo de uma crise sem ser consumido por ela.
Marçal defende explicações de líder do PRTB sobre áudio com PCC
Se ele acabou falando, que se explique
Por que você acha importante que Leonardo Avalanche se explique sobre esse áudio?
Porque se ele falou isso em público, a sociedade merece saber o contexto. Não posso ficar calado quando um presidente de partido faz uma declaração dessas.
Mas isso não prejudica sua campanha, estar associado a essas questões?
Estou sendo transparente. Prefiro enfrentar a questão de frente do que fingir que não existe.
Você mencionou "escolarização" como um problema. O que exatamente você quer dizer com isso?
A escola pública está muito focada em transmitir conteúdo teórico. As crianças precisam aprender brincando, experimentando. Não é só decorar matéria.
E como você implementaria isso na prática?
Mudando o currículo, investindo em atividades práticas, em espaços de criatividade. A educação tem que ser viva, não morta.
Você falou em "cessar-fogo" político após as eleições. Isso é realista?
Tem que ser. Depois que votamos, a gente precisa trabalhar junto pela cidade. Não dá para ficar em guerra permanente.
É sua primeira vez concorrendo à Prefeitura. Como você se sente nessa posição?
É um desafio grande, mas estou preparado. Tenho propostas concretas e vontade de fazer diferença.
The Pulse
- Um áudio atribuído ao presidente nacional do PRTB, no qual ele alega vínculos com o PCC, ameaça contaminar a candidatura de Marçal a menos de dois meses das eleições municipais.
- Ao vivo para milhões de espectadores no g1, YouTube e TikTok, Marçal optou por não defender nem condenar o dirigente — transferiu a ele a obrigação de se explicar publicamente.
- O candidato aproveitou o espaço para atacar o modelo educacional público, argumentando que o excesso de teoria sufoca o aprendizado lúdico e prejudica os alunos.
- Em gesto inesperado para quem cultiva um estilo combativo, Marçal anunciou que pretende propor um 'cessar-fogo' político após o encerramento das eleições.
- Aos 37 anos e em sua primeira disputa pela Prefeitura de São Paulo, Marçal figura entre os candidatos com maior intenção de voto, o que lhe garantiu lugar nesta série de entrevistas longas da Globo.
Em meio à corrida eleitoral pela maior prefeitura do Brasil, Pablo Marçal compareceu à bancada da Globo e se viu diante de uma questão que ultrapassa sua própria candidatura: as alegadas conexões do presidente de seu partido com o PCC. Sem recuar, mas também sem assumir o peso da resposta, Marçal devolveu a responsabilidade a quem, segundo ele, deve prestá-la — o próprio dirigente partidário. A cena revela algo recorrente na política contemporânea: a arte de estar próximo de uma crise sem ser consumido por ela.
Pablo Marçal, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PRTB, sentou-se diante da jornalista Natuza Nery em entrevista ao vivo de uma hora transmitida pela Globo. O momento mais tenso da conversa veio cedo: um áudio de Leonardo Avalanche, presidente nacional do partido, no qual ele alega ter ligações com o PCC. Marçal não fugiu do assunto, mas também não o abraçou — sua resposta foi direta na forma e esquiva no conteúdo: se Avalanche falou sobre isso, que ele mesmo preste contas à sociedade.
A entrevista integra uma série com os principais candidatos à prefeitura paulista, ordenados por sorteio e selecionados com base na pesquisa Quaest de 30 de julho. Antes de Marçal, passaram pela mesma bancada Tabata Amaral, Datena e Guilherme Boulos. Ricardo Nunes está agendado para a semana seguinte, e os demais candidatos serão entrevistados em formato mais curto, de trinta minutos, com publicação simultânea.
Além da crise partidária, Marçal usou o espaço para criticar o que chama de 'escolarização' da rede pública: na sua visão, as escolas apostam demais na teoria e negligenciam o aprendizado lúdico, aquele que se dá pela brincadeira e pela experiência prática. O argumento serve tanto como crítica ao sistema quanto como diferencial de campanha.
O candidato surpreendeu ao sinalizar que, após as eleições, pretende propor um 'cessar-fogo' político — uma postura de distensão que contrasta com o tom habitualmente combativo de sua campanha. Aos 37 anos, Marçal disputa pela primeira vez a prefeitura da maior cidade do país, e a entrevista deixou claro que ele sabe navegar entre a polêmica e a promessa de pacificação conforme o momento exige.
Pablo Marçal, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PRTB, foi entrevistado pela jornalista Natuza Nery em programa ao vivo da Globo na noite de sexta-feira. Durante a conversa, ele enfrentou questões sobre um áudio envolvendo Leonardo Avalanche, presidente nacional de seu partido, no qual Avalanche alega ter ligações com o PCC. Marçal não se esquivou do tema, mas deslocou a responsabilidade: se o presidente do partido falou sobre isso publicamente, que ele próprio se explique aos eleitores e à sociedade.
A entrevista de uma hora foi transmitida ao vivo no g1, YouTube e TikTok, e será publicada na íntegra como episódio especial do podcast O Assunto. Marçal é o quarto candidato entrevistado nesta série de conversas com os principais nomes na disputa pela prefeitura paulista. Antes dele, passaram pela mesma bancada Tabata Amaral, do PSB, na segunda-feira; José Luiz Datena, do PSDB, na terça; e Guilherme Boulos, do PSOL, na quarta. Ricardo Nunes, do MDB, está agendado para a segunda-feira seguinte. Os demais candidatos serão entrevistados pela jornalista Paula Paiva Paulo em conversas gravadas de trinta minutos, com publicação simultânea na terça-feira à tarde.
Além da questão sobre o áudio do presidente do PRTB, Marçal aproveitou o tempo de entrevista para criticar o que chama de "escolarização" da rede pública de educação. Segundo sua avaliação, as escolas públicas investem demais em teoria e pouco em ensino lúdico, aquele que privilegia o aprendizado através da brincadeira e da experiência prática. Para ele, esse modelo não serve bem aos alunos.
O candidato também sinalizou uma postura de distensão política. Marçal afirmou que pretende propor um "cessar-fogo" com outros políticos após o encerramento das eleições, sugerindo que quer reduzir a temperatura do debate político uma vez que a votação tenha ocorrido. Essa declaração contrasta com o tom frequentemente combativo que marca sua campanha.
Aos 37 anos, Marçal disputa a Prefeitura de São Paulo pela primeira vez. Sua candidatura pelo PRTB o coloca entre os nomes com maior intenção de voto segundo a pesquisa Quaest de 30 de julho, critério que definiu quem seria entrevistado nesta série de conversas longas com os jornalistas da Globo. A ordem das entrevistas foi definida por sorteio, garantindo que todos os candidatos principais tivessem espaço equivalente para apresentar suas propostas e responder a questões sobre suas trajetórias e posições políticas.
Notable Quotes
Se ele acabou falando, que se explique— Pablo Marçal, sobre Leonardo Avalanche e o áudio com alegadas ligações ao PCC